domingo, 2 de setembro de 2007

Desiderata - texto encontrado em 1692



Desiderata - do Latim "Desideratu" : aquilo que se deseja, aspiração.
Este texto foi encontrado na velha Igreja de Saint Paul, Baltimore, datado de 1692.

Siga tranquilamente entre a inquietude e a pressa, lembrando-se de que há sempre paz no silêncio. Tanto quanto possível sem humilhar-se, mantenha-se em harmonia com todos que o cercam.

Fale a sua verdade, clara e mansamente.

Escute a verdade dos outros, pois eles também têm a sua própria história.

Evite as pessoas agitadas e agressivas : elas afligem o nosso espírito. Não se compare aos demais, olhando as pessoas como superiores ou inferiores a você : isso o tornaria superficial e amargo.

Viva intensamente os seus ideais e o que você já conseguiu realizar. Mantenha o interesse no seu trabalho, por mais humilde que seja ele é um verdadeiro tesouro na contínua mudança dos tempos.

Seja prudente em tudo o que fizer, porque o mundo está cheio de armadilhas. Mas não fique cego para o bem que sempre existe. Em toda parte, a vida está cheia de heroísmo.

Seja você mesmo.

Sobretudo, não simule afeição e não transforme o amor n'uma brincadeira, pois, no meio de tanta aridez, ele é perene como a relva.

Aceite, com carinho, o conselho dos mais velhos e seja compreensivo com os impulsos inovadores da juventude.

Cultive a força do espírito e você estará preparado para enfrentar as surpresas da sorte adversa. Não se desespere com perigos imaginários : muitos temores têm sua origem no cansaço e na solidão.

Ao lado de uma sadia disciplina conserve, para consigo mesmo, uma imensa bondade.

Você é filho do Universo, irmão das estrelas e árvores, você merece estar aqui e, mesmo se você não pode perceber, a Terra e o Universo vão cumprindo o seu destino.

Procure, pois, estar em paz com Deus, seja qual for o nome que você lhe der. No meio do seu trabalho e nas aspirações, na fatigante jornada pela vida, conserve, no mais profundo do seu ser, a harmonia e a paz.

Acima de toda mesquinhez, falsidade e desengano, o mundo ainda é bonito.

Caminhe com cuidado, faça tudo para ser feliz e partilhe com os outros a sua felicidade.

http://www.novidades.info/desiderata.html

PAI NOSSO em Aramaico



PAI NOSSO em Aramaico
Transliterado
















"Abvum d'bashmaia
Netcádash shimóch
Tetê malcutách Una
Nehuê tcevianách aicana
d'bashimáia af b'arha
Hôvlan lácma d'suncanán
Iaomána
Uashbocan háubein uahtehin
Aicána dáf quinan shbuocán
L'haiabéin

Uêla tahlan l'nesiúna.
Êla patssan min bíxa
Metúl dilahie malcutá
Uaháila
Uateshbúcta láhlám.
ALMÍN. "

Tradução do PAI NOSSO, a partir do Aramaico

" Pai-Mãe, respiração da Vida, Fonte do som, Ação sem palavras, Criador do Cosmos !
Faça sua Luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós para que possamos torná-la útil.
Ajude-nos a seguir nosso caminho Respirando apenas o sentimento que emana de Você.

Nosso EU, no mesmo passo, possa estar com o Seu, para que caminhemos como Reis e Rainhas com todas as outras criaturas.
Que o Seu e o nosso desejo sejam um só, em toda a Luz, assim como em todas as formas, em toda existência individual, assim como em todas as comunidades.

Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós, pois assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo.
Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iluda, E nos liberte de tudo aquilo que impede nosso crescimento.

Não nos deixe sermos tomados pelo esquecimento de que Você é o Poder e a Glória do mundo, a Canção que se renova de tempos em tempos e que a tudo embeleza.
Possa o Seu amor ser o solo onde crescem nossas ações.
AMÉM.

VICIAÇÃO ALCOÓLICA




Sob qualquer aspecto considerado, o vício - esse condicionamento pernicioso que se impõe como uma "segunda natureza" constritora e voraz - deve ser combatido sem trégua desde quando e onde se aloje.

Classificado pela leviandade de muitos de seus medos como de pequeno e grande porte, surge com feição de "hábito social" e se instala em currículo de longo tempo, que termina por deteriorar as reservas morais, anestesiando a razão e ressuscitando com vigor os instintos primevos de que se deve o homem libertar.

Insinuante, a princípio perturba os iniciantes e desperta nos mais fracos curiosa necessidade de repetição, na busca enganosa de prazeres ou emoções inusitados, conforme estridulam os aficionados que lhe padecem a irreversível dependência.

