terça-feira, 2 de abril de 2013


O PANPSIQUISMO E A UNIDADE ESPIRITUAL DO HOMEMJ. Herculano Pires
in Evolução Espiritual do Homem (Na Perspectiva da Doutrina Espírita)
Editora Paidéia Ltda
http://pt.scribd.com/doc/57553660/Jose-Herculano-Pires-Evolucao-Espiritual-Do-Homem
 
Gustave Geley, em seu livro Do Inconsciente ao Consciente, lançou a teoria do panpsiquismo, segundo a qual todas as coisas e seres encerram em si mesmos um dínamo-psiquismo inconsciente que se desenvolve na temporalidade. A psique, ou alma, constituiria assim a essência dinâmica de todas as coisas. Do minério à humanidade se processaria incessantemente o desenvolvimento psíquico universal. Mas Kardec, muito antes de Geley, explicara, em O livro dos Espíritos, obra básica do Espiritismo, que o espírito se apresenta no Cosmos como um elemento fundamental de toda a realidade conhecida. O Universo inteiro se constitui de dois elementos fundamentais, o espírito e a matéria, de cuja interação resultam, num processo dialético hegeliano, todas as coisas e todos os seres, conhecidos e desconhecidos.
 
Os gregos já haviam sustentado, seis séculos antes de Cristo, a teoria isoloísta, segundo a qual a Terra é um organismo vivo dotado de alma. Mas o panpsiquismo de Geley tinha por objeto o esclarecimento do processo evolutivo. Ele desejava encontrar, nessa possível dinâmica interior das coisas, a energia esquiva e secreta das metamorfoses universais. Há evidente afinidade dessa teoria com a do elã vital de Bergson, para explicar a dinâmica da vida na matéria e que nela gera espécies vivas, que vão dos chamados insetos sociais até a espécie humana. Pesquisador espírita sucessor de Richet e companheiro de Eugéne Osty no Instituto metapsíquico Internacional de Paris, Geley buscava estabelecer em bases objetivas e pesquisáveis a dinâmica da evolução. Remy Chauvin, entomólogo e diretor de pesquisas do laboratório do Instituto de Cultura Superior de Paris, continua hoje essa tradição científica francesa iniciada por Kardec.
 
A visão generalizada do processo evolutivo se confirma na sua própria realidade material e nas pesquisas paleontológicas, mas o que interessa atualmente é descobrir a mola oculta desse processo natural. A teoria de Geley é uma contribuição séria e fecunda para essa busca científica. Aceita hoje a teoria da evolução das espécies até mesmo pelas igrejas – como se vê no caso de Teilhard de Chardin –, resta quase virgem o campo das conotações, do modus faciende desse processo. A simples idéia de que uma espécie gera ou pode gerar outra não esclarece o problema, apenas o impõe. A teoria da mônada, que vem de Platão e encontrou em nosso tempo fecundo desenvolvimento em Leibniz, é aceita particularmente no meio filosófico, mas cientificamente não conseguiu ainda passar do campo teórico. Kardec chegou a propor que a distância entre o animal e o homem é tão grande quanto a distância entre o homem e Deus, sugerindo assim a existência de uma possível genealogia do espírito humano, que poderá ser descoberta e definida cientificamente. Nesse sentido, Chauvin deu uma contribuição como ontomólogo, ao mostrar-se surpreso de que os insetos sociais não tenham dado o salto para a humanização e supondo que isso possa ter acontecido em outro planeta.
 
Alguns etnólogos e mitólogos, como Antré Lang e Max Freedom Long, citados por Ernesto Bozzano, chegaram a aceitar a possibilidade de traços e características animais em raças humanas. Essas suposições, de origem evidentemente totêmicas, não passam do plano especulativo. O homem não se define pela sua aparência corporal, onde as marcas da animalidade ancestral podem aparecer de maneira generalizada e não específica. O espírito humano, que é a essência do homem e a única ficha de sua identidade evolutiva, revela em toda parte e em todos os tempos a sua unidade espiritual. Essa unidade não provém da forma corporal, mas da consciência. A diferenciação das espécies, particularmente das superiores, torna-se pregnante nas suas características psíquicas. A unidade do espírito humano é perfeita e invariável em todas as raças do passado e do presente. Porque as espécies superiores, tanto nos reinos mineral, vegetal, animal e humano, revelam sempre a supremacia espiritual da espécie, que se despe das heranças da ganga das metamorfoses para se fixar no plano superior da vida. A animalidade humana revela apenas a deficiência do progresso espiritual e da vitória do espírito no ser em desenvolvimento. As potencialidades do ser, suficientemente definido no processo evolutivo como desta ou daquela espécie, sofrem naturalmente atrasos acidentais, dando aos observadores desprovidos de dados de observações de pesquisas mais completas a impressão de resíduos das espécies superadas.
 
