quinta-feira, 5 de julho de 2012

Opiniões



"Ai de vós, quando todos os homens de vós disserem bem, porque assim faziam seus pais aos falsos profetas." - Jesus. (LUCAS, capítulo 6, versículo 26.)
Indubitavelmente, muitas pessoas existem de parecer estimável, às quais podemos recorrer nos momentos oportunos, mas que ninguém despreze a opinião da própria consciência, porqüanto a voz de Deus, comumente, nos esclarecerá nesse santuário divino.
Rematada loucura é o propósito de contar com a aprovação geral ao nosso esforço.
Quando Jesus pronunciou a sublime exortação desta passagem de Lucas, agiu com absoluto conhecimento das criaturas. Sabia o Mestre que, num plano de contrastes chocantes como a Terra, não será possível agradar a todos simultaneamente.
O homem da verdade será compreendido apenas, em tempo adequado, pelos espíritos que se fizerem verdadeiros. O prudente não receberá aplauso dos imprudentes.
O Mestre, em sua época, não reuniu as simpatias comuns. Se foi amado por criaturas sinceras e simples, sofreu impiedoso ataque dos convencionalistas. Para Maria de Magdala era Ele o Salvador; para Caifás, todavia, era o revolucionário perigoso.
O tempo foi a única força de esclarecimento geral.
Se te encontras em serviço edificante, se tua consciência te aprova, que te importam as opiniões levianas ou insinceras?
Cumpre o teu dever e caminha.
Examina o material dos ignorantes e caluniadores como proveitosa advertência e recorda-te de que não é possível conciliar o dever com a leviandade, nem a verdade com a mentira.
XAVIER, Francisco Cândido. Caminho, Verdade e Vida. Pelo Espírito Emmanuel. 28.ed. Brasília: FEB, 2009. Capítulo 80.
* * * Estude Kardec * * *

terça-feira, 3 de julho de 2012

ADVERSÁRIOS SUTIS PERMANENTES



          Comprometidos com as nobres tarefas da caridade, em favor dos sofredores, necessitados, de certo modo, que todos o somos, não faltam apelos nem circunstâncias que nos impulsionem para a queda ou para a desistência.
          Sejam, porém, quais forem os quadros da dificuldade em que você se veja colocado, realize a sua parte com abnegação,
sem preocupar-se com os resultados que, afinal, pertencem a Deus.
          Não espere, por enquanto, produzir entre anjos.
          Todos somos aprendizes da vida em processo de crescimento e de renovação.
          Por isso, não se estremunhe, quando defrontando azedume e má vontade, nem se irrite diante de impertinência e desequilíbrio.
          Evite pensar em termos de abandono dos serviços.
          Estamos colocados no lugar certo para o trabalho edificante, onde melhor podemos produzir a benefício de nós mesmos.
          Certamente que é agradável a ação fácil, de resultados imediatos. Todavia, o trabalho-desafio é o que oferta rendimentos mais valiosos e duradouros.
          Além dos problemas naturais que qualquer labor suscita, surgem adversários sutis, que rondam, sem cessar, ameaçando o êxito dos compromissos libertadores.
          O desânimo é um deles; vacine-se contra.
          O cansaço apresenta-se como mensageiro danoso; acautele-se das suas urdiduras.
          O desinteresse apunhala com segurança; resguarde-se contra a sua injunção.
          A irritação tenta dominá-lo; acalme-se na prece.
          A vaidade cicia soberba e indiferença pelo próximo; remove os seus conceitos e reconsidere as suas atitudes.
          A inveja insinua malícias infelizes; supere-a mediante a análise das suas imperfeições e limites.
          Não dê tréguas a esses fâmulos do mal, que ainda residem com você.
          Os inimigos mais perigosos são os que se situam em nosso caráter e buscam assenhorear-se do coração.
          Não os procure no próximo; combata-os, sem trégua, em você mesmo, com os recursos do trabalho incessante.
          Você deixará o corpo, em oportunidade própria, partindo, da Terra, com as realizações de que se faça instrumento. Como não lhe é fácil saber, quando tal ocorrência se dará, aja hoje com a equidade e dedicação semelhantes àquelas que o movimentariam caso  este fosse o último dia da sua existência física.
Irthes Therezinha
(De “Terapêutica de Emergência”, de Divaldo P. Franco – Diversos Espíritos)

domingo, 1 de julho de 2012

Neopaganismo

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Nova Era Politeísmo renovado
O movimento da Nova Era com seus ensinos metafísicos de influência oriental surgiu com uma proposta de um novo modelo de consciência moral, psicológica e social