Aceito sob o acobertamento da impudica tolerância, seu contágio destrutivo supera o das mais virulentas epidemias, ceifando maior número de vidas do que o câncer, a tuberculose, as enfermidades cardiovasculares adicionados... Inclusive, mesmo na estatística obituária dessas calamidades da saúde, podem-se encontrar como causas preponderantes ou predisponentes as matrizes de muitos vícios, que se tornaram aceitos e acatados qual motivo de relevo e distinção...

Os vitimados sistemáticos pela viciação escusam-se abandoná-la, justificando que o seu é sempre um simples compromisso de fácil liberação em considerando outros de maior seriedade que, examinados, a sua vez, pelos seus sequazes, se caracterizam, igualmente, como insignificantes.

Há quem a relacione como de conseqüência secundária e de imediata potência aniquilante. Obviamente situam suas compressões como irrelevantes em face de "tantas coisas piores"... E argumentam: "antes este" , como se um mal pudesse ter sopesado, avaliada e discutidas as vantagens decorrentes da sua atuação...

Indiscutivelmente, a ausência de impulsão viciosa no homem dá-lhe valor e recursos para realizar e fruir os elevados objetivos da vida, que não podem ser devorados pela irrisão das vacuidades.

A vinculação alcoólica, por exemplo, escraviza a mente, desarmonizando-a, e envenena o corpo deteriorando-o. Tem início através do aperitivo inocente, quão dispensável, que se repete entre sorrisos e se impõe como necessidade, realizando a incursão nefasta, que logo se converte em dominação absoluta, desde que aumenta de volume na razão direta em que se consome.

Os pretextos surgem e se multiplicam para as libações: alegria, frustração, tristeza, esperança, revolta, mágoa, vingança, esquecimento... Para uns se converte em coragem, para outros em entusiasmo, invariavelmente impondo-se, dominador incoercível. Emulação para práticas que a razão repulsa, o alcoolismo faz supor que sustenta os fracos, que tombam em tais urdiduras, quando, em verdade, mais os debilita e arruína.

Não fossem tão graves, por si só, os danos sociais que dele decorrem - transformando cidadãos em parias, jovens em vergados anciãos precoces, profissionais de valor em trapos morais, moçoilas e matronas em torpes simulacros humanos, aceitos e detestados, acatados e temidos nos sítios em que se pervertem, a caminho da total sujeição, que conduz, quando se dispõe de moedas, a Sanatórios distintos e em contrário, às sarjetas hediondas, em ambos os casos avassalados por alienações dantescas -, culmina em impor os trágicos autocídios, por cujas portas buscam, tais enfermos, soluções insolváveis para os problemas que criaram espontaneamente para si próprios... Não acontecendo à queda espetacular no suicídio, este se dá por processo indireto, graças à sobrecarga destrutiva que o alcoólatra ou simples cultivador da alcoolofilia depõe sobre a tecelagem de elaboração divina, que é o corpo. E quando vem a desencarnação, o que é também doloroso, não cessa a compulsão viciosa, em que o espírito irresponsável constata que a morte não resolveu os problemas nem aniquilou a vida...

Nesse capítulo convém considerarmos que a desesperada busca ao álcool - ou substâncias outras que dilaceram a vontade, desagregam a personalidade, perturbam a mente - pode ser, às vezes, inspirada por processos obsessivos, culminando sempre, porém, por obsessões infelizes, de conseqüências imprevisíveis.

A pretexto de comemorações, festas, decisões, não te comprometa com o vício.

O oceano é feito de gotículas e as praias imensuráveis de grãos.

Liberta-te do conceito: "hoje só", quando impelido a comprometimento pernicioso e não te facultes: "apenas um pouquinho", porquanto, uma picada que injeta veneno letal, não obstante em pequena dose, produz a morte imediata,

Está-se bafejado pela felicidade, sorve-a com lucidez.

Se te encontras visitado pela dor, enfrenta-a, abstêmio e forte.

Para qualquer cometimento que exija decisão, coragem, equilíbrio, definição, valor, humildade, estoicismo, resignação, recorre à prece, mergulhando, na reflexão, o pensamento, e haurirás os recursos preciosos para a vitória em qualquer situação, sob qual seja o impositivo.

Nunca te permitas a assimilação do vício, na suposição de que dele te libertarás quando queiras, pois que se os viciados pudessem querer não estariam sob essa violenta dominação.

Pelo Espírito Joanna de Ângelis - Do livro Após a Tempestade, psicografado por Divaldo Pereira Franco - Editora LEAL.