Como ensinou Kardec, o ser que se define num plano superior mantém a sua unidade psico-afetiva sob controle e ação iluminada pela consciência. É um produto acabado e perfeito da evolução, que só continuará a modificar-se no ambiente e nas condições do estágio evolutivo que atingiu. As experiências da domesticação animal dos hominóides provaram que falta a estes a condição superior para exercer funções correspondentes ao nível em que se pretende incluir. Essa irredutibilidade do homem animal à condição animal superior exclui toda possibilidade, tantas vezes tentada, de se empregar animais nas atividades específicas do homem. A hierarquia natural da criação é determinada pelas leis da evolução e nela se encontra todo o edifício da ordem Universal.
 
É evidente que o homem pode se rebaixar – e freqüentemente se rebaixa – ao plano animal, em virtude de suas ligações sensoriais com o corpo. Mas sempre que isso acontece o homem abdica temporariamente de sua condição humana e sofre a reação da consciência, o que geralmente lhe acarreta situações íntimas penosas. O instinto de conservação vigia as suas quedas e o ameaça com o perigo de sua precipitação em planos inferiores, onde o seu desajustamento o pune e o força a voltar ao plano de que se afastou para uma experiência temerária, usando indevidamente o seu livre-arbítrio. Por isso Kardec advertiu que não há arrastamentos irresistíveis no plano das tentações. O espírito preguiçoso vê-se então compelido, pelo seu próprio remorso da morte, a sujeitar-se ao círculo vicioso das reencarnações repetitivas. Como o ouvinte do Bolero de Ravel, que depois de repassar o bolero em toca-discos centena de vezes, acabou quebrando em desespero os seus instrumentos, o espírito retorna ao caminho certo que abandonara.
 
As Filosofias da Existência estabeleceram a diferença entre viver e existir, não só por necessidade de distinção e clareza na abordagem dos problemas humanos, mas também, e principalmente, pela conveniência de se ver cada coisa em seu lugar e em sua função. Enquanto isso, ao mesmo tempo em que se processava essa revolução conceptual no plano filosófico, Kardec desenvolvia suas pesquisas audaciosas sobre a separação real entre o vivente e o existente. Foi essa uma das maiores façanhas psicológicas de todos os tempos, mas que só repercutiu com proveito no meio espírita. Esses trabalhos foram publicados na Revista Espírita. Através da mediunidade dos médiuns de sua confiança (que não se referia à honestidade do médium, mas ao seu grau de sensibilidade mediúnica) ele recebia nas sessões da Sociedade Parisiense as manifestações de espíritos de pessoas vivas. Não empregava o magnetismo nem qualquer espécie de evocação ritual. Verificava no registro das pessoas que se dispunham a servir na experiência aquelas que, segundo o registro, estariam naquele momento em disponibilidade. A seguir consultava o espírito orientador (o controle como Geley designava esse espírito) e este o autorizava a pensar ou não nessa pessoa. Estabelecida a ligação silenciosa do seu pensamento com a pessoa visada, logo esta se manifestava e se identificava, passando a responder pelo médium à inquirição do pesquisador. As verificações posteriores comprovavam a identificação do espírito manifestante, anteriormente desconhecido dos participantes da experiência. Kardec obtinha assim o existente separado do vivente, que naquele momento dormia em sua casa. Até mesmo o trajeto percorrido pelo espírito do vivo para chegar à sede da sociedade, na Passage Santane e os possíveis percalços do caminho, eram levados em consideração. Era assim que, enquanto o famoso teólogo dinamarquês Kierkegaard realizava suas cogitações sobre a vida e a existência, na Dinamarca, Kardec verificava ao vivo, em Paris, a possibilidade natural de exame isolado desses dois aspectos do homem. O que mais importava nessa pesquisa era o conhecimento das condições reais da situação. Claro que havia relação entre os propósitos, os métodos e os objetivos visados pelos dois investigadores. Kierkegaard não era filósofo nem cientista, mas teólogo. Kardec era filósofo, cientista, psicólogo e médico. Kierkegaard não desejava penetrar no campo filosófico, mas dava, sem querer, com suas cogitações, início às Filosofias da Existência. Ele mesmo declarou que não tivera propósitos filosóficos, mas apenas interesse teológico. Kardec objetivava somente descobrir a mecânica, por assim dizer, da relação corpo-espírito, que interessava às suas pesquisas mediúnicas.
 
