O amigo é uma benção que nos cabe cultivar no clima de gratidão.
Quem diz que ama e não procura compreender e nem auxiliar, nem amparar e nem servir, não saiu de si mesmo ao encontro do amor de alguém.
A amizade verdadeira não é cega, mas se enxerga defeitos nos corações amigos, sabe amá-los e entendê-los mesmo assim.
Teremos vencido o egoísmo em nós quando nos decidirmos a ajudar aos entes amados a realizarem a felicidade própria, tal qual entendem eles, deva ser a felicidade que procuram, sem cogitar de nossa própria felicidade.
Em geral, pensamos que os nossos amigos pensam como pensamos, no entanto, precisamos reconhecer que os pensamentos deles são criações originais deles próprios.
A ventura real da amizade é o bem dos entes queridos.
Assim como espero que os amigos me aceitem como sou, devo, de minha parte, aceitá-los como são.
Toda vez que buscamos desacreditar esse ou aquele amigo, depois de havermos trocado convivência e intimidade, estaremos desmoralizando a nós mesmos.
Em qualquer dificuldade com as relações efetivas é preciso lembrar que toda criatura humana é um ser inteligente em transformação incessante, e, por vezes, a mudança das pessoas que amamos não se verifica na direção de nossas próprias escolhas.
Quanto mais amizade você der, mais amizade receberá.
Se Jesus nos recomendou amar os inimigos, imaginemos com que imenso amor nos compete amar aqueles que nos oferecem o coração.
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Sinal Verde. Ditado pelo Espírito André Luiz.
Olá amigos, sejam bem-vindos !!
Este é um espaço reservado para que possamos refletir um pouco sobre a espiritualidade. Estudem, comentem e estejam à vontade!
VISITAS:
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Mensagem de André Luiz
Mensagem de André Luiz
A vida não cessa. A vida é fonte eterna e a morte é o jogo escuro das ilusões.
O grande rio tem seu trajeto, antes do mar imenso. Copiando-lhe a expressão, a alma percorre igualmente caminhos variados e etapas diversas, também recebe afluentes de conhecimentos, aqui e ali, avoluma-se em expressão e purifica-se em qualidade, antes de encontrar o Oceano Eterno da Sabedoria.
Cerras os olhos carnais constitui operação demasiadamente simples.
Permutar a roupagem física não decide o problema fundamental da iluminação, como a troca de vestidos nada tem que ver com as soluções profundas do destino e do ser.
Oh! Caminhos das almas, misteriosos caminhos do coração! É mister percorrer-vos, antes de tentar a suprema equação da Vida Eterna! É indispensável viver o vosso drama, conhecer-vos detalhe a detalhe, no longo processo do aperfeiçoamento espiritual!...
Seria extremamente infantil a crença de que o simples "baixar do pano" resolvesse transcendentes questões do Infinito.
Uma existência é um ato.
Um corpo - uma veste.
Um século - um dia.
Um serviço - uma experiência.
Um triunfo - uma aquisição.
Uma morte - um sopro renovador.
Quantas existências, quantos corpos, quantos séculos, quantos serviços, quantos triunfos, quantas mortes necessitamos ainda?
E o letrado em filosofia religiosa fala de deliberações finais e posições definitivas!
Por toda a parte, os cultos em doutrina e os analfabetos do espírito!
É preciso muito esforço do homem para ingressar na academia do Evangelho do Cristo, ingresso que se verifica, quase sempre, de estranha maneira - ele só, na companhia do Mestre, efetuando o curso difícil, recebendo lições sem cátedras visíveis e ouvindo vastas dissertações sem palavras articuladas.
Muito longa, portanto, nossa jornada laboriosa.
Nosso esforço pobre quer traduzir apenas uma idéia dessa verdade fundamental.
Grato, pois, meus amigos!
Manifestamo-nos, junto a vós outros, no anonimato que obedece à caridade fraternal. A existência humana apresenta grande maioria de vasos frágeis, que não podem conter ainda toda a verdade. Aliás, não nos interessaria, agora, sendo a experiência profunda, com os seus valores coletivos. Não atormentaremos alguém com a idéia da eternidade. Que os vasos se fortaleçam, em primeiro lugar. Forneceremos, somente, algumas ligeiras notícias ao espírito sequioso dos nossos irmãos na senda de realização espiritual, e que compreendem conosco que "o espírito sopra onde quer".
E, agora, amigos, que meus agradecimentos se calem no papel, recolhendo-se ao grande silêncio da simpatia e da gratidão. Atração e reconhecimento, amor e júbilo moram na alma. Crede que guardarei semelhantes valores comigo, a vosso respeito, no santuário do coração.
