sábado, 14 de junho de 2008

D E U S

(Prece escrita por Eurípedes Barsanulfo, em Sacramento / MG, em 18/01/1914)

O Universo é obra inteligentíssima, obra que transcende a mais genial inteligência humana. E, como todo efeito inteligente tem uma causa inteligente, é forçoso inferir que a do Universo é superior à toda inteligência. É a inteligência das inteligências, a causa das causas, a lei das leis, o princípio dos princípios, a razão das razões, a consciência das consciências; é Deus! Deus!... nome mil vezes santo, que Isaac Newton jamais pronunciava sem descobrir-se! ...

É Deus! Deus, que vos revelais pela natureza, vossa filha e nossa mãe. Reconheço-vos eu, Senhor, na poesia da Criação, na criança que sorri, no ancião que tropeça, no mendigo que implora, na mão que assiste, na mãe que vela, no pai que instrui, no apóstolo que evangeliza!

Deus! Reconheço-vos eu, Senhor, no amor da esposa, no afeto do filho, na estima da irmã, na justiça do justo, na misericórdia do indulgente, na fé do pio, na esperança dos povos, na caridade dos bons, na inteireza dos íntegros!

Deus!... Reconheço-vos eu, Senhor, no estro do vate, na eloqüência do orador, na inspiração do artista, na santidade do moralista, na sabedoria do filósofo, nos fogos do gênio!

Deus! Reconheço-vos eu, Senhor, na flor dos vergéis, na relva dos vales, no matiz dos campos, na brisa dos prados, no perfume das campinas, no murmúrio das fontes, no rumorejo das franças, na música dos bosques, na placidez dos lagos, na altivez dos montes, na amplidão dos oceanos, na majestade do firmamento!

Deus! Reconheço-vos eu, Senhor, nos lindos antélios, no íris multicor, nas auroras polares, no argênteo da Lua, no brilho do Sol, na fulgência das estrelas, no fulgor das constelações!

Deus! Reconheço-vos eu, Senhor, na formação das nebulosas, na origem dos mundos, na gênese dos sóis, no berço das humanidades; na maravilha, no esplendor, no sublime do Infinito!

Deus! Reconheço-vos eu, Senhor, com Jesus, quando ora: "Pai nosso que estais nos céus..." ou com os anjos, quando cantam: "Glória a Deus nas Alturas..."

Aleluia!...

TANTO QUANTO

Tudo o que existe tem os mesmos valores, ante a paternidade universar. Contudo, necessário se faz que descubramos
o que nos serve, na pauta que nos convém.
Devemos aproveitar o tempo no tempo que passa e mesmo os minutos que escapam do relógio é tempo grandioso no
espaço de Deus.
Basta a observação dos que desejam crescer: quantas oportunidades surgem durante o dia, convidando-nos para
o aperfeiçoamento? Muitas e muitas. Busquemos analisar o que passa despecebido pela nossa invilância.
Se analisarmos os nossos pensamentos, encontraremos um campo de trabalho imensamente grande! As idéias que
não devem fluir são muitas! Elas precisam ser modificadas para o bem comum. Na ordem da fala existe o mesmo labor:
a palavra educada é fonte de paz para nossos corações!...
assim os atos,
assim os gestos,
assim a vida...
"Em tudo dai graças, pois essa é a vontade de Deus, em Cristo para convosco."
Tudo que ocorre conosco, pela vontade de Deus, são lições proveitosas que nos enriquecem a vida.
Aproveitemos o tempo que Deus nos deu no pensar, no falar e no viver, de modo que o Cristo se manifeste em nós pelos
canais do amor, de tal forma que desperte dos nossos sentimentos
a alegria,
a paz,
a força,
a tranqüilidade,
e o próprio amor...
de forma que, com o tempo, no bem comum, a fonte da fé na presença da caridade nos levará aos caminhos do
paraíso, donde devemos sentir os princípios da verdadeira felicidade.

livro: GRATIDÃO (e outros tesouros da alma)
Bezerra de Menezes
por: João Nunes Maia

TRAÇO DO CIRINEU

O Senhor carregava a cruz dificilmente...

A sentença cruel, afinal, se cumpria.

Liberto Barrabás, Jesus no mesmo dia,

Era levado à morte, ante a ironia

Do fanatismo deprimente...

Brados, altercações, zombaria, algazarra...

O Excelso Benfeitor, no lenho a que se agarra,

Curva-se de fadiga, arrasta-se, tressua,

Escutando em silêncio os palavrões da rua.

O cortejo prossegue... O Cristo, passo em passo,

Por um momento só, exânime fraqueja;

Ajoelha-se e cai, vencido de cansaço.

O povo exige a marcha, excede-se, pragueja...

Nisso, um campônio vem da gleba com que lida.

É Simão de Cireneu, homem simples e forte.

Um meirinho lhe pede apoio na subida,

Deve prestar auxílio ao condenado à morte...

