domingo, 7 de dezembro de 2008

A maneira de orar




O dever primordial de toda criatura humana, o primeiro ato que deve assinalar a sua volta à vida ativa de cada dia, é a prece. Quase todos vós orais, mas quão poucos são os que sabem orar! Que importam ao Senhor as frases que maquinalmente articulais umas às outras, fazendo disso um hábito, um dever que cumpris e que vos pesa como qualquer dever?

A prece do cristão, do espírita, seja qual for o seu culto, deve ele dizê-la logo que o Espírito haja retomado o jugo da carne; deve elevar-se aos pés da Majestade Divina com humildade, com profundeza, num ímpeto de reconhecimento por todos os benefícios recebidos até àquele dia; pela noite transcorrida e durante a qual lhe foi permitido, ainda que sem consciência disso, ir ter com os seus amigos, com os seus guias, para haurir, no contacto com eles, mais força e perseverança. Deve ela subir humilde aos pés do Senhor, para lhe recomendar a vossa fraqueza, para lhe suplicar amparo, indulgência e misericórdia. Deve ser profunda, porquanto é a vossa alma que tem de elevar-se para o Criador, de transfigurar-se, como Jesus no Tabor, a fim de lá chegar nívea e radiosa de esperança e de amor.

A vossa prece deve conter o pedido das graças de que necessitais, mas de que necessitais em realidade. Inútil, portanto, pedir ao Senhor que vos abrevie as provas, que vos dê alegrias e riquezas. Rogai-lhe que vos conceda os bens mais preciosos da paciência, da resignação e da fé. Não digais, como o fazem muitos: "Não vale a pena orar, porquanto Deus não me atende." Que é o que, na maioria dos casos, pedis a Deus? Já vos tendes lembrado de pedir-lhe a vossa melhoria moral? Oh! não; bem poucas vezes o tendes feito. O que preferentemente vos lembrais de pedir é o bom êxito para os vossos empreendimentos terrenos e haveis com freqüência exclamado: "Deus não se ocupa conosco; se se ocupasse, não se verificariam tantas injustiças." Insensatos! Ingratos! Se descêsseis ao fundo da vossa consciência, quase sempre depararíeis, em vós mesmos, com o ponto de partida dos males de que vos queixais. Pedi, pois, antes de tudo, que vos possais melhorar e vereis que torrente de graças e de consolações se derramará sobre vós. (Cap. V, nº 4.)

Deveis orar incessantemente, sem que, para isso, se faça mister vos recolhais ao vosso oratório, ou vos lanceis de joelhos nas praças públicas. A prece do dia é o cumprimento dos vossos deveres, sem exceção de nenhum, qualquer que seja a natureza deles. Não é ato de amor a Deus assistirdes os vossos irmãos numa necessidade, moral ou física? Não é ato de reconhecimento o elevardes a ele o vosso pensamento, quando uma felicidade vos advém, quando evitais um acidente, quando mesmo uma simples contrariedade apenas vos roça a alma, desde que vos não esqueçais de exclamar: Sede bendito, meu Pai?! Não é ato de contrição o vos humilhardes diante do supremo Juiz, quando sentis que falistes, ainda que somente por um pensamento fugaz, para lhe dizerdes: Perdoai-me, meu Deus, pois pequei (por orgulho, por egoísmo, ou por falta de caridade); dai-me forças para não falir de novo e coragem para a reparação da minha falta?!

Isso independe das preces regulares da manhã e da noite e dos dias consagrados. Como o vedes, a prece pode ser de todos os instantes, sem nenhuma interrupção acarretar aos vossos trabalhos. Dita assim, ela, ao contrário, os santifica. Tende como certo que um só desses pensamentos, se partir do coração, é mais ouvido pelo vosso Pai celestial do que as longas orações ditas por hábito, muitas vezes sem causa determinante e às quais apenas maquinalmente vos chama a hora convencional. - V. Monod. (Bordéus, 1862.)

ALGO MAIS NO NATAL




Senhor Jesus!

Diante do Natal, que te Lembra a glória na manjedoura, nós te agradecemos:

A música da oração;

O regozijo da fé;

A mensagem de amor;

A alegria do lar;

O apelo à fraternidade;

O júbilo da esperança;

A benção do trabalho;

A confiança no bem;

O tesouro de tua paz;

A palavra da boa nova;

E a confiança no futuro!...

Entretanto, ó Divino Mestre! De corações voltados para o teu coração, Nós te suplicamos algo mais!... .

Conceda-nos, Senhor, o dom inefável da humildade para que tenhamos a precisa coragem de seguir-te os exemplos!

Emannuel

Livro: Antologia Mediúnica do Natal

Psicografia de: Francisco C. Xavier

A Mensagem de Joanna de Ângelis

A Mensagem de Joanna de Ângelis

Joanna de Ângelis

O Espiritismo é Jesus de volta!