Que o Senhor nos abençoe.
André Luiz
(extraído de Nosso Lar, publicado em 1943)
A vida não cessa. A vida é fonte eterna e a morte é o jogo escuro das ilusões.
O grande rio tem seu trajeto, antes do mar imenso. Copiando-lhe a expressão, a alma percorre igualmente caminhos variados e etapas diversas, também recebe afluentes de conhecimentos, aqui e ali, avoluma-se em expressão e purifica-se em qualidade, antes de encontrar o Oceano Eterno da Sabedoria.
Cerras os olhos carnais constitui operação demasiadamente simples.
Permutar a roupagem física não decide o problema fundamental da iluminação, como a troca de vestidos nada tem que ver com as soluções profundas do destino e do ser.
Oh! Caminhos das almas, misteriosos caminhos do coração! É mister percorrer-vos, antes de tentar a suprema equação da Vida Eterna! É indispensável viver o vosso drama, conhecer-vos detalhe a detalhe, no longo processo do aperfeiçoamento espiritual!...
Seria extremamente infantil a crença de que o simples "baixar do pano" resolvesse transcendentes questões do Infinito.
Uma existência é um ato.
Um corpo - uma veste.
Um século - um dia.
Um serviço - uma experiência.
Um triunfo - uma aquisição.
Uma morte - um sopro renovador.
Quantas existências, quantos corpos, quantos séculos, quantos serviços, quantos triunfos, quantas mortes necessitamos ainda?
E o letrado em filosofia religiosa fala de deliberações finais e posições definitivas!
Por toda a parte, os cultos em doutrina e os analfabetos do espírito!
É preciso muito esforço do homem para ingressar na academia do Evangelho do Cristo, ingresso que se verifica, quase sempre, de estranha maneira - ele só, na companhia do Mestre, efetuando o curso difícil, recebendo lições sem cátedras visíveis e ouvindo vastas dissertações sem palavras articuladas.
Muito longa, portanto, nossa jornada laboriosa.
Nosso esforço pobre quer traduzir apenas uma idéia dessa verdade fundamental.
Grato, pois, meus amigos!
Manifestamo-nos, junto a vós outros, no anonimato que obedece à caridade fraternal. A existência humana apresenta grande maioria de vasos frágeis, que não podem conter ainda toda a verdade. Aliás, não nos interessaria, agora, sendo a experiência profunda, com os seus valores coletivos. Não atormentaremos alguém com a idéia da eternidade. Que os vasos se fortaleçam, em primeiro lugar. Forneceremos, somente, algumas ligeiras notícias ao espírito sequioso dos nossos irmãos na senda de realização espiritual, e que compreendem conosco que "o espírito sopra onde quer".
E, agora, amigos, que meus agradecimentos se calem no papel, recolhendo-se ao grande silêncio da simpatia e da gratidão. Atração e reconhecimento, amor e júbilo moram na alma. Crede que guardarei semelhantes valores comigo, a vosso respeito, no santuário do coração.
Que o Senhor nos abençoe.
André Luiz
(extraído de Nosso Lar, publicado em 1943)
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
A DOR E SUAS BENÇÃOS
No universo o caos é a presença da vida em ebulição,
em desenvolvimento.
O repouso, se houvesse, significaria o aniquilamento
da ordem, do equilíbrio.
Tudo se agita, desde as micropartículas às galáxias
em incessante movimentação.
Sucumbe um astro pela decadência da energia e surge
outro pela aglutinação de novas moléculas.
Só há vida em toda parte e, portanto, ação.
É natural que, no ser humano, esse processo se expresse
como desgaste que produz dor.
O pântano e as águas estagnadas experimentam rigorosa
drenagem, a fim de se transformarem em jardim e pomar.
O deserto sente a modificação da sua estrutura,
mediante elementos químicos, de modo a reverdecer e
coroar-se de flores.
A semente sofre o esmagamento e arrebenta-se em vida
exuberante.
Nos animais, o parto é violência orgânica dolorosa,
que liberta a vida que conduzia encarcerada.
Compreensível, desse modo, que o desabrochar da
perfeição comece pelo despedaçar do grotesco em
predominância no ser humano.
Erros que geraram calamitosos efeitos a reparar,
desafios que promovem à conquista de mais elevados
patamares se apresentam com freqüência.
São inevitáveis as ocorrências depuradoras, os
sofrimentos de sublimação.
