terça-feira, 13 de novembro de 2007

À Mãe Cristã

O mundo será feliz
quando a mulher, sem receio,
abrir a porta da casa
aos órfãos do lar alheio.
(Irene Sousa Pinto)
Mãe feliz, aguça o ouvido
ante os que vão sem ninguém...
Cada pequeno esquecido
é teu filhinho também.
(Rita Barém de Melo)
Não olvides que a criança,
no caminho, vida a fora,
vai devolver-te, mais tarde,
o que lhe deres agora.
(Casimiro Cunha)
Mãezinha - planta celeste,
anjo que chora sorrindo -,
teu filho é a flor que puseste
no ramo de um sonho lindo.
(Meimei)
* * *
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Pai Nosso.
19a edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.

AGRADEÇAMOS

Sabemos que a nossa mente, para evoluir, sofre processos de
transformação por vezes violentos e rudes, qual acontece à terra
necessitada de amanho para produzir.

Nos círculos da natureza, observamos o arado, vergastando o solo e
ferindo-o, e se a grande massa rochosa aparece, de improviso, impedindo
o esforço do lavrador, notamos que a dinamite comparece, estilhaçando os
obstáculos...

Assim também a nossa inteligência não se modifica sem a visitação da
dificuldade.

A lâmina dos problemas inquietantes como que nos tortura, dia-a-dia,
constrangendo-nos à compreensão mais justa da vida e se o endurecimento
espiritual é a nota de nossas reações, ante a passagem da máquina
renovadora do sofrimento, surgem os impactos diretos da provação sobre a
nossa experiência pessoal, desintegrando-nos antigas cristalizações no
egoísmo e no orgulho.

Ofereçamos o coração do Divino Cultivador que é Jesus.

Digne-se o Mestre Divino fazer de nossa existência o que lhe aprouver.
Os golpes sublimes da Vontade superior sobre os nossos desejos serão
recursos do máximo proveito para o nosso próprio futuro.

Se a dor nos procura, em forma de incompreensão do meio ou na máscara de
tristes desilusões terrestres, abençoemo-la, acentuando a nossa fé viva
em Nosso Senhor e continuemos servindo o próximo, na medida de nossas
possibilidades, porque a dor é realmente a Sábia Instrutora, capaz de
elevar-nos da Terra para os Céus.
(De "Sentinelas da Alma", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Meimei)

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

HUMILDADE





Humildade, Humildade!.. .

A humildade é uma virtude que se ignora. Por isso
mesmo não se ensoberbece nem se desvaria.

Quanto mais se oculta mais se aformoseia e, quando
ignorada, é qual madrugada rutilante abrindo o dia
para o sol.

A humildade é espontânea e, para ser legítima, não
se improvisa. Deve ser cultivada com perseverança
e desenvolvida infatigavelmente.

Onde surjam suas primeiras manifestações, também aí
aparecem adversários vigorosos.

A vida moderna, com falsos conceitos, conspira contra
sua vitalidade, proclamando- a covardia e fraqueza...

No entanto, a humildade não pode ser confundida com
a timidez nem com o medo.

Não é uma virtude estática, mas dinâmica. Por essa
razão, não é parasitária nem acomodatícia.

É força combativa, movimento atuante.

Somente os caracteres bem modelados podem senti-la.

Sofrer humildemente não significa acomodar-se à dor;
antes, é lutar heroicamente por vencer a aflição
sem, contudo, rebelar-se.

É mais fácil revidar uma ofensa do que desculpá-la,
vencendo todos os impulsos inferiores que residem
no imo.

Quando a humildade se submete aos fortes e se revolta
contra os fracos, entenebrece- se, fazendo-se servilismo.
No entanto, silencia quando acusada pelos poderosos
ou quando ofendida pelos fracos.

A humildade ajuda sem jactar-se, como o regato precioso
que ignora o bem que espalha; qual sol sorridente que
desconhece a vitalidade que difunde; como fruto
abençoado que não sabe o excelente paladar de que é
constituído.. .

Se te causticam as forças da revolta e te ferem os
aguilhões do desespero, semeia hoje a humildade no
coração.