Deixem-no impregnar o âmago dos seus sentimentos.

Abraçamos espaço para que Ele tome conta de nós e um dia possamos dizer:

Senhor, já não sou eu quem vive, és tu,que vives dentro de mim.

E´ verdade! O mundo está muito agressivo.

As dificuldades e os desafios estiolam os nossos sentimentos.

Momentos há que nós estamos tão aturdidos, tão exauridos, que não temos para onde fugir. A única alternativa é Jesus.

Busca-Lo nos momentos amaríssimos é a solução para os problemas gravíssimos do nosso comportamento.

Aceitar, com resignação dinâmica, as dores, as vicissitudes, é a proposta que Ele nos faz, porque fora disso não há salvação.

Meus irmãos espíritas e não espíritas! Amemos juntos.

Sejamos aqueles que disputamos a honra de servir.

Que tenhamos a glória de ajudar.

No tumulto, sejamos a paz.

Na ira, a tranqüilidade.

Na agressão, a concórdia.

Jesus confia em nós.

Jesus precisa de nós, tanto quanto necessitamos dEle.

Nós falamos-Dele através da oração e Ele responde-nos por intermédio da inspiração.

Ele socorre a criatura humana através de outra criatura humana.

Que sejamos aquele a quem Ele elege para o socorro.

Digamos ao mundo que vale a pena amar, e demonstremos ao mundo que amando somos infinitamente felizes.

Mantenham-se em paz! Essa paz que somente Ele pode dar.

A única paz que vem de dentro para fora e inunda a vida de realizações plenificadoras.

Vão em paz, semeadores do futuro, construindo a era do Espírito imortal.

Que o Senhor nos abençoe e fique conosco.

São os nossos votos de companheiros espíritas, que ultrapassamos a tumba e continuamos a viver.

Muita paz!

Mensagem psicofônica recebida por Divaldo Franco,
por ocasião do encerramento do seu
seminário, em 25/03/2000
Mundo Espírita – Abril de 2000

Dádivas Espirituais

"E, descendo eles do monte,
Jesus lhes ordenou, dizendo: A ninguém
conteis a visão, até que o Filho do Homem
ressuscite dentre os mortos." - (MATEUS, 17:9.)




Se o homem necessita de grande prudência nos atos da vida comum, maior vigilância se exige da criatura, no trato com a esfera espiritual.

É o próprio Mestre Divino quem no-lo exemplifica.

Tendo conduzido Tiago, Pedro e João às maravilhosas revelações do Tabor, onde se transfigurou ao olhar dos companheiros, junto de gloriosos emissários do plano superior, recomenda solícito: "A ninguém conteis a visão, até que o Filho do Homem seja ressuscitado dos mortos."

O Mestre não determinou a mentira, entretanto, aconselhou se guardasse a verdade para ocasião oportuna.

Cada situação reclama certa cota de conhecimento.

Sabia Jesus que a narrativa prematura da sublime visão poderia despertar incompreensões e sarcasmos nas conversações vulgares e ociosas.

Não esqueçamos que todos nós estamos marchando para Deus, salientando-se, porém, que os caminhos não são os mesmos para todos.
Se guardas contigo preciosa experiência espiritual, indubitavelmente poderás usá-la, todos os dias, utilizando-a em doses apropriadas, a fim de auxiliares a cada um dos que te cercam, na posição particularizada em que se encontram; mas não barateies o que a esfera mais alta te concedeu, entregando a dádiva às incompreensões criminosas, porque tudo o que se conquista do Céu é realização intransferível.



Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caminho, Verdade e Vida. Ditado pelo Espírito Emmanuel.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Auto-Encontro






A ansiosa busca de afirmação da personalidade leva o indivíduo, não raro, a encetar esforços em favor das conquistas externas, que o deixam frustrado, normalmente insatisfeito.

Transfere-se, então, de uma para outra necessidade que se lhe torna meta prioritária, e, ao ser conseguida, novo desinteresse o domina, deixando-o aturdido.

A sucessão de transferências termina por exauri-lo, ferindo-lhe os interesses reais que ficam á margem.

Realmente, a existência física é uma proposta oportuna para a aquisição de valores que contribuem para a paz e a realização do ser inteligente. Isto, porém, somente será possível quando o centro de interesse não se desviar do tema central, que é a evolução.

Para ser conseguida, faz-se imprescindível uma avaliação de conteúdos, a fim de saber-se o que realmente é transitório e o que é de largo curso e duração.

Essa demorada reflexão selecionará os objetivos reais dos aparentes, ensejando a escolha daqueles que possuem as respostas e os recursos plenificadores.