A dor é mensagem da vida cantando o hino de exaltação
e glória à evolução.
Recebê-la com tranqüilidade constitui admirável
realização íntima da lucidez intelecto-moral do ser
humano.
Pressões, compressões, dilacerações constituem
mecanismos da vida que se liberta do cárcere temporário
para a exuberância da plenitude.
Compreender a função da dor é atitude solidária,
caminhando-lhe ao lado, ao invés de enfrentá-la com
a extravagância da derrota.
Entendida no seu significado profundo, torna-se amena
e disciplinadora de impulsos graves quão danosos que
persistem, dominadores.
Em razão disso, a atitude passiva, o pensamento de
aceitação e entendimento contribuem para torná-la
produtiva, enriquecedora.
Diante da transitoriedade do carro orgânico a que o
Espírito se atrela, eis que o desgaste e a decomposição
fazem parte dos fatores de destruição da aparência,
para que o ser eterno singre os rios incomparáveis da
imortalidade.
Sem a histólise, que precede à histogênese demorada, a
lagarta jamais flutuaria no ar como borboleta delicada.
As condições físicas, portanto, são uma permanente
transformação e a dor representa as mãos do Divino
Escultor trabalhando em formas novas, aprimorando
arestas e corrigindo anfractuosidades...
Alegra-te, por haveres sido contemplado pela dor, por
mais paradoxal que te pareça.
Bem-aventurado aquele que sofre em paz, quando outros,
desassisados, em tranqüilidade infelicitam vidas...
Mantém-te confiante, mesmo sofrendo, e transforma as
tuas ansiedades em gratidão a Deus, por haver
estabelecido diretrizes diferentes das tuas, que te
farão realmente feliz para sempre.
Deixa-te, pois, arrastar pelas mãos do sofrimento digno,
e converterás lágrimas em sorrisos, tristezas em
júbilos, frustrações em pacificação interna, arrimado
em Jesus, que nunca te abandonará.
Dor bendita, que liberta e sublima, louvada sejas!
[Joanna de Ângelis]
[Divaldo P.Franco]
[Fonte de Luz]
[Editora LEAL]
em desenvolvimento.
O repouso, se houvesse, significaria o aniquilamento
da ordem, do equilíbrio.
Tudo se agita, desde as micropartículas às galáxias
em incessante movimentação.
Sucumbe um astro pela decadência da energia e surge
outro pela aglutinação de novas moléculas.
Só há vida em toda parte e, portanto, ação.
É natural que, no ser humano, esse processo se expresse
como desgaste que produz dor.
O pântano e as águas estagnadas experimentam rigorosa
drenagem, a fim de se transformarem em jardim e pomar.
O deserto sente a modificação da sua estrutura,
mediante elementos químicos, de modo a reverdecer e
coroar-se de flores.
A semente sofre o esmagamento e arrebenta-se em vida
exuberante.
Nos animais, o parto é violência orgânica dolorosa,
que liberta a vida que conduzia encarcerada.
Compreensível, desse modo, que o desabrochar da
perfeição comece pelo despedaçar do grotesco em
predominância no ser humano.
Erros que geraram calamitosos efeitos a reparar,
desafios que promovem à conquista de mais elevados
patamares se apresentam com freqüência.
São inevitáveis as ocorrências depuradoras, os
sofrimentos de sublimação.
A dor é mensagem da vida cantando o hino de exaltação
e glória à evolução.
Recebê-la com tranqüilidade constitui admirável
realização íntima da lucidez intelecto-moral do ser
humano.
Pressões, compressões, dilacerações constituem
mecanismos da vida que se liberta do cárcere temporário
para a exuberância da plenitude.
Compreender a função da dor é atitude solidária,
caminhando-lhe ao lado, ao invés de enfrentá-la com
a extravagância da derrota.
Entendida no seu significado profundo, torna-se amena
e disciplinadora de impulsos graves quão danosos que
persistem, dominadores.
Em razão disso, a atitude passiva, o pensamento de
aceitação e entendimento contribuem para torná-la
produtiva, enriquecedora.
Diante da transitoriedade do carro orgânico a que o
Espírito se atrela, eis que o desgaste e a decomposição
fazem parte dos fatores de destruição da aparência,
para que o ser eterno singre os rios incomparáveis da
imortalidade.
Sem a histólise, que precede à histogênese demorada, a
lagarta jamais flutuaria no ar como borboleta delicada.
As condições físicas, portanto, são uma permanente
transformação e a dor representa as mãos do Divino
Escultor trabalhando em formas novas, aprimorando
arestas e corrigindo anfractuosidades...