ALGUÉM





Auta de Souza

Alguém te bate à porta, dia a dia,
Esmolando-te amor, oculto embora
Nas agruras e chagas de quem chora
Entre a grande aflição e a noite fria...

Medita e ouvi-lo-ás chamando agora
Na miséria cansada que te espia,
Nos herdeiros da sombra e da agonia,
Que se arrastam gemendo estrada afora...

Alguém te segue os passos, de mansinho,
Junto às trevas e às dores do caminho,
Anotando o que fazes por vencê-las;

Esse Alguém é Jesus que, em toda idade,
Arrecada os teus gestos de bondade
No Tesouro Divino da Estrelas.

sábado, 1 de setembro de 2007

LINDOS CASOS DE CHICO XAVIER




Pedindo esmola para enterrar o ex-patrão

Livro: Lindos Casos de Chico Xavier
Ramiro Gama







Chico levantara-se cedo e, ao sair, de charrete, para a Fazenda, encontra-se no caminho com o Flaviano, que lhe diz:

- Sabe quem morreu?

- Não!...

O Juca, seu ex-patrão. Morreu na miséria, Chico, sem ter o que comer...

- Coitado! E Chico tira do bolso um lenço e enxuga os olhos.

- A que horas é o enterro?

Creio que vão enterrá-lo a qualquer hora, como indigente, no Caixão da Prefeitura, isto é, no rabecão...

Chico medita, emocionado, e pede:

- Flaviano, faça-me um favor: vá à casa onde ele desencarnou e peça para esperarem um pouco. Vou ver se lhe arranjo um caixão, mesmo barato.

Flaviano despede-se e parte.

Chico desce da charrete. Manda um recado para seu Chefe.

Recorda seu ex-patrão, figura humilde de bom servidor, que tanto bem lhe fizera. E alí mesmo, no caminho, envia uma prece a Jesus:

'Senhor, trata-se de meu ex-patrão, a quem tanto devo; que me socorreu nos momentos mais angustiosos; que me deu emprego com o qual socorri toda a família; que tanto sofreu por minha causa.

Que eu lhe page, em parte, a gratidão que lhe devo. Ajude-me, Senhor'.

E, tirando o chapéu da cabeça e virando-o de copa para baixo, à guiza de sacola, foi bater de porta em porta, pedindo uma esmola para comprar um caixão para enterrar o extinto amigo.

Daí a pouco, toda Pedro Leopoldo sabia do sucedido e estava perplexa se não comovida com o ato de Chico.

Seu pai soube e veio ao seu encontro, tentando demovê-lo daquele peditório...

- Não, meu pai, não posso deixar de pagar tão grande dívida a quem tanto colaborou conosco.

Um pobre cego, muito conhecido em Pedro Leopoldo, é inteirado da nobre ação do Chico, a quem estima.

Esbarra-se com ele:

- Por que tanta pressa Chico?

- Meu Nêgo, estou pedindo esmolas para enterrar meu ex-patrão.

- Seu Juca!? Já soube. Coitado, tão bom! Espere aí, então, Chico. Tenho aqui algum dinheiro que me deram de esmola ontem e hoje.

E despejou no chapéu do Chico tudo o que havia arrecadado até alí...

Chico olhou-lhe os olhos mortos e sem luz. Viu-os cheios de lágrimas. Comoveu-se mais.

- Obrigado, meu Nêgo! Que Jesus lhe pague o sacrifício.

Comprou com o dinheiro esmolado o caixão.

Providenciou o enterro. Acompanhou-o até o cemitério.

E já tarde, regressou à casa. Tinha vivido um grande dia.

Sentou-se à entrada da porta. Lá dentro, os irmãos e o pai, observavam-no comovidos. Em prece muda, agradece a Jesus.

Emmanuel lhe aparece e sorrí. O sorriso de seu bondoso Guia lhe diz tudo.

Chico o entende.

Ganhara o dia, pagara uma dívida e dera de sí um testemunho de humildade, de gratidão e de amor ao Divino Mestre.

ROSEMARY KENNEDY E A LOBOTOMIA



Rosemary Kennedy (irmã de presidente John Kennedy)