Por Morgana Gomes

Muitos rituais pagãos foram absorvidos, modificados, renomeados e incorporados pela Igreja Católica - que insistia em rotular a antiga religião como bruxaria, "coisa do demônio". Era uma tentativa de impor a crença a um único Deus poderoso que, por sua vez, punia aqueles que não obedeciam a seus ensinamentos. A instituição chegou a torturar os pagãos e criou a Inquisição para perseguir aqueles que não professassem a fé católica.

Homens simples, mulheres parteiras, benzedeiras e os que conheciam o poder das ervas, além dos chamados magos, sacerdotes e sacerdotisas das diversas tradições pagãs foram reprimidos, tanto pela força da lei quanto pelos radicais convertidos ao cristianismo.



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Em meados de 1970, o movimento da Nova Era com seus ensinos metafísicos de influência oriental, linhas teológicas e crenças espiritualistas, animistas e paracientíficas surgiu com uma proposta de um novo modelo de consciência moral, psicológica e social, visando a integração e a simbiose com o meio envolvente, a Natureza e até o Cosmos. Era o neopaganismo, que se espalhou pelos Estados Unidos, Reino Unido, Europa de língua alemã - Escandinávia, Europa eslava, Europa latina e outros países - e o Canadá.



Desde o princípio da humanidade, por sentir-se limitado perante a natureza e até em relação aos próprios contemporâneos, o homem criou deuses que poderiam lhe dar proteção. Essa concepção se espalhou, contaminou os demais e, em pouco tempo, surgiram deuses de todas as formas imagináveis: da agricultura, chuva, oceanos, fertilidade, guerra, ventos, Sol, Lua etc.

Em paralelo, também foram aparecendo determinados esquemas que deram concretude à espiritualidade pagã, cujas características principais centravam- se na radical imanência divina (a divindade se encontrava na própria Natureza - o que incluía os próprios humanos - e se manifestava através dos seus fenômenos), na ausência da noção de pecado, de inferno e do mal absoluto. Formou-se, então, a comunidade pagã que, ao evoluir, acabou por adquirir o status de sociedade.

Nesse contexto, se por um lado a imanência dos deuses conferia à divindade características antropomórficas, por outro, a relação entre os homens e eles se dava de forma pessoal e direta. Logo, a ideia de afronta à divindade também era tratada pessoalmente com o deus ofendido.

Esse tipo de relação conduziu ao não dogmatismo, que ainda conferiu à religiosidade um traço quase que doméstico, vivenciado por pequenos grupos com laços de sangue ou de compromisso. Assim, cada um podia cultuar o seu Deus eleito da forma que desejasse, sem nenhum tipo de imposição de terceiros.

Já em relação à ausência da noção de pecado, também não havia a concepção de santidade nem de profano. Graças a esse fato, logo no início, dispensou-se a construção de templos de reverência aos deuses, mas não o estabelecimento de Sítios Sagrados que passaram a ocupar bosques, poços, montanhas, entre outros lugares.

Em virtude dessas características, rapidamente, o calendário religioso dos povos primitivos começou a se confundir com o calendário sazonal e agrícola. Por conseguinte, essa correspondência também estabeleceu o caráter de fertilidade e do eterno retorno a crença pagã.

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O labirinto é um símbolo neopagão, que induz os adeptos seguirem em busca da ancestralidade, trilhando um caminho já percorrido por tantos outros.
Ainda que, alguns povos tenham desenvolvido a ideia de um "Outro Mundo", a vida pós-morte nunca foi um ideal pagão, pois isso significaria ficar fora do ciclo natural e, portanto, da comunidade que festejava seus deuses nos momentos de mudança e auge desses mesmos ciclos. Dessa forma, o chamado "Outro Mundo" seria apenas uma passagem da vida ao renascimento, no qual o encontro com a deidade se daria sempre em comunhão com a Natureza.

Seguindo essa evolução, surgiram os Grandes Festivais, repletos de rituais que comprometiam todos os membros de uma comunidade específica em uma religiosidade mágica, na qual a espiritualidade era alcançada pela manipulação da carne e dos elementos, através do corpo e da natureza, nos chamados "feitiços".


