quinta-feira, 12 de junho de 2008

ESPERANÇA




"Porque tudo que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança."

A esperança é a luz do cristão.

Nem todos conseguem, por enquanto, o vôo sublime da fé, mas a força da esperança é tesouro comum.

Nem todos podem oferecer, quando querem, o pão do corpo e a lição espiritual, mas ninguém na Terra está impedido de espalhar os benefíios da esperança.

A dor costuma agitar os que se encontram no "vale da sombra e da morte", onde o medo estabelece atritos e onde a aflição percebe o "ranger de dentes", nas "trevas exteriores", mas existe a luz interior que é a esperança.

A negação humana declara falências, lavra atestados de impossibilidade, traça inestricáveis labirintos, no entanto, a esperança vem de cima, à maneira do Sol que ilumina do alto e alimenta as sementyeiras novas, desperta prop´´ositos diferentes, cria modificações redentoras e descerra visões mais altas.

A noite espera o dia, a flor o fruto, o verme o porvir... O homem, ainda mesmo que se mergulhe na descrença ou na dúvida, na lágrima ou na dilaceração, será socorrido por Deus com a indicação do futuro.

Jesus, na condição de Mestre Divino, saae que os aprendizes nem sempre poderão acertar inteiramente, que os erros são pr´´orpios da escola evolutiva e, por isto mesmo, a esperança é um dos cânticos sublimes do seu Evangelho de Amor.

Imensas têm sido, até hoje, as nossas quedas, mas a confiança do Cristo é sempre maior. Não nos percamos em lamentações. Todo momento é instante de ouvir Aquele que pronunciou o "Vinde a mim..."

levantemo-nos e prossigamos, convitos de que o Senhor nos ofereceu a luz da esperança, a fim de acendermos em nós mesmos a luz da santificação espiitual.

do livro: VINHA DE LUZ

EMMANUEL - CHICO XAVIER

sábado, 31 de maio de 2008

PRECE DE CÁRITAS



Deus nosso Pai, que tendes poder e bondade, dai força àquele que passa pela provação, dai luz àquele que procura a verdade, ponde no coração do homem a compaixão e a caridade.

Deus, dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.

Pai, dai ao culpado o arrependi­mento, ao espírito a verdade, à criança o guia, ao órfão o pai.

Senhor, que a vossa bondade se estenda sobre tudo que criastes.

Piedade, meu Deus, para aquele que vos não conhece; esperança para aquele que sofre. Que a Vossa bondade permita aos Espíritos consoladores derramarem por toda a parte a paz, a esperança e a fé.

Deus, um raio de luz, uma centelha do Vosso amor pode iluminar a Terra; deixai-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita e todas as lágrimas secarão, todas as dores acalmar­se-ão; um só coração, um só pensa­mento, subirão até vós, como um grito de reconhecimento e amor.

Como Moisés sobre a montanha, nós vos esperamos com os braços abertos, oh! poder, oh! bondade, oh! beleza, oh! perfeição, e queremos de algum modo alcançar a vossa misericórdia.
Deus, dai-nos a força de ajudar o progresso a fim de subirmos até Vós; dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão, dai-nos a simplicidade que fará das nossas almas o espelho onde se deve refletir a Vossa Imagem.

Cáritas

quinta-feira, 29 de maio de 2008

PROTEÇÃO DO ALTO




Não condiciones o teu esforço no bem à proteção dos Espíritos Amigos.
Ante qualquér revés, são muitos os que recuam, alegando falta de cobertura espiritual.
Se o Senhor encontrou a cruz do martírio, o que esperaríamos por nossa vez?
É natural que as trevas conspirem contra os que procuram avançar na direção da luz.
Jesus não foi imolado nas profundezas de um abismo, mas, sim, sobre o cume de um monte.
Toda ascenção exige rompimento com a retaguarda.
Se te sentes incomodado é porque está incomodando e o teu trabalho vem surtindo efeito.
Não chegaste sozinho até onde agora te encontras; amigos anônimos e devotados te guiaram
os passos ao longo da escabrosa senda.
Não peças maior evidência de amparo aos companheiros invisíveis que te inspiram e
acompanham.
Se não fosse por eles, que agem em nome da Divina Misericórdia que te alcança, não terias
sequer levantado do chão.
Irmão José - Carlos A.Baccelli

MELINDRES






Não permita que suscetibilidades lhe conturbem o coração.