O desprezo voltado ao Espiritismo pelos filósofos e cientistas da época, receosos de se meterem no campo perigoso das bruxarias, não permitiu, até hoje, o aparecimento de um trabalho aprofundado sobre essa coincidência à distância na investigação de ambos. Vemos assim o desinteresse com que os problemas fundamentais de uma cultura real do humano, que surgia na segunda metade do nosso século, foram tratados naquela fase.
 
O vivente, aquele que vive simplesmente, entregue às exigências corporais do homem, permanece ainda no plano animal. O existente, pelo contrário, é aquele que afirma o seu existir na vida e luta por transcendê-la. Só esse conta na escala humana, pois os viventes ainda não se integraram nela.
 
O corpo dorme, mas o espírito se liberta e se manifesta através da sensibilidade mediúnica de outra pessoa. Como se produziu a prova científica desse fato, com os métodos objetivos exigentes da Ciência Moderna? Kardec rompeu a barreira da sistemática materialista, mostrando a necessidade de adequação do método à natureza específica do objeto. A metodologia que elaborou, excluído o aparelhamento tecnológico atual, é praticamente a mesma que Rhine, Pratt e Mac Dougal empregaram no desenvolvimento das pesquisas parapsicológicas atuais. A metodologia espírita de pesquisa dos fenômenos paranormais antecipou de muito os métodos da psicologia experimental e aprofundou os seus objetivos, atingindo a sondagem do inconsciente quando Freud ainda freqüentava a escola primária, vestido com a roupagem da inocência.
 
Não mencionamos o problema das antecipações científicas do Espiritismo para nossa vanglória, mas os leigos, em geral, recorrem sempre às novidades atuais como superação do trabalho modelar de Kardec. A bem da verdade histórica e da colocação epistemológica certa da Ciência Espírita, é necessário que tenhamos consciência da anterioridade das descobertas espíritas. Além disso, é justo que se dê o mérito ao seu dono, que se coloquem as fases científicas no seu devido lugar. Os mais atrevidos adversários gratuitos da doutrina, às vezes com a boa intenção de resguardar o patrimônio científico, querem afastar do quadro das ciências a vigorosa e decisiva contribuição dos pioneiros espíritas. Colocar à margem da história das ciências o esforço persistente dos grandes cientistas que comprovaram as descobertas de Kardec, desde meados do século passado até este momento, não representa apenas uma injustiça, mas também uma traição à verdade dos fatos.
 
Esquecer os fundamentos científicos do Espiritismo, as grandes batalhas solitárias de Kardec contra as forças culturais dos dois últimos séculos, tem sido um meio de negar o valor e a influência da doutrina no desenvolvimento científico da atualidade. E com que interesse se faz essa negação, se não o de se manter em vigor o prestígio de instituições arcaicas, irremediavelmente peremptas, em detrimento evidente e interesseiro da evolução espiritual do homem?
 
Nas circunstâncias atuais essa tentativa se torna ridícula, o analfabetismo das massas, apoiado e alimentado pelossabichões de que falava Richet, esses analfabetos ilustres que falam do que sabem e do que não sabem, favorecem a modorra doirada dos vivos na existência em suas cadeiras acadêmicas, em suas tribunas místicas e em seus púlpitos em decadência. Por tudo isso, a posição dos espíritas, no panorama atual do mundo, não pode ser o de acomodação às conveniências, mas a de luta em favor do esclarecimento dos homens. Os tempos mudam rapidamente e para o espírita convicto não há tempo a perder nesta hora de transição cultural.
 
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domingo, 3 de março de 2013

Consciência da Gratidão

À medida que a psique desenvolve a consciência, fazendo-a superar os níveis primitivos recheados pela sombra, mais facilmente adquire a capacidade da gratidão. 

A sombra, que resulta dos fenômenos egoicos, havendo acumulado interesses inferiores, é a grande adversária do sentimento de gratulação. Na sua ânsia de aparentar aquilo que não conquistou, impedida pelos hábitos enfermiços, projeta os conflitos nas demais pessoas, sem a lucidez necessária para confiar e servir. Servindo-se dos outros, supõe que assim fazem todos os demais, ante a impossibilidade de alargar a generosidade, que lhe facultaria o amadurecimento psicológico para a saudável convivência social, para o desenvolvimento interior dos valores nobres do amor e da solidariedade.