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Mas com a divindade representada no mundo terreno, também não havia conflitos internos nem a necessidade de se dominar ou conter impulsos naturais que, por sua vez, deveriam fluir livremente sem culpa. Isso explica porque os pagãos - inclusive os atuais - valorizam mais a vivência da religiosidade pelo corpo - em detrimento do espírito -, pois a repetição dos mesmos ritos, sempre na mesma época, criaria uma união mística com todos aqueles que já celebraram. Dessa forma, acreditava- se que, ao presente, retornaria o momento primitivo da sua realização e todos aqueles que, ao longo dos séculos, tenham participado dele.
De acordo com essa proposição, apesar dos vários povos que desenvolveram individualmente seus costumes religiosos, locais e ancestrais, o que poderia se mostrar como diferença entre religiões, apenas primava pelas características básicas do paganismo, que permaneceu com todos os seus rituais típicos até os dias de hoje.

Rituais e dogmas
Com o advento do cristianismo e a oficialização da Igreja Católica, embora muitos rituais pagãos tenham sido absorvidos, modificados, renomeados e incorporados pela instituição religiosa, o povo pagão, principalmente na Idade Média, se viu submetido entre aqueles que ainda praticavam seus rituais. Alguns os faziam dentro das próprias igrejas, erguidas em áreas que anteriormente eram ocupadas por santuários pagãos, perante a concessão dos sacerdotes que, sem alternativa, aceitavam tal condição para manter seu rebanho reunido.

Mesmo assim, a Igreja insistia em rotular os rituais praticados na antiga religião como bruxaria, "coisa do demônio", na tentativa de impor a crença a um único Deus poderoso que, por sua vez, punia e castigava aqueles que não obedeciam a seus ensinamentos.

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Grupo neopagão Ásatrúarfélagið a caminho de um ritual
A instituição chegou a empreender torturas e campanhas militares para alcançar seus objetivos, mas não satisfeita, ainda criou a Inquisição para perseguir e punir todos aqueles que não professassem a fé católica. Porém, ao mesmo tempo em que a Igreja transformava o paganismo em sinônimo de satanismo, em nome do poder adquirido como representante do Deus Uno, o clero exigia do povo tudo que desejava, principalmente bens materiais. Dessa maneira, ele conseguia se sustentar num luxo inacessível entre os que viviam quase que miséria nas cercanias dos feudos e igrejas.

Na época, homens simples, mulheres parteiras, benzedeiras ou que conheciam o poder das ervas contra certas doenças, além dos chamados magos, sacerdotes e sacerdotisas das diversas tradições pagãs eram reprimidos, tanto pela força da lei quanto pelas perseguições histéricas dos radicais convertidos ao cristianismo.

Do século XV ao XVII, milhares de processos sob a tutela da Inquisição percorreram tribunais eclesiásticos e civis por toda Europa e até o Novo Mundo. Pessoas foram torturadas, executadas em fogueiras ou afogadas; outras tiveram membros arrancados. Uma simples suspeita já era motivo para a execução e todo conhecimento, considerado suspeito aos olhos da Igreja, era motivo de perseguição. Sem alternativa, o povo teve que se converter de forma aparente. No entanto, a semente do paganismo permaneceu enterrada na consciência de muitos, apenas esperando o momento certo de germinar e dar frutos novamente.

O advento da Nova Era
Passaram-se séculos, até que em meados de 1970, o movimento da Nova Era com seus ensinos metafísicos de influência oriental, linhas teológicas e crenças espiritualistas, animistas e paracientíficas eclodiu com uma proposta de um novo modelo de consciência moral, psicológica e social, que visava à integração e a simbiose com o meio envolvente, a Natureza e até o Cosmos. Até então pressionados, alguns se despertaram para a liberdade de culto e começam a reverenciar a ancestralidade pagã. Mas ainda assim foram tidos como visionários, quando não loucos.

Entre eles, a maioria era composta por mulheres, principal vítima da Igreja Católica durante a Inquisição. Elas se irmanam em uma grande variedade de movimentos religiosos modernos, que apresentam uma imensa gama de crenças, incluindo o politeísmo, o animismo, o panteísmo e outros paradigmas, nos quais, além de reinventaram rituais, se livraram dos dogmas impostos pelas instituições religiosas oficiais. Com determinismo, elas espalharam suas ideias e angariaram adeptos que, diante dos muitos escândalos religiosos que acabaram por ser divulgados, se viram traídos "pelo faça o que eu mando, mas nunca o que eu faço".