Dê aos outros a liberdade de pensar, tanto quanto você é livre

para pensar como deseja.

Cada pessoa vê os problemas da vida em ângulo diferente.

Muita vez, uma opinião diversa da sua pode ser de grande auxílio em

sua experiência ou

negócio, se você se dispuser a

estudá-la.

Melindres arrasam as melhores

plantações de amizade.

Quem reclama, agrava as

dificuldades.

Não cultive ressentimentos.

Melindrar-se é um modo de perder

as melhores situações.

Não se aborreça, coopere.

Quem vive de se ferir, acaba na

condição de espinheiro.

PREOCUPAÇÕES

Não se aflija por antecipação, porquanto é

possível que a vida

resolva o seu problema,

ainda hoje, sem qualquer esforço de sua parte.

Não é a preocupação que aniquila a pessoa e sim a

preocupação em virtude da

preocupação.

Antes das suas dificuldades de agora, você já

faceou inúmeras

outras e já se livrou de

todas elas, com o auxílio invisível de Deus.

Uma pessoa ocupada em servir nunca dispõe de

tempo para comentar

injúria ou ingratidão.

Disse um notável filósofo: "uma criatura irritada

está sempre

cheia de veneno", e

podemos acrescentar: "e de enfermidade

também".

Trabalhe antes, durante e depois de qualquer

crise e o trabalho

garantirá sua paz.

Conte as bênçãos que lhe enriquecem a vida, em

anotando os males

que porventura lhe

visitem o coração, para reconhecer o saldo

imenso de vantagens a seu

favor.

Geralmente, o mal é o bem mal-interpretado.

Em qualquer fracasso, compreenda que se você

pode trabalhar, pode

igualmente servir, e

quem pode servir carrega consigo um tesouro nas

mãos.

Por maior lhe seja o fardo do sofrimento, lembre-

se de que Deus, que

agüentou com

você ontem, agüentará também hoje.

F. C. Xavier-André Luiz

quinta-feira, 17 de abril de 2008

NA CONSTRUÇÃO DA FÉ

A grande jornada começa de um passo.

Os grandes espetáculos de habilidade intelectual ou da resistência física alcançam iniciação justa na alfabetização e na ginástica.

A natureza jamais altera os princípios de seqüência em que confere plena execução às Leis do Senhor.

Assim também, no campo espiritual da vida é imprescindível recordar que nunca removeremos as montanhas da dificuldade fora de nós, sem superarmos as pedras que nos afligem por dentro.

Lembremo-nos de que o edifício mais complexo é formado de insignificâncias numerosas e saibamos erguer, tijolo a tijolo, as paredes do nosso santuário de confiança indestrutível.

Para isso, é preciso fixar as próprias forças no trabalho de nossa auto-educação, dia a dia, convertendo os pequeninos obstáculos de nossa vida interior em recursos de nosso aperfeiçoamento.

Nem sempre somos chamados às demonstrações públicas de cultura e sublimação, mas todos encontramos, no curso das horas incessantes, ocasiões de treinamento para a construção do templo da fé viva em nossa alma.

Tropeços escuros ameaçam-nos a ascensão do espírito.

Aqui, é a palavra contundente que nos fere ou magoa, ali é a ingratidão que nos visita na forma de impermeabilidade ou indiferença...

Agora, é a maledicência que nos tenta a leviandade, mais tarde, é a sugestão das trevas inclinando-nos à perturbação e ao crime...

Hoje, é o parente que se transforma em verdugo de nosso coração, amanhã, é o amigo que deserta de nossas melhores esperanças.

Aqui, é um diretor áspero e cruel, mais além, é um subordinado que nos induz à amargura e ao desespero...

Agora, é o desequilíbrio daqueles que mais amamos, depois, será a enfermidade, martelando-nos a resistência moral...

Indispensável amar, crer, esperar e tolerar sempre...

Guardemos serenidade e avancemos para adiante.

O mundo é casa de Deus, a humanidade é a nossa Família e o burilamento de nossa própria personalidade ainda é o trabalho essencial a fazer...