Alegra-te, por haveres sido contemplado pela dor, por
mais paradoxal que te pareça.
Bem-aventurado aquele que sofre em paz, quando outros,
desassisados, em tranqüilidade infelicitam vidas...
Mantém-te confiante, mesmo sofrendo, e transforma as
tuas ansiedades em gratidão a Deus, por haver
estabelecido diretrizes diferentes das tuas, que te
farão realmente feliz para sempre.
Deixa-te, pois, arrastar pelas mãos do sofrimento digno,
e converterás lágrimas em sorrisos, tristezas em
júbilos, frustrações em pacificação interna, arrimado
em Jesus, que nunca te abandonará.
Dor bendita, que liberta e sublima, louvada sejas!
[Joanna de Ângelis]
[Divaldo P.Franco]
[Fonte de Luz]
[Editora LEAL]
domingo, 13 de janeiro de 2008
O EFEITO DA CÓLERA
Um velho judeu, de alma torturada por pesados remorsos, chegou certo dia,
aos pés de Jesus, e confessou-lhe estranhos pecados.
Valendo-se da autoridade que detinha no passado, havia despojado vários
amigos de suas terras e bens, arremessando-os à ruína total e
reduzindo-lhes as famílias a doloroso cativeiro. Com maldade
premeditada, semeara em muitos corações o desespero, a aflição e a morte.
Achava-se, desse modo, enfermo, aflito e perturbado... Médicos não lhe
solucionavam os problemas, cujas raízes se perdiam nos profundos labirintos
da consciência dilacerada.
O Mestre Divino, porém, ali mesmo, na casa de Simão Pedro, onde se
encontrava, orou pelo doente e, em seguida, lhe disse:
- Vai em paz e não peques mais.
O ancião notou que uma onda de vida nova lhe penetrara o corpo, sentiu-se
curado, e saiu, rendendo graças a Deus.
Parecia plenamente feliz, quando, ao atravessar a extensa fila dos
sofredores que esperavam pelo Cristo, um pobre mendigo, sem querer,
pisou-lhe num dos calos que trazia nos pés.
O enfermo restaurado soltou um grito terrível e atacou o mendigo a
bengaladas.
Estabeleceu-se grande tumulto.
Jesus veio à rua apaziguar os ânimos.
Contemplando a vitima em sangue, abeirou-se do ofensor e falou:
- Depois de receberes o perdão, em nome de Deus, para tantas faltas, não
pudeste desculpar a ligeira precipitação de um companheiro mais desventurado
que tu?
O velho judeu, agora muito pálido, pôs as mãos sobre o peito e bradou
para o Cristo:
- Mestre, socorre-me!... Sinto-me desfalecer de novo... Que será isto?
Mas, Jesus apenas respondeu, muito triste:
- Isso, meu irmão, é o ódio e a cólera que outra vez chamaste ao próprio
coração.
E, ainda hoje, isso acontece a muitos que, por falta de paciência e de amor,
adquirem amargura, perturbação e enfermidade.
(De "Pão Nosso", de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito Meimei)
aos pés de Jesus, e confessou-lhe estranhos pecados.
Valendo-se da autoridade que detinha no passado, havia despojado vários
amigos de suas terras e bens, arremessando-os à ruína total e
reduzindo-lhes as famílias a doloroso cativeiro. Com maldade
premeditada, semeara em muitos corações o desespero, a aflição e a morte.
Achava-se, desse modo, enfermo, aflito e perturbado... Médicos não lhe
solucionavam os problemas, cujas raízes se perdiam nos profundos labirintos
da consciência dilacerada.
O Mestre Divino, porém, ali mesmo, na casa de Simão Pedro, onde se
encontrava, orou pelo doente e, em seguida, lhe disse:
- Vai em paz e não peques mais.
O ancião notou que uma onda de vida nova lhe penetrara o corpo, sentiu-se
curado, e saiu, rendendo graças a Deus.
Parecia plenamente feliz, quando, ao atravessar a extensa fila dos
sofredores que esperavam pelo Cristo, um pobre mendigo, sem querer,
pisou-lhe num dos calos que trazia nos pés.
O enfermo restaurado soltou um grito terrível e atacou o mendigo a
bengaladas.
Estabeleceu-se grande tumulto.
Jesus veio à rua apaziguar os ânimos.
Contemplando a vitima em sangue, abeirou-se do ofensor e falou:
- Depois de receberes o perdão, em nome de Deus, para tantas faltas, não
pudeste desculpar a ligeira precipitação de um companheiro mais desventurado
que tu?