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Ritual neopagão da vertente Wicca
Com a ajuda da mídia, o retorno a ancestralidade e as crenças se tornaram um fenômeno, principalmente entre aqueles que pertenciam às classes sociais mais altas, tanto em termos financeiros, quanto intelectuais. O movimento, então, recebeu o nome de neopaganismo e contagiou, principalmente, os habitantes dos países mais desenvolvidos, em especial os Estados Unidos e Reino Unido, mas também a Europa continental (Europa de língua alemã, Escandinávia, Europa eslava, Europa latina e outros países) e o Canadá. Segundo estatísticas, só nos Estados Unidos há cerca de um terço de todos os neopagãos do mundo atual, montante que representa aproximadamente 0,2% da população do país e a sexta maior denominação não-cristã, depois do judaísmo (1,4%), islamismo (0,6%), budismo (0,5%), hinduísmo (0,3%) e o Unitário- Universalismo (0,3%).

Na Islândia, os membros do grupo neopagão Ásatrúarfélagið representam 0,4% da população nacional. Por isso, traços e influências do antigo paganismo nórdico ainda podem ser encontrados na cultura e nas tradições de países modernos, tais como a Dinamarca, Suécia, Noruega, Ilhas Faroé e Groelândia, bem como em todos os outros territórios que receberam imigrantes dessas nações.

Na Lituânia, uma das últimas áreas da Europa a ser cristianizada, muitas pessoas que não assimilaram totalmente o culto do Deus Único, continuaram seguindo uma versão reconstruída da religião pré-cristã da região, a Romuva. Na Grécia, desde 1990, o Supremo Conselho dos Gentios Helenos institucionalizou o dodecateismo, também conhecido como reconstrucionismo politeísta helênico, que visa reviver as práticas religiosas que se originaram na antiguidade gloriosa do país mediterrâneo.

Hoje, embora a maior religião neopagã seja a Wicca, outros grupos adquiriram um porte significativo, como o Neodruidismo, o Neopaganismo Germânico e o Eslavo. Entre os praticantes desses grupos, enquanto alguns primam pela conexão com formas antigas do paganismo, numa continuidade histórica marginal (à margem da religião que se autoafirmava como única verdade no Ocidente: a cristã), outros introduzem mudanças e inovações.

Mas apesar das diferenças elementares, em comum, todas as vertentes apresentam tentativas de reconstrução, ressurgimento ou, mais comumente, adaptação de antigas religiões pagãs do período pré-cristão europeu a atualidade, porém sem se restringir somente a elas, em virtude das experiências e das necessidades encontradas no mundo contemporâneo.


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Sobre o termo neopaganismo
Usado para especificar o renascimento do paganismo na década de 1970, ele é usado por acadêmicos e adeptos para identificar novos movimentos religiosos que enfatizam o panteísmo e a veneração da natureza ou que procuram reviver ou reconstruir os aspectos históricos do politeísmo. Já os escritores eruditos empregam o termo "paganismo contemporâneo", para designar todos os novos movimentos religiosos politeístas, uso que foi favorecido pela publicação The Pomegranate: The International Journal of Pagan Studies.

De certa forma, o termo neopagão ainda proporciona um meio de distinção entre pagãos históricos de culturas politeístas antigas ou tradicionais e os adeptos de movimentos religiosos modernamente constituídos. Por sua vez, a categoria das religiões conhecidas como neopagãs inclui desde abordagens sincréticas ou ecléticas (como as da Wicca, Neodruidismo, Dianismo e Neoxamanismo) até aquelas mais ligadas a tradições culturais específicas, como as muitas variedades de reconstrucionismo politeísta (Helênico, Nórdico etc.). Nesse sentido, alguns reconstrucionistas rejeitam o termo neopagão, porque pretendem criar uma abordagem historicamente orientada para além do neopaganismo mais eclético e geral.
 Portal Ciência & Vida