Nascida em 1918, Rosemary era ligeiramente retardada quando criança e
teve que ser educada por professores particulares . Ao atingir a
adolescência, ela passou a
ter períodos de descontrole e violência, embora ela estivesse
desfrutando uma vida cheia, com muitas viagens e festas pagas por seu
pai rico, o empresário e embaixador Joseph Kennedy. Aborrecido pela
incapacidade da família de se adaptar ao comportamento agressivo de
Rosemary, o pai dos Kennedys, sem consultar ninguém da família,
contactou um neurocirurgião e ordenou que uma lobotomia prefrontal
fosse realizada em Rosemary, em 1941 (lembre-se que naquela época, a
lobotomia era considerado uma "cura" milagrosa para comportamento
agressivo e inadequado). A operação a deixou totalmente incapaz de
viver uma vida normal, e ela foi internada então permanentemente no
Convento de Santa Coletta, em Wisconsin, no qual ela ainda vive. Este
sempre foi um ponto extremamente dolorido na família de Kennedy, e
Joseph e Rose Kennedy, atormentados pelo destino da filha, doaram
bastante dinheiro e esforço para ajudar as pessoas retardadas. Eles
estabeleceram a Fundação Joseph P. Kennedy Jr para este propósito (e
que recebeu este nome em honra ao seu filho, morto no Segunda Guerra
Mundial).
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Internacional

08/01/2005 - 13h14
Morre aos 86 anos Rosemary, a irmã de John F. Kennedy

WASHINGTON, 8 jan (AFP) - Rosemary, a irmã do ex-presidente John F. Kennedy e do senador Edward Kennedy, portadora de deficiência e inspiradora dos Jogos Paralímpicos, morreu nesta última sexta-feira, informou a imprensa americana.

Rosemary Kennedy, de 86 anos, passou a maior parte de sua vida internada numa instituição de Wisconsin depois de ter sido submetida a uma lobotomia por problemas de comportamento, aos 23 anos.

O senador Edward Kennedy estava a seu lado quando faleceu, de acordo com as informações.

"Nossa irmã Rosemary está agora com Deus. Deixou-mos pacificamente, tendo o irmão e as irmãs a seu lado, e estamos felizes de que agora tenha uma vida eterna com Deus", destacou a família Kennedy em comunicado.

Eunice Kennedy Shriver, irmã mais nova de Rosemary, inspirou-se nela para criar os Jogos Paraolímpicos dos quais participam atletas portadores de deficiência.

TUA HORA DE HUMILDADE







Se ainda te observas distante de viver a humildade continuamente em todas as horas do dia, podes vivê-la uma hora diária pelo menos...
Traça o teu programa diário de humildade iniciante. Escolhe uma hora dentre as horas de cada dia a fim de aperfeiçoares os próprios sentimentos, exercitando a maior conquista do espírito - a humildade.
Que nessa hora te despreocupes da pressa, da convenção, do calculismo, das inquietações contumazes e de ti mesmo, para que te adestres no sacrifício, na indulgência desinteressada, na solicitude fraterna e na cooperação espontânea.
Será essa a tua hora de procurar o último lugar, a hora de te apagares para que se eleve o brilho dos outros...
Em tua hora de humildade constituir-te-ás em médium do amor de Cristo entre os homens; serás, especialmente, o servo de todos, o irmão comum, a partícula viva e anônima que se funde no todo da Humanidade, sem qualquer amor-próprio ou interesse pessoal.
Que olvides, nesse lapso de tempo, toda tisna de vaidade, todo propósito de personalismo e até as mínimas excitações acerca do futuro para viver o presente, o dia que flui, os momentos de teu serviço puro!
Nessa hora sê bom acima de ti, acima de tudo, acima de tuas próprias vantagens, para que teus sorrisos abram outros sorrisos, para que tua palavra confiante semeie outras palavras de esperança, para que tua vontade de acertar alicie outras vontades para a renovação maior.
Anula nesses sessenta minutos a tensão emocional a respeito de títulos, condições sociais, inclusive a censura a ti próprio, no que tange à defesa do teu lugar ao sol...
Que a tua hora de humildade seja cultivada esmeradamente, cada dia, nos lugares em que deva ser exercida para favorecer-te a ascensão espiritual, seja no escritório, na via pública, no entendimento entre amigos ou na intimidade do lar...
Que nesse interregno respires acima de todas as conveniências individuais, fazendo maiores concessões ao próximo, superando o temperamento, procurando usar mais ampla docilidade com quem te não compreende, buscando acertar onde ninguém ainda o conseguiu, diligenciando efetuar os mais difíceis serviços de fraternidade, testemunhando o bem na escala que ainda não pudeste e relembrando que o teu corpo, em dia próximo, regressará, inelutavelmente ao pó de onde veio.
Recebe no coração a visita do Senhor, ainda que por breves minutos durante o dia.
Começa a ser humilde, abolindo todo desculpismo e conquistando o tempo necessário para a tua hora de humildade e acabarás incorporando em ti mesmo os valores supremos do benfeitor maior que, na conceituação do Cristo, será sempre aquele que se fizer o servidor de todos.
ANDRÉ LUIZ
(Do livro “Sol nas Almas” , cap. 8)