O velho judeu, agora muito pálido, pôs as mãos sobre o peito e bradou
para o Cristo:
- Mestre, socorre-me!... Sinto-me desfalecer de novo... Que será isto?
Mas, Jesus apenas respondeu, muito triste:
- Isso, meu irmão, é o ódio e a cólera que outra vez chamaste ao próprio
coração.
E, ainda hoje, isso acontece a muitos que, por falta de paciência e de amor,
adquirem amargura, perturbação e enfermidade.
(De "Pão Nosso", de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito Meimei)
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
LIVRE ARBÍTRIO
Jesus, Mestre e Senhor! Sei que estou submetido à leis soberanas nas quais não posso interferir, cabendo-me apenas acatar e aceitar a tua amorosa vontade como o melhor e o mais justo recurso à minha evolução!...
Mas, dentro destas leis posso movimentar-me à vontade, aceitando ou não a sua influência sobre mim, acertando ou errando conforme o meu desejo e minha inclinação...
Sou livre para escolher o que de melhor me serve no momento, dentro do panorama que Tu me ofereces por aprendizado, tomando o rumo das estrelas ou a estrada do despenhadeiro, sempre de conformidade com o clima espiritual de minha preferência.
Mas a minha vontade ainda é perfectível e nem sempre, ao impulso dela, os resultados são benéficos à minha alma, trazendo-me, bastas vezes, decepções e dolorosas chagas que me cumpre sempre mais tarde medicar...
Por outro lado, e por não compreender-te plenamente, ainda, às vezes não gosto do que me ofereces e por isso nem sempre tomo o caminho que desejarias eu tomasse, para o meu próprio bem...
Olho o mundo em torno e anoto nele deficiências de toda a ordem e meu coração Te censura silenciosamente, infinitas vezes, por não mudares o que considero imoral, injusto e desumano!...
Vejo o caos aos meus pés e clamo por tua intervenção, e ainda assim o mau progride e o violento impera, qual se te fosse mais importante verificar o grau de minha tolerância e o limite de minha fé, perante os acontecimentos, e não o sofrimento e a ruína que estas ações provocam em todos aqueles que lhes sofrem a sinistra influenciação!...
Nesses momentos, Senhor, surge a inconformação e a revolta; um gosto amargo e perene no coração pelo que aí está, situações que Tu não alteras e que não eu não tenho o poder de modificar...
Queria, Senhor, eu o confesso, melhorar em um só toque o mundo em que vivo, e sem me importar com mais nada, entregar paz e harmonia à Terra independentemente de dívidas e devedores, de provas e provações, de durezas espirituais e dolorosos burilamentos...
Mas, impotente e frágil, nada mais posso fazer que chorar muitas vezes, estendendo em torno mãos que não tocam e palavras que não consolam.
E então percebo que só Tu tens o supremo poder de socorrer, modificar, salvar ou punir...
É muito a pouco a pouco que compreendo o que significa livre-arbítrio e de que modo posso usufruí-lo em meu benefício.
Aprendo lentamente que existem liberdades e liberdades, dentro das quais posso alterar meu destino para melhor ou dificultar de vez minha passagem pelo mundo...
Sou livre sim, para tomar o rumo que melhor me aprouver tomar, Senhor, porém dentro sempre do que me compete, no momento, e que Tu dispões visando meu aprendizado e progresso.
Se nem tudo corre como deveria, se acontecem alterações de planos, mesmo que trágicos e infinitamente dolorosos, não importa a Ti quem os causou e nem de que forma o fizeram, mas sim a minha reação individual perante o fato, como conseqüência direta e inalienável sobre o meu futuro espiritual...
Não modificas imediatamente a paisagem em torno, salvo condições especialíssimas, mas enxugas minhas lágrimas se me aproximo de ti buscando consolação e força, ou me aguardas maior entendimento para mais além, quando eu compreender que tudo é equilíbrio e harmonia mesmo que sob aparente dor e desordem...
Não me abandonas jamais, Senhor, mas deves aguardar, às vezes, que eu o compreenda para que só então possas me auxiliar efetivamente.
Aprendo, enfim, Senhor, que se não tenho o poder de modificar a marcha natural da Terra, posso fazer muito para minimizar toda a espécie de sofrimento, meu e o alheio, doando amor e solidariedade isentos de revolta e incompreensão, para que minha ajuda seja bênção, e nunca maldição...