Filosofia Espírita

A Lenda dos Milagres de Amor 

surrupiado do blog infinite

A família chegara à floresta para fixar residência, fazia poucos dias.
Os ventos bons da primavera trouxeram o perfume das flores e das árvores - tílias, rönn, bétulas - o canto dos passáros e as mil vozes da natureza para saudarem os novos habitantes.
Havia festa de cor e de alegria que se exteriorizava em toda parte, bailando no ar.
Extasiado, o casal, à porta de entrada da choupana, bendizia a vida, agradecendo essas belas homenagens. Menos o filhinho único de seis anos, que tinha o olhar distante e melancólico.
Neste momento de alegria, saiu do bosque, risonho, um troll (duende), que se aproximou dos recém-chegados e pediu licença para fazer parte do grupo familiar.
Vendo-o, assustaram-se os adultos, que o expulsaram com insultos, dizendo-lhe:
- Como se atreve a vir importunar-nos, esse velho de grandes orelhas e disforme nariz, feio de rosto com rabo eriçado e tão pequeno de estatura, que é insignificante!?
Procurando sorrir, ele explicou:
- Eu sou um small troll (gentil duende) e desejo ser útil. Eu sei amar; porém, ninguém me ama. Por favor, deixem-me entrar e ficar com vocês. Eu vivo muito só.
Com azedume, os adultos exigiram-lhe que não os importunasse mais e se fosse dali, imediatamente.
O troll fitou, então, o menino melancólico, que o olhava com simpatia, e sorriu-lhe. Por um momento a criança não reagiu, mas logo depois, corando, retribuiu-lhe o sorriso.
A partir dali, diariamente, o troll retornava e brincava com a criança, para desagrado dos pais, que o toleravam somente porque perceberam a suave mudança que se foi operando na face pálida e triste do filhinho. Ele agora sorria e falava, corria e cantava as músicas que o troll lhe ensinava.
O novo amigo falou-lhe, então, dos encantos da floresta, dos animais, das águas, dos ventos, das árvores, das folhas, das flores e dos frutos. Apresentou-o às fadas e aos elfos, aos gênios e aos gnomos...
Conforme se passava os dias, o troll foi tendo diminuído o rabo eriçado, as grandes orelhas, o enorme nariz, assumindo uma forma grácil e terminando por torna-se um lindo jovem, que se incorporou à família.
O amor recíproco, entre o troll e a criança, operou os milagres de tornar a criança feliz e o troll um belo e ditoso jovem.

Pelo Espírito Selma Largerlöf
FRANCO, Divaldo Pereira. Sob a Proteção de Deus. Espíritos Diversos. LEAL. Selma Largerlöf é uma das maiores escritoras da Suécia. Embora não existam trolls no folclore brasileiro, estes seres elementais aparecem sob outras designações como saci-pererê, o negrinho do patoreio, boitatá e outros tantos.

* * * Estude Kardec * * *

CONQUISTA DA COMPAIXÃO




"Exercita-te pessoalmente na piedade." – Paulo.
(I Timóteo, 4:7.)

Não se conhece nenhuma conquista que chegasse ao espírito sem apoio na prática
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Um grande intérprete da música não se manteria nessa definição, sem longos exercícios com base na disciplina.
Um campeão nas lides esportivas não consegue destacar-se simplesmente sonhando com vitórias.
Nos dons espirituais, os princípios que nos regem as aquisições são os mesmos.
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Se quisermos que a piedade nos ilumine, é imperioso exercitar a compreensão. E compreensão não vem a nós sem que façamos esforço para isso.
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Aceitemos, assim, as nossas dificuldades por ocasiões preciosas de ensino, sobretudo, no relacionamento uns com os outros.
Nesse sentido, os que nos contrariam se nos mostram como sendo os melhores instrutores.
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Se alguém comete uma falta, reflitamos na doença mental que lhe terá ditado o comportamento.
Se um amigo nos abandona, imaginemos quanto haverá sofrido no processo de incompreensão que o levou a se afastar.
Pensa na insatisfação enfermiça dos que se fazem perseguidores ou na dor que se entregam a esse ou àquele tipo de culpa.
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Compaixão é a porta que se nos abre no sentimento para a luz do verdadeiro amor, entretanto, notemos: ninguém adquire a piedade sem construí-la.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Ceifa de Luz. Ditado pelo Espírito Emmanuel. Capítulo Quinze. Federação Espírita Brasileira.

* * * Estude Kardec * * *