Hoje, mais do que antes essa decisão se faz urgente, por motivos óbvios, pois que, enquanto escasseiam o equilíbrio individual e coletivo, a saúde e a felicidade, multiplicam-se os desaires e as angústias ceifando os ideais de enobrecimento humano.

Se de fato andas pela conquista da felicidade, tenta o auto-encontro.

Utilizando-te da meditação prolongada, penetrar-te-ás, descobrindo o teu ser real, imortal, que aguarda ensejo de desdobramento e realização.

Certamente, os primeiros tentames não te concederão resultados apreciáveis.

Perceberás que a fixação da mente na interiorização será interrompida, inúmeras vezes, pelas distrações habituais do intelecto e da falta de harmonia.

Desacostumado a uma imersão, a tua tentativa se fará prejudicada pela irrupção das idéias arquivadas no inconsciente, determinantes de tua conduta inquieta, irregular, conflitiva.

Concordamos que a criatura é conduzida, na maior parte das vezes, pelo inconsciente, que lhe dita o pensamento e as ações, como resultado normal das próprias construções mentais anteriores.

A mudança de hábito necessita de novo condicionamento, a fim de mergulhares nesse oceano tumultuado, atingindo-lhe o limite que concede acesso às praias da harmonia, do autodescobrimento, da realização interior.

Nessa façanha verás o desmoronar de muitas e vazias ambições, que cultivas por ignorância ou má educação; o soçobrar de inúmeros engodos; o desaparecer de incontáveis conflitos que te aturdem e devastam.

Amadurecerás lentamente e te acalmarás, não te deixando mais abater pelo desânimo, nem exaltar pelo entusiasmo dos outros.

Ficarás imune à tentação do orgulho e à pedrada da inveja, à incompreensão gratuita e à inimizade perseguidora, porque somente darás atenção à necessidade de valorização do ser profundo e indestrutível que és.

Terminarás por te venceres, e essa será a tua mais admirável vitória.
Não cesses, portanto, logo comeces a busca interior, de dar-lhe prosseguimento se as dificuldades e distrações do ego se te apresentarem perturbadoras.



Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

O Incentivo Santo


Aberta a sessão de fraternidade em casa de Pedro, Tadeu clamou, irritado, contra as próprias fraquezas, asseverando perante o mestre:

- Como ensinar a verdade se ainda me sinto inclinado à mentira? Com que títulos transmitir o bem, quando ainda me reconheço arraigado ao mal? Como exaltar a espiritualidade divina, se a animalidade grita alto em minha própria natureza?

O companheiro não formulava semelhantes perguntas por espírito de desespero ou desânimo, mas sim pela enorme paixão do bem que lhe tomava o íntimo, a observar pela inflexão de amargura com que sublimava as palavras.

Entendendo-lhe a mágoa, Jesus falou, condescendente:

- Um santo aprendiz da Lei, desses que se consagram fielmente à verdade, chamado pelo Senhor aos trabalhos da profecia entre os homens, mantinha-se na profissão de mercador de remédios, transportando ervas e xaropes curativos, da cidade para os campos, utilizando-se para isso de um jumento caprichoso e inconstante, quando, refletindo sobre os defeitos de que se via portador, passou a entristecer-se profundamente. Concluiu que não lhe cabia colaborar nas revelações do Céu, pelo estado de impureza íntima, e fez-se mudo. Atendia às obrigações de protetor dos doentes, mas recusava-se a instruir as criaturas, na Divina Palavra, não obstante as requisições do povo que já lhe conhecia os dotes de inteligência e inspiração.

Sentindo, porém que a Celeste vontade o constrangia ao desempenho da tarefa e reparando que os seus conflitos mentais se tornavam cada vez mais esmagadores, certa noite, depois de abundantes lágrimas, suplicou esclarecimento ao Todo-Poderoso.

Sonhou, então, que um anjo vinha encontrá-lo em suas lides de mercador. Viu-se cavalgando o voluntarioso jumento, vergado ao peso de preciosa carga, em verdejante caminho, quando o emissário divino o interpelo, com bondade, em seguida às saudações habituais:

- Meu amigo, sabes quantos coices desferiu hoje este animal?

- Muitíssimos – respondeu sem vacilação.

- Quantas vezes terá mordido os companheiros de estribaria? - Prosseguiu o enviado, sorridente – Quantas vezes terá insultado o asseio de tua casa e orneado despropositadamente?

E porque o discípulo aturdido não conseguisse responder, de pronto, o anjo considerou: - Entretanto, ele é um auxiliar precioso e deve ser conservado. Transporta medicamentos que salvam muitos enfermos, distribuindo esperança, saúde e alegria.