Ampara-me, Jesus, para que eu prossiga em meu aprendizado com lucidez e boa vontade, porque também compreendo que de meu gesto individual depende a paz em torno de meus passos, e que minhas opções sempre influenciarão os outros, levando concórdia e alegria ou proporcionando dor e dificuldades, sempre de acordo com meu livre-arbítrio!
Assim seja!
Prece ditada por André Luiz
Instituto de Estudo, Pesquisa e Divulgação Espírita André Luiz
Curitiba, PR
Grupo Espírita Renascer: http://www.ger.org.br/preces.htm
Mas, dentro destas leis posso movimentar-me à vontade, aceitando ou não a sua influência sobre mim, acertando ou errando conforme o meu desejo e minha inclinação...
Sou livre para escolher o que de melhor me serve no momento, dentro do panorama que Tu me ofereces por aprendizado, tomando o rumo das estrelas ou a estrada do despenhadeiro, sempre de conformidade com o clima espiritual de minha preferência.
Mas a minha vontade ainda é perfectível e nem sempre, ao impulso dela, os resultados são benéficos à minha alma, trazendo-me, bastas vezes, decepções e dolorosas chagas que me cumpre sempre mais tarde medicar...
Por outro lado, e por não compreender-te plenamente, ainda, às vezes não gosto do que me ofereces e por isso nem sempre tomo o caminho que desejarias eu tomasse, para o meu próprio bem...
Olho o mundo em torno e anoto nele deficiências de toda a ordem e meu coração Te censura silenciosamente, infinitas vezes, por não mudares o que considero imoral, injusto e desumano!...
Vejo o caos aos meus pés e clamo por tua intervenção, e ainda assim o mau progride e o violento impera, qual se te fosse mais importante verificar o grau de minha tolerância e o limite de minha fé, perante os acontecimentos, e não o sofrimento e a ruína que estas ações provocam em todos aqueles que lhes sofrem a sinistra influenciação!...
Nesses momentos, Senhor, surge a inconformação e a revolta; um gosto amargo e perene no coração pelo que aí está, situações que Tu não alteras e que não eu não tenho o poder de modificar...
Queria, Senhor, eu o confesso, melhorar em um só toque o mundo em que vivo, e sem me importar com mais nada, entregar paz e harmonia à Terra independentemente de dívidas e devedores, de provas e provações, de durezas espirituais e dolorosos burilamentos...
Mas, impotente e frágil, nada mais posso fazer que chorar muitas vezes, estendendo em torno mãos que não tocam e palavras que não consolam.
E então percebo que só Tu tens o supremo poder de socorrer, modificar, salvar ou punir...
É muito a pouco a pouco que compreendo o que significa livre-arbítrio e de que modo posso usufruí-lo em meu benefício.
Aprendo lentamente que existem liberdades e liberdades, dentro das quais posso alterar meu destino para melhor ou dificultar de vez minha passagem pelo mundo...
Sou livre sim, para tomar o rumo que melhor me aprouver tomar, Senhor, porém dentro sempre do que me compete, no momento, e que Tu dispões visando meu aprendizado e progresso.
Se nem tudo corre como deveria, se acontecem alterações de planos, mesmo que trágicos e infinitamente dolorosos, não importa a Ti quem os causou e nem de que forma o fizeram, mas sim a minha reação individual perante o fato, como conseqüência direta e inalienável sobre o meu futuro espiritual...
Não modificas imediatamente a paisagem em torno, salvo condições especialíssimas, mas enxugas minhas lágrimas se me aproximo de ti buscando consolação e força, ou me aguardas maior entendimento para mais além, quando eu compreender que tudo é equilíbrio e harmonia mesmo que sob aparente dor e desordem...
Não me abandonas jamais, Senhor, mas deves aguardar, às vezes, que eu o compreenda para que só então possas me auxiliar efetivamente.
Aprendo, enfim, Senhor, que se não tenho o poder de modificar a marcha natural da Terra, posso fazer muito para minimizar toda a espécie de sofrimento, meu e o alheio, doando amor e solidariedade isentos de revolta e incompreensão, para que minha ajuda seja bênção, e nunca maldição...
Ampara-me, Jesus, para que eu prossiga em meu aprendizado com lucidez e boa vontade, porque também compreendo que de meu gesto individual depende a paz em torno de meus passos, e que minhas opções sempre influenciarão os outros, levando concórdia e alegria ou proporcionando dor e dificuldades, sempre de acordo com meu livre-arbítrio!
Assim seja!