- "Como, senhor? não posso!... - exclama o interpelado,

- "Tenho pressa!..." No entanto, o funcionário insano

Grita-lhe em rosto: - "Cão, obedece ao chamado!..."

E mostra-lhe o rebenque a gesto desumano...

Calado, o lavrador atende e silencia,

Toma parte da cruz sobre o ombro robusto,

Fita o Mestre cansado e o suor que o cobria...

A turba escala o monte e alcança o topo a custo.

Contemplando Jesus, por fim, deposto o lenho,

Diz-lhe Simão: - "Senhor, achava-me apressado...

A filha cega e muda é o tesouro que eu tenho,

Não queria ferir-te o peito atribulado.

Perdoa, se aleguei a urgência em que me via...

É o coração de pai que falava a chorar...

Sei que estás inocente, ampara-me, alivia

A dor que me avassala e me atormenta o lar..."

Jesus endereçou-lhe um aceno de ternura,

Em meio à multidão, apupado, sozinho

E acentuou: - "Simão, guarda a fé que te apura,

Todo o bem que se faz é uma luz no caminho."

O cireneu, de volta, acha a enorme surpresa...

Fala-lhe a filha: - "oh, pai, uma luz veio a mim,

Agora vejo e falo, acabou-se a tristeza,

Tenho a impressão que a Terra é um formoso jardim!..."

Simão chora, lembrando a cruz que traz na mente

E reconhece o bem por divino troféu,

Que mesmo praticado involuntariamente

É uma força atraindo a intercessão do Céu!...

(De "A vida conta", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Maria Dolores)

DOENÇAS ESCOLHIDAS - Emmanuel

Convictos de que o Espírito escolhe as provações que experimentará na Terra, quando se mostre na posição moral de resolver quanto ao próprio destino é justo recordar que a criatura , durante a reencarnação, elege, automaticamente, para si mesma, grande parte das doenças que se lhe incorporam às preocupações.

Não precisamos lembrar, neste capítulo, as grandes calamidades particulares, quais sejam o homicídio, de que o autor arrasta as conseqüências na forma de extrema perturbação espiritual, ou o suicídio frustrado, que assinala o corpo daquele que o perpetra com dolorosos e aflitivos remanescentes.

Deter-nos-emos, de modo ligeiro, no exame das decisões lamentáveis, que assumimos quando enleados no carro físico, sem saber que lhe martelamos ou desagregamos as peças.

Sempre que tenhamos deixado as constrições do primitivismo, todos sabemos que a prática do Bem é simples dever e que a prática do Bem é o único antídoto eficiente contra o império do mal em nós próprios.

Entretanto, rendemo-nos, habitualmente, às sugestões do mal, criando em nós não apenas condições favoráveis à instalação de determinadas moléstias no cosmo orgânico, mas também ligações fluídicas aptas a funcionarem como pontos de apoio para as influências perniciosas interessadas em vampirizar-nos a vida.

Seja na ingestão de alimento inadequado, por extravagância à mesa, seja no uso de entorpecentes, no alcoolismo mesmo brando, no aborto criminoso e nos abusos sexuais estabelecemos em nosso prejuízo as síndromes abdominais de caráter urgente, as úlceras gastrintestinais, as afecções hepáticas, as dispepsias crônicas, as pancreatites, as desordens renais, as irritações do cólon, os desastres circulatórios, as moléstias neoplásicas, a neurastenia, o traumatismo do cérebro, as enfermidades degenerativas do sistema nervoso, além de todo um largo cortejo de sintomas outros, enquanto que na crítica inveterada, na inconformação, na inveja, no ciúme, no despeito, na desesperação e na avareza, engendramos variados tipos de crueldade silenciosa com que, viciando o próprio pensamento das Inteligências menos felizes, encarnadas ou desencarnadas, que nos rodeiam.

Exteriorizando idéias conturbadas, assimilamos as idéias conturbadas que se agitam em torno de nosso passo, elementos esses que se nos ajustam ao desequilíbrio emotivo, agravando-nos as potencialidades alérgicas ou pesando nas estruturas nervosas que conduzem a dor.

Mantidas tais conexões, surgem freqüentemente os processos obsessivos que, muitas vezes, sem afetarem a razão, nos mantém no domínio das enfermidades - fantasmas que nos esterilizam as forças e, pouco a pouco, nos corroem a existência.

Guardemo-nos, assim,contra a perturbação, procurando o equilíbrio e compreendendo no Bem - expressando bondade e educação - a mais alta fórmula para a solução de nossos problemas.

E, ainda mesmo em nos sentindo enfermos, arrastando-nos embora, aperfeiçoemo- nos ajudando aos outros, na certeza de que, servindo ao próximo, serviremos a nós mesmos, esquecendo, por fim, o mercado da invigilância onde cada um adquire as doenças que deseja para tormento próprio.

Livro: "Religião dos Espíritos" - Emmanuel.Questã o 259.(04/09/1959)

quinta-feira, 12 de junho de 2008

DIA DOS NAMORADOS




12 de Junho - Dia dos Namorados

Sendo o amor grande bem,

que mora no coração,

Não o confundir com paixão,

ao namorarmos alguém...