Edifiquemos a compreensão e a bondade dentro de nós, servindo, ajudando, elevando, esquecendo todo mal e, criando a simpatia e a cooperação ao redor de nossos passos, seremos surpreendidos pela claridade da fé que à maneira de bênção do Céu, virá esclarecer-nos o coração, iluminando-nos a vida.

Emmanuel

(De “Mãos marcadas”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos diversos)

domingo, 6 de abril de 2008

MOCIDADE






André Luiz



Prática do bem não estipula idade determinada.

É mais valiosa a mocidade quanto menos vivida na indisciplina.

Quem se aplica a servir, desde os anos da juventude, muito antes da velhice é servido pela vitória na madureza.

Se a juventude é início da ação, a maturidade é reação do tempo, revelando os resultados de nossa escolha.

Só aproveita a juventude na Terra quem lhe desfruta as bênçãos procurando sazonar as próprias experiências.

As zonas purgatórias da Espiritualidade, se recebem diariamente inúmeros anciães, acolhem também vastas fileiras de novos habitantes que deixam o corpo humano em plena floração das energias corpóreas.

O período da juventude terrestre é o mais propício às modificações da dívida cármica.

Entretanto, lamentavelmente, há grande número de vidas humanas que se transviam da meta preestabelecida, no alvorecer da mocidade.

Jamais desprezes as horas do dia, mesmo na seara verde dos próprios sonhos.

Quem confunde espírito juvenil com irresponsabilidade, cava o abismo da própria falência.

Sem prestigiar a tristeza ou o pessimismo, associa alegria e serenidade, entusiasmo e prudência.

A base correta é a firmeza da construção.

Jovem amigo, a expressão física da idade não exonera dos compromissos diante da vida eterna; começa agora o serviço do Cristo e te sentirás, mais cedo, na posse da Verdadeira Sublimação.

ANDRÉ LUIZ

(Do livro "Sol na Alma", 19, F.C.X., CEC)

terça-feira, 1 de abril de 2008

AINDA A FRATERNIDADE

O impositivo da fraternidade entre os homens a cada
dia mais se faz relevante. Instrumento de paz, a
fraternidade é, de início, o amor em plena instalação.

Para cultivá-la, no entanto, não há como, senão,
abdicar ao egoísmo e aos seus múltiplos sequazes,
que instalam, incessantemente, balizas de incompreensão
e rebeldia, em todos os lugares em que nos encontramos.

Fala-se, discute-se, programa-se, encena-se muito, a
convivência fraterna mas se produzem poucos esforços
para concretizá-la.

Ninguém cede nos "pontos de vistas", nas discussões,
mesmo quando o objetivo comum seja elevado e de
resultados benéficos para todos.

Muitas vezes o pensamento é unânime e como a forma de
apresentá-lo diverge, não se permitem os expositores
o exame dos conceitos, com a necessária serenidade e
logo, grassam as dissensões. Os olhos se injetam, a
voz se altera, a fisionomia se turba, a respiração
descompassa e a ira comanda os resultados, gerando
ondas de animosidade inconseqüente, nefanda...

Colocados lado a lado com os seres humanos, nossos
irmãos, em jornada evolutiva, eduquemo-nos para viver
pacificamente, suportando-nos, uns aos outros, de modo
a conseguirmos tolerância recíproca e fraternidade
legítima.

Para o tentame, coarctemos a palavra azeda, o verbete
ofensivo, a expressão deprimente, evitando o comentário
ácido e maledicente que logo produz uma colheita de
ofensas e reprimendas.

Madame Rolland, a célebre jacobina de França, ante as
arbitrariedades e atentados praticados pelos idealista
e promotores da Revolução, proferiu com imensa amargura:
"Fraternidade, fraternidade, quantos crimes se cometem
em teu nome!"

Jesus, o Sublime Governador da Terra, para ensinar
fraternidade conviveu com as mais díspares pessoas
tolerando-as, ajudando-as, amando-as. E mesmo entre os
seus "chamados", quando grassavam rixas e discórdias,
mantinha-se sereno e gentil, para assegurar que, o
verdadeiro amor se fixa, na razão direta em que a
fraternidade se faz ternura e, de modo a que, o socorro
esteja sempre presente, atendendo às necessidades gerais.

[Joanna de Ângelis]
[Divaldo Franco]
[Sol de Esperança]
[Editora LEAL]