Prece ditada por André Luiz
Instituto de Estudo, Pesquisa e Divulgação Espírita André Luiz
Curitiba, PR
Grupo Espírita Renascer: http://www.ger.org.br/preces.htm
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
BEM COMUM
cada um de nós tem de enfrentar as dificuldades com coragem e o coração tranqüilo, resolvendo os muitos problemas sem deixar de ajudar ao próximo. No egoísmo, nenhum progresso é possível; pelo altruísmo e pela caridade, o progresso é seguro. Sempre que pensamos no bem comum mais que no nosso, estamos realizando um bem à humanidade.
Não podemos fazer distinção entre as espécies de serviços que se podem prestar, desde que sejam para o bem de outros e movida pelo ideal de servir e ajudar. Pode ser qualquer serviço, em que procuremos difundir o conhecimento do bem, para que nossos irmãos possam ser mais prudentes. Pode ser um serviço social, como a ajuda a carentes ou aos que sofrem, por meio de obras de auxílio.
Podemos ser úteis de inúmeras formas. Escolhamos uma ou várias, valorizando a vida, a nossa e a alheia, conforme nossas capacidades e oportunidades.
Não encontramos satisfação pessoal permanente com honras, riquezas, prazeres materiais, mas sim quando fazemos algo útil para nossos semelhantes.
Façamos com amor, sem cobrar nada em troca, nem agradecimentos, e sem querer ver os resultados, porque muitos dos beneficiados podem ser ingratos.
Ingratidão nenhuma deve nos atingir, porque devemos fazer a caridade sem esperar recompensas.
É sempre melhor dar que receber. Ao fazermos o bem propiciamo-nos a chance de sermos bons, e isso é o que deve importar. O maior beneficiado somos nós mesmos.
Pelo Espírito: ANTÔNIO CARLOS
Psicografia: VERA LÚCIA MARINZECK DE CARVALHO
Do livro: SEJAMOS FELIZES
Não podemos fazer distinção entre as espécies de serviços que se podem prestar, desde que sejam para o bem de outros e movida pelo ideal de servir e ajudar. Pode ser qualquer serviço, em que procuremos difundir o conhecimento do bem, para que nossos irmãos possam ser mais prudentes. Pode ser um serviço social, como a ajuda a carentes ou aos que sofrem, por meio de obras de auxílio.
Podemos ser úteis de inúmeras formas. Escolhamos uma ou várias, valorizando a vida, a nossa e a alheia, conforme nossas capacidades e oportunidades.
Não encontramos satisfação pessoal permanente com honras, riquezas, prazeres materiais, mas sim quando fazemos algo útil para nossos semelhantes.
Façamos com amor, sem cobrar nada em troca, nem agradecimentos, e sem querer ver os resultados, porque muitos dos beneficiados podem ser ingratos.
Ingratidão nenhuma deve nos atingir, porque devemos fazer a caridade sem esperar recompensas.
É sempre melhor dar que receber. Ao fazermos o bem propiciamo-nos a chance de sermos bons, e isso é o que deve importar. O maior beneficiado somos nós mesmos.
Pelo Espírito: ANTÔNIO CARLOS
Psicografia: VERA LÚCIA MARINZECK DE CARVALHO
Do livro: SEJAMOS FELIZES
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
SOMOS OS LÁZAROS DA ESCRITURA
Não deve existir nenhuma interpretação oficial obrigatória, dogmática, da mensagem de Jesus. Nenhuma instituição humana foi por Ele investida de autoridade especial ou de procuração particular para interpretar e ministrar com exclusividade os ensinos do Mestre. Se assim fosse, Jesus teria deixado aos homens não um código de moral e ética de livre acesso e uso geral de todos os povos, mas um instrumento particular de força e dominação em poder de grupos privilegiados, em nome da fé.
A única autorização que se conhece está explícita nos Evangelhos, através de Suas próprias palavras quando disse: “Onde houver duas ou mais pessoas reunidas em meu nome, aí também estarei”. Logo, os ensinos do Cristo não formam compêndio particular de ninguém, nem a sua interpretação se submete ao espírito de seita ou de religião em conflitos nas disputas pela pretensa posse das verdades eternas. Ninguém está proibido de buscar o tesouro moral dos Evangelhos para partilhá-lo com os necessitados do pão da alma, recolhendo-lhe a interpretação que melhor assimile os princípios da lógica e da razão nele contidos.