O amor tem as raízes

Tecidas em nosso peito,

e a ele temos direito,

afim de sermos felizes...

Vem de Deus sua beleza,

seus reflexos iluminam,

acariciam, dominam,

Sem perder sua nobreza!

Cuidado, ó namorados,

o teu amor te pertence,

se a oferta não convence...

não fiquem atribulados. ..

após passado o susto

de um fora sem razão,

asserena o coração,

do amor, o templo augusto...

pois ao dobrar uma esquina,

a alma se faz menina,

e, misturando-se ao povo,

começa tudo de novo!

Espírito: Vinícius de Moraes - em 09/06/08

psicografia: Dalva Neves de Athayde

QUEM NAMORA AGRADA A DEUS






Artur da Távola


Quem namora agrada a Deus,
namorar é a forma bonita de viver um amor.

Não namora quem cobra, nem quem desconfia.

Namora, quem lê nos olhos e sente no coração
as vontades saborosas do outro.

Namora, quem se embeleza em estado de amor.

Namora, quem suspira, quem não sabe esperar, mas espera.

Namora, quem se sacode de taquicardia
e timidez diante da paixão.

Namora, quem ri por bobagem, quem sente frios
e calores nas horas menos recomendáveis.

Não namora quem ofende e transforma a relação num inferno, ainda que por amor.

Amor às vezes entorta, sabia?

Namorados que se prezam têm a sua música
e não temem se derreter quando ela toca.

Ou, se o namoro acabou, nunca mais
dela se esquecem.

Namorados que se prezam gostam de beijo, suspiro, mordem o mesmo pastel, dividem
a empada, bebem no mesmo copo.
Apreciam ternurinhas que matam de vergonha fora do namoro ou lhes parecem ridículas
nos outros.

Por falar em beijo, só namora quem beija
de mil maneiras e sabe cada pedaço
e gostinho da boca amada.

Namora, quem começa a ver muito mais
no mesmo que sempre viu e jamais reparou.

Flores, árvores, a santidade, o perdão, Deus,
tudo fica mais fácil para quem de verdade
sabe o que é namorar.

Por isso só namora quem se descobre
dono de um lindo amor.

Namora, quem diz: "precisamos muito conversar" e quem é capaz de perder tempo, muito tempo, com a mais útil das inutilidades e pensar
no ser amado, degustar cada momento vivido
e recordar palavras, fotos e carícias
com uma vontade doida de estourar o tempo
e embebedar-se de flores astrais.

Namora, quem fala da infância e da fazenda
das férias, quem aguarda com aflição o telefone tocar e dá um salto para atendê-lo
antes mesmo do primeiro "trim".

Namora, quem namora, quem à toa chora,
quem rememora, quem comemora datas
que o outro esqueceu.

Namora, quem é bom, quem gosta da vida,
de nuvem, de rio gelado e parque de diversões.

Namora, quem sonha, quem teima,
quem vive morrendo de amor
e quem morre vivendo de tanto amar.

ESPERANÇA




"Porque tudo que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança."

A esperança é a luz do cristão.

Nem todos conseguem, por enquanto, o vôo sublime da fé, mas a força da esperança é tesouro comum.

Nem todos podem oferecer, quando querem, o pão do corpo e a lição espiritual, mas ninguém na Terra está impedido de espalhar os benefíios da esperança.

A dor costuma agitar os que se encontram no "vale da sombra e da morte", onde o medo estabelece atritos e onde a aflição percebe o "ranger de dentes", nas "trevas exteriores", mas existe a luz interior que é a esperança.

A negação humana declara falências, lavra atestados de impossibilidade, traça inestricáveis labirintos, no entanto, a esperança vem de cima, à maneira do Sol que ilumina do alto e alimenta as sementyeiras novas, desperta prop´´ositos diferentes, cria modificações redentoras e descerra visões mais altas.

A noite espera o dia, a flor o fruto, o verme o porvir... O homem, ainda mesmo que se mergulhe na descrença ou na dúvida, na lágrima ou na dilaceração, será socorrido por Deus com a indicação do futuro.

Jesus, na condição de Mestre Divino, saae que os aprendizes nem sempre poderão acertar inteiramente, que os erros são pr´´orpios da escola evolutiva e, por isto mesmo, a esperança é um dos cânticos sublimes do seu Evangelho de Amor.

Imensas têm sido, até hoje, as nossas quedas, mas a confiança do Cristo é sempre maior. Não nos percamos em lamentações. Todo momento é instante de ouvir Aquele que pronunciou o "Vinde a mim..."

levantemo-nos e prossigamos, convitos de que o Senhor nos ofereceu a luz da esperança, a fim de acendermos em nós mesmos a luz da santificação espiitual.

do livro: VINHA DE LUZ

EMMANUEL - CHICO XAVIER