Talvez amanhã continues o mesmo. Dia virá, porém, em
que germinará a benção da excelsa virtude,
enflorescendo tua vida.

Confia, espera e, servindo com destemor, experimentará s
a harmonia decorrente de tudo sofrer, humildemente, por
amor ao Grande Amor de todos os amores.

[Joanna de Ângelis]
[Divaldo Franco]
[Messe de Amor]
[Editora LEAL]

sábado, 10 de novembro de 2007

REPOUSO TAMBÉM




As muitas tarefas a que atendes exaurem tuas forças e o cansaço
anula possibilidades valiosas, que poderias aplicar em realizações de maior
profundidade.
Fascinado pelos serviços de variada ordem nos quais buscas
esquecer problemas de outro quilate, ao te dares conta, estás vencido, sem o
controle que se faz preciso, para maior avanço nas vias da evolução.
Examina os compromissos que te assoberbam e seleciona-os.
Põe em ordem o que deves executar para que o tempo te seja
pródigo.
Disciplina as realizações para que se submetam ao teu comando
otimista.
Trabalho que enfada é labor que deprime.
Há trabalhos que podes e deves fazer e há deveres que outros podem
executar, na tua esfera de ação.
Os serviços de superfície absorvem e desesperam, porquanto se
multiplicam sem cessar.
Fugir do que necessitas vencer, significa transferência de luta
para tempo e espaço posterior.
Se buscas o cansaço para asfixiar a ansiedade que te persegue, raciocinas
como o opiômano, que se entrega a um tormento para a outro tormento fugir.
A Doutrina Espírita, iluminando a mente do homem, dá-lhe os
instrumentos de fácil manejo para dissecar os dramas que perturbam,
libertando dos falsos problemas resultantes da indisciplina do próprio
espírito.
Em face da necessidade de um exame acurado da dificuldade que se
faz empecilho à evolução, o aluno do Cristo deve atirar-se ao trabalho, sem
dúvida, mas, primeiramente precisa capacitar-se com os valores que o
habilitem para a paz legítima, a fim de adquirir alegria nas realizações,
desintoxicando-se dos vapores da estafa que irrita, entorpece e dispõe mal.
Usa a "hora morta" meditando.
Cultiva a leitura espírita como norma de aprendizagem.
Conhecendo a Doutrina, perceberás as sutilezas de que se utilizam
nossos adversários, já desencarnados, e assim mais facilmente poderás
enfrentá-los.
O autoconhecimento, como a auto-iluminação, constituem tesouros
que devem ser trabalhados.
Ler ou estudar são hábitos.
O espírita não pode prescindir do estudo.
Estudo também é trabalho...
Não somente merecimento pelo esforço físico, mas também evolução
pela renovação íntima ante a luz do conhecimento.
Não menosprezes, desse modo, nos teus labores, o significado da
palavra refazimento.
Refazer as forças no repouso representa desdobrar possibilidade de
ação contínua.
Nem o sono entorpecente, nem a ação devastadora.
Repouso pode ser entendido como troca de atividades, que funciona
como higiene mental, em que encontres prazer sem tédio, alegria sem
irritabilidade.
As atividades espíritas para o teu espírito são de alto teor.
Dá-lhes prioridade.
Que se dirá de quem, tendo feito muito, nada fez pela serenidade
de si mesmo?
Não vale semear uma gleba sem-fim, entregando-a aos parasitos, aos
insetos e às ervas daninhas.
Planta e zela.
Levanta o caído e anda um pouco com ele.
Ajuda o necessitado e anima-o um tanto mais.
Os que são levantados e não dispõem de forças para manter-se,
quando lhes falta o auxílio, retornam ao chão...
Trabalho e recuperação podem ser considerados termos do mesmo
binômio evolutivo.
Amanhã farás o que hoje não conseguires.
Muitas vezes surgem interrogações a respeito dos desaparecimentos
do Mestre, nas narrativas evangélicas.
Conjecturas de vária procedência tomam corpo, tentando
elucidações.
No entanto, após os labores exaustivos junto ao povo,
habitualmente o Senhor buscava orar em profundo silêncio, meditar em
demorados solilóquios.
Retemperava, assim, as próprias energias para a áspera liça de
esclarecer e consolar, atuando junto aos corações desarvorados e mentes em
desalinho, pacificador e harmônico, distribuindo serenidade e equilíbrio
como fonte inesgotável, cujas nascentes refrescantes tinham origem nos Céus.
(De "Dimensões da Verdade", de Divaldo P. Franco, pelo espírito Joanna de
Ângelis)