A miopia emocional defluente do predomínio da sombra no comportamento do ser humano impede-o que veja a harmonia existente na vida. 

As imperfeições morais que não foram modificadas pelo processo da sua diluição e substituição pelas conquistas éticas atormentam o ser, fazendo-o refratário, senão hostil a todos os movimentos libertários. 

Não há no seu emocional, em conseqüência, nenhum espaço para o louvor, o júbilo, a gratidão. 

Desse modo, os conflitos que se originaram em outras existências e tornaram-se parte significativa do ego predominam no indivíduo inseguro e sofredor, que se refugia na autocompaixão ou na vingança, de forma que chame a atenção, que receba compensação narcisista, aplauso, preservando sempre suspeitas infundadas quanto à validade do que lhe é oferecido, pela consciência de saber que não é merecedor de tais tributos...

Acumuladas e preservadas as sensações que se converteram em emoções de suspeita em de ira, de descontentamento e amargura, projetam-nas nas demais pessoas, por não acreditar em lealdade, amor e abnegação. 

Se alguém é dedicado ao bem na comunidade, é tido como dissimulador, porque essa seria a sua atitude (da sombra). 

Se outrem reparte alegria e constrói solidariedade, a inveja que se lhe encontra arquivada no inconsciente acha meios de denominá-lo como bajulador e pusilânime, pois que, por sua vez, não conseguiria desempenhar as mesmas tarefas com naturalidade. A ausência de maturidade afetiva isola o indivíduo na amargura e na autopunição. 

Tudo quanto lhe constitui impedimento mascara e transfere para os outros, assumindo postura crítica impiedosa, puritanismo exagerado, buscando sempre desconsiderar os comportamentos louváveis do próximo que lhe inspiram antipatia. 

Assim age porque a sua é uma consciência adormecida, não habituada aos vôos expressivos da fraternidade e da compreensão, que somente se harmonizando com o grupo no qual vive é que poderá apresentar-se plena. 

Autoconscientizando-se da sua estrutura emocional mediante o discernimento do dever, o que significa amadurecer, conseguirá realizar o parto libertador do ego, dele retirando as suas mazelas, lapidando as crostas externas qual ocorre com o diamante bruto que oculta o brilho das estrelas que se encontram no seu interior.

Urge, pois, adotar nova conduta para se libertar das fixações perversas. Conseguindo despertar dos valores nobres, é inevitável a saída da sua individualidade para a convivência com a coletividade, onde mais se aprimorará, aprendendo a conquistar emoções superiores que o enriquecerão de alegria e de paz, deslumbrando-se ante as bênçãos da vida que adornam tudo, assimilando-as em vez de reclamando sempre, pela impossibilidade de percebê-las. 

O ingrato, diante do seu atraso emocional, reclama de tudo, desde os fatores climatéricos aos humanos de relacionamentos, desde os orgânicos aos emocionais, sempre com a verruma da acusação ou da autojustificação assim como do mal-estar a que se agarra em seguro mecanismo de fuga da realidade.

Nos níveis nobres da consciência de si e da cósmica, a gratidão aureola-se de júbilos, e os sentimentos não mais permanecem adstritos ao eu, ao meu, ampliando-se ao nós, a mim e a você, a todos juntos.

A gratidão é a assinatura de deus colocada na Sua obra.

Quando se enraíza no sentimento humano logra proporcionar harmonia interna, liberação de conflitos, saúde emocional, por luzir como estrela na imensidão sideral... 

Por extensão, aquele que se faz agradecido torna-se veículo do sublime autógrafo, assinalando a vida e a natureza com a presença dEle.

Quando o egoísta insensatamente aponta as tragédias do cotidiano, as aberrações que assolam a sociedade, somente observa o lado mau e negativo do mundo, está exumando os seus sentimentos inconscientes arquivados, vibrantes, sem a coragem de externá-los, de dar-lhes campo livre no consciente. 

A paz de fora inicia-se no cerne de cada ser. Também assim é a gratidão. Ao invés do anseio de recebê-la, tornar-se-lhe o doador espontâneo e curar-se de todas as mazelas, ensejando harmonia generalizada.

A vida sem gratidão é estéril e vazia de significado existencial.

Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Livro: Psicologia da Gratidão

domingo, 27 de janeiro de 2013



 AFLIÇÕES
“Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições do Cristo.” – (1ª Epístola de Pedro, 4:13.)

É inegável que em vosso aprendizado terrestre atravessareis dias de inverno ríspido, em que será indispensável recorrer às provisões armazenadas no íntimo, nas colheitas dos dias de equilíbrio e abundância.