E a razão nos diz que as lições do Mestre não podem conflitar com o caráter divino da sua missão. Não se pode abster-se de considerar nelas o fundo moral de Suas idéias, a essência do Seu pensamento superior formulados em linguagem inerente à cultura da época e da região. Assim é que em narrativas como a da Ressurreição de Lázaro, a interpretação não deve se ater à forma literária própria do evangelista para detalhar o acontecimento. A amplitude psicológica do episódio em si, os ensinamentos nele sinalizados limitaram a capacidade interpretativa do escritor que se restringiu mais aos aspectos formais, às emoções do fato, fruto do nível de percepção.
O mais importante, porém, nesse episódio como noutros semelhantes, é a leitura dos sinais embutidos na mensagem. Eles falam mais do que o fato em si. É deles que devemos recolher, como o garimpeiro na bateia, as pedras preciosas das verdades do Cristo, em prol da transformação real dos homens. Visto por esse prisma, o Lázaro das Escrituras somos todos nós que ainda estamos enfaixados nas próprias imperfeições, imobilizados pela morte da ignorância e da rebeldia, à espera da ressurreição que não virá enquanto não removermos a pedra que nos impede a saída de nós. Na ressurreição de Lázaro, Jesus pede que se retire a pedra para que Lázaro volte à vida. É uma alusão às dificuldades, aos empeços que criamos a toda hora contra a nossa própria libertação dos males em que nos enredamos.
Continuamos retidos por essas pedras que se expressam na forma de dores e sofrimentos, sepultando-nos sonhos e esperanças. Permanecemos moucos ao chamamento do Cristo que nos convida a deixar o túmulo das nossas ilusões, desfazendo-se, como Lázaro, das ataduras da morte que nos paralisa a vontade e nos impede de acordar para uma vida nova, alçando vôos mais altos pelos espaços infinitos de nossos anseios de felicidade e paz – rumo à verdadeira vida!
Com as bênçãos do Divino médico Jesus,
Deocleciano
Pereira, Wanderley. Ditado pelo Espírito Deocleciano.
A única autorização que se conhece está explícita nos Evangelhos, através de Suas próprias palavras quando disse: “Onde houver duas ou mais pessoas reunidas em meu nome, aí também estarei”. Logo, os ensinos do Cristo não formam compêndio particular de ninguém, nem a sua interpretação se submete ao espírito de seita ou de religião em conflitos nas disputas pela pretensa posse das verdades eternas. Ninguém está proibido de buscar o tesouro moral dos Evangelhos para partilhá-lo com os necessitados do pão da alma, recolhendo-lhe a interpretação que melhor assimile os princípios da lógica e da razão nele contidos.
E a razão nos diz que as lições do Mestre não podem conflitar com o caráter divino da sua missão. Não se pode abster-se de considerar nelas o fundo moral de Suas idéias, a essência do Seu pensamento superior formulados em linguagem inerente à cultura da época e da região. Assim é que em narrativas como a da Ressurreição de Lázaro, a interpretação não deve se ater à forma literária própria do evangelista para detalhar o acontecimento. A amplitude psicológica do episódio em si, os ensinamentos nele sinalizados limitaram a capacidade interpretativa do escritor que se restringiu mais aos aspectos formais, às emoções do fato, fruto do nível de percepção.
O mais importante, porém, nesse episódio como noutros semelhantes, é a leitura dos sinais embutidos na mensagem. Eles falam mais do que o fato em si. É deles que devemos recolher, como o garimpeiro na bateia, as pedras preciosas das verdades do Cristo, em prol da transformação real dos homens. Visto por esse prisma, o Lázaro das Escrituras somos todos nós que ainda estamos enfaixados nas próprias imperfeições, imobilizados pela morte da ignorância e da rebeldia, à espera da ressurreição que não virá enquanto não removermos a pedra que nos impede a saída de nós. Na ressurreição de Lázaro, Jesus pede que se retire a pedra para que Lázaro volte à vida. É uma alusão às dificuldades, aos empeços que criamos a toda hora contra a nossa própria libertação dos males em que nos enredamos.
Continuamos retidos por essas pedras que se expressam na forma de dores e sofrimentos, sepultando-nos sonhos e esperanças. Permanecemos moucos ao chamamento do Cristo que nos convida a deixar o túmulo das nossas ilusões, desfazendo-se, como Lázaro, das ataduras da morte que nos paralisa a vontade e nos impede de acordar para uma vida nova, alçando vôos mais altos pelos espaços infinitos de nossos anseios de felicidade e paz – rumo à verdadeira vida!
Com as bênçãos do Divino médico Jesus,
Deocleciano
Pereira, Wanderley. Ditado pelo Espírito Deocleciano.
Assinar:
Postagens (Atom)