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Orientadores do Mundo

111 – Orientadores do Mundo

“Respondeu-lhe Jesus: És mestre em Israel e não sabes isto? – (João, 3:10)

È muito comum nos círculos religiosos, notadamente nos arraiais
espiritistas, o aparecimento de orientadores do mundo, reclamando provas da
existência da alma.

Tempo virá em que semelhantes inquirições serão consideradas pueris,
porque, afinal, esses mentores da política, da educação, da ciência, estão
perguntando, no fundo, se eles próprios existem.

A resposta de Jesus a Nicodemos, embora se refira ao problema da
reencarnação, enquadra-se perfeitamente no assunto, de vez que os condutores
da atualidade prosseguem indagando sobre realidades essenciais da vida.

Peçamos a Deus auxilie o homem para que não continue tentando penetrar
a casa do progresso pelo telhado.

O médico leviano, até que verifique a verdade espiritual, será
defrontado por experiências dolorosas no campo das realizações que lhe dizem
respeito. O professor, apenas teórico, precipitar-se-á muitas vezes nas
ilusões. O administrador improvisado permanecerá exposto a erros tremendos,
até que se ajuste à responsabilidade que lhe é própria.

Por esse motivo, a resposta de Jesus aplica-se, com acerto, às
interrogações em investigadores dirigem-se a nós outros, muita vez com
ironia, reclamando a certeza sobre a existência do espírito; entretanto,
eles orientam os outros e se introduzem na vida dos nossos irmãos em
humanidade. Considerando essa circunstância e em se tratando de problema tão
essencial para si próprios, é razoável que não perguntem, porque devem
saber.

Caminho, Verdade e Vida - Esp. Emmanuel

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

EM VIGILIA CONSTANTE




Estudo : Cap. VI- item 7. ESE











L:RUMOS LIBERTADORES-D. Franco-Joana de Ângelis.


Não se turbe a tua mente,nem se turbe o teu coração ante as injunções e os conflitos do dia-a-dia.

Se te deixas arrastar pelas circunstâncias negativas perfeitamente compatíveis ao estado atual de moralidade vigente entre os homens, fatalmente depararás numa destas quedas lamentáveis:

-Na Ira, que obscurece a razão, fazendo-te delinqüir;

-No Ciúme, que te desvia a mente e te entorpece os sentimentos;

-Na Agressividade, que te transforma num bruto;

- Na Maledicência, que facilmente te traveste como acusador infeliz;

- Na Sensualidade, que te reconduz às faixas primárias da vida, donde vens buscando a liberdade;

- Na Cobiça, que te impele ao desequilíbrio, fazendo-te enlouquecer a pouco e pouco;

Na Inveja, que é tóxico a destruir-te por dentro;

Na Competição negativa, que te exaure as froças por coisas de valor nenhum;

-Na Indolência, que te torna um vivo-morto, marchando para a hibernação dos altos tesouros do Espírito;

-No Ódio, que é veneno mortal,a dizimar mais do que o câncer, a tuberculose, as enfermiddes cardio-vasculares somadas, por ser,de certo modo,responsável pelo aparecimento ou virulência delas, quando já instaladas no organismo.

Não te perturbes no exercício do bem, quando agredido.

Não te turbes, mentalmente,quando provocado desta ou daquela forma.

Porfia no culto da responsabilidade, do dever, e aguardando o amanhã que te libertará das paixões ainda existentes no teu mundo íntimo, e te fazem sintonizar com aqueles que te chegam de outras procedências.

Não te deixes, portanto, arrastar, nunca, à turbação mental ou à perturbação emocional.

Mantém-te em vigília constante.