E fitando os olhos lúcidos no pregador desalentado, rematou:

- Se este jumento, a pretexto de ser rude e imperfeito, se negasse a cooperar contigo, que seria dos enfermos a esperarem confiantes em ti? Volta à missão luminosa que abandonaste, e, se te não é possível, por agora, servir a Nosso pai Supremo na condição de um homem purificado, atende aos teus deveres, espalhando reconforto e bom ânimo, na posição do animal valioso e útil. Nas bênçãos do serviço, serás mais facilmente encontrado pelos mensageiros de Deus, os quais, reconhecendo-te a boa-vontade nas realizações do amor, se compadecerão de ti, amparando-te a natureza e aprimorando-a, tanto quanto domesticas e valorizas o teu rústico, mas prestimoso auxiliar!

Nesse instante, o pregador viu-se novamente no corpo, acordado, e agora feliz em razão da resposta do Alto, que lhe reajustaria a errada conduta.

Surgindo o silêncio, o discípulo agradeceu ao Mestre com um olhar. E Jesus, transcorridos alguns minutos de manifesta consolação no semblante de todos, concluiu:

- O trabalho no bem é o incentivo santo da perfeição. Através dele, a alma de um criminoso pode emergir para o céu, à maneira do lírio que desabrocha para a luz, de raízes ainda presas no charco.
Em seguida, o Mestre pôs-se a contemplar as estrelas que faiscavam, dentro da noite, enquanto Tadeu, comovido, se aproximava, de manso, para beijar-lhe as mãos com doçura reverente.



Xavier, Chico. Ditada pelo espírito Neio Lúcio na obra Jesus no Lar.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Disciplina






Em toda a Criação vibra a mensagem paternal da ordem divina.

A pequenina planta, alçando-se em busca da energia solar que a sustenta.

O astro-rei, girando submisso em torno de outro que lhe serve de berço.

O verme, rastejando na limitação dos recursos de que dispõe. As águas domadas nas represas, produzindo força elétrica que movimenta o progresso.

Quando o desrespeito irrompe na máquina da ordem, campeiam a tormenta e o desequilíbrio.

A ordem é irmã gêmea da disciplina que sustenta a produção e inspira o progresso.

Em ti mesmo, a reencarnação significa escola de iluminação, mas também cárcere disciplinar, em cuja oportunidade adquires recursos e valores que te propiciam liberdade e ascensão.

Teus ruídos incomodam os vizinhos, que te observam com desagrado.

Tuas irritações contaminam os amigos, que se encolerizam.

Tuas agressões à lei ferem a sociedade, que te cerceia a liberdade de ação.

Na mesma razão, tuas lutas enobrecedoras tornam-se conhecidas.

Os sorrisos sadios que distribuis, espalham contentamento.

As doações de amizade pura enriquecem os companheiros das lides.

Os celeiros da esperança, que abres aos transeuntes, fartam muitos corações.

No entanto, necessitas de disciplinar o receber, tanto quanto metodizar o dar.

Não receberás da Vida Fecunda concessões indébitas, em detrimento de outros Espíritos.

Porque desejes mudar a rota solar para fruir maior dose de luz e calor este não mudará o seu rumo para atender-te; segue a trilha gigante que o disciplina na órbita e o submete.

Educas o animal inferior para utilizá-lo nos serviços domésticos. No entanto o cão que defende um lar é o mesmo que ataca o invasor da propriedade. Disciplina do instinto.

A madeira que serve de leito é irmã da palmatória que pune. Disciplina para o uso.

A água, que atende a sede, nasce na mesma fonte da que dá o veículo para o veneno. Disciplina na utilidade.

A mão que aplaude é a mesma que fere, Indisciplina de aplicação, porque o corpo é servo da vontade.

Considera, ainda, que o vaso útil para as necessidades domésticas nasceu do barro lodacento.

A forma que recebe a pasta alimentar é utensílio surgido da folha de flandre humilde.

A luz elétrica, que clareia, surge na força ciclópica que estava a perder-se.

Para preencher a função a que se destina, cada coisa necessita da adaptação que a disciplina impõe.

Como disciplina, entende-se o conjunto de deveres nascidos na ordem imposta ou consentida.

Mesmo a Verdade, para chegar ao homem, é dosada em quotas que o vitalizam.

A luz solar, que distende a vida sobre a terra, é filtrada e medida para atender às necessidades previstas pelo Pai Celeste, sem causar danos.

A felicidade do homem decorre, pois, da disciplina que este se impõe.

Educação da vontade.

Correção dos atos.

Moderação da voz.

Domínio dos impulsos.

Ordem nas atividades e deveres, mantendo um alto padrão de respeito e moderação nas tarefas naturais.
Recorda, assim, a expressão do Mestre Jesus: “Eu não vim destruir a Lei, mas dar-lhe cumprimento.”



Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Messe de Amor. Ditado pelo Espírito Joanna de Angelis.