Contemplareis o mundo, na desilusão de amigos muito amados, como templo em ruínas, sob os embates de tormenta cruel.

As esperanças feneceram distantes, os sonhos permanecem pisados pelos ingratos. Os afeiçoados desapareceram, uns pela indiferença, outros porque preferiram a integração no quadro dos interesses fugitivos do plano material.

Quando surgir um dia assim em vossos horizontes, compelindo-vos à inquietação e à amargura, certo não vos será proibido chorar. Entretanto, é necessário não esquecerdes a divina companhia do Senhor Jesus.

Supondes, acaso, que o Mestre dos Mestres habita uma esfera inacessível ao pensamento dos homens? julgais, porventura, não receba o Salvador ingratidões e apodos, por parte das criaturas humanas, diariamente? Antes de conhecermos o alheio mal que nos aflige, Ele conhecia o nosso e sofria pelos nossos erros.

Não olvidemos, portanto, que, nas aflições, é imprescindível tomar-lhe a sublime companhia e prosseguir avante com a sua serenidade e seu bom ânimo.

Caminho, Verdade e Vida – Chico Xavier / Emmanuel
 

Teoria de Gaia
Teoria de GaiaSaiba o que é, planeta Terra, tese da teoria, meio ambiente, ecologia, bibliografia
teoria de gaia
Teoria de Gaia: o planeta Terra é um ser vivo
  
O que é

Teoria de Gaia, também conhecida como Hipótese de Gaia, é uma tese que afirma que o planeta Terra é um ser vivo. De acordo com esta teoria, nosso planeta possui a capacidade de auto-sustentação, ou seja é capaz de gerar, manter e alterar suas condições ambientais.
Criação 
A Teoria de Gaia foi criada pelo cientista e ambientalista inglês James Ephraim Lovelock, no ano de 1969. Contou com os estudos da bióloga norte-americana Lynn Margulis. O nome da teoria é uma homenagem a deusa Gaia, divindade que representava a Terra na mitologia grega.
 A aceitação da teoria ontem e hoje
Quando foi lançada, esta teoria não conseguiu agradar a comunidade de cientistas tradicionais. Foi, primeiramente, aceita por ambientalistas e defensores da ecologia. Porém, atualmente, com o problema do aquecimento global, esta teoria está sendo revista e muitos cientistas tradicionais já aceitam algumas idéias da Teoria de Gaia.
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domingo, 6 de janeiro de 2013



La sombra de Jung en las organizaciones



Carl Gustav JungUna de las ideas más interesantes de Carl Gustav Jung fue el concepto de “La Sombra“. Jung denominó como el arquetipo de “La Sombra” a todos los aspectos ocultos o inconscientes del individuo, tanto positivos como negativos, que éste concientemente ha reprimido o nunca ha reconocido para sí. Decía, que “la sombra representa cualidades y atributos desconocidos o poco conocidos del ego tanto individuales (incluso conscientes) como colectivos. Cuando queremos ver nuestra propia sombra nos damos cuenta (muchas veces con vergüenza) de cualidades e impulsos que negamos en nosotros mismos, pero que podemos ver claramente en otras personas.
En su mayor parte, la sombra se compone de deseos reprimidos e impulsos incivilizados que hemos excluido de nuestra auto imagen, es decir de cómo nos vemos a nosotros mismos. Estas motivaciones son percibidas como moralmente inferiores para el “ideal” de lo que creemos que somos, por lo que también depositamos en la sombra fantasías y resentimientos. De esta manera, la sombra abarca en general todas aquellas cosas de las cuales uno no se siente para nada orgulloso. Es algo así como la cochambre que barremos debajo de nuestra alfombra conciente. Estas características no reconocidas en uno, a menudo se perciben en los demás a través del mecanismo de proyección, el cual consiste en observar las propias tendencias inconscientes en otras personas. Debido a la dificultad de reconocer y aceptar nuestra propia sombra, este mecanismo de proyección es una de las formas más recurrentes y negativas de no trabajar los propios defectos y adjudicar éstos sólo a los demás.
Sombra
El ser humano proyecta, en un mal anónimo que existe en el mundo exterior, todas las manifestaciones que salen de su sombra, porque tiene miedo de encontrar en sí mismo la verdadera fuente de toda desgracia. Todo lo que el ser humano rechaza pasa a su sombra que es la suma de todo lo que él no quiere, pero debe ocuparse en forma muy especial de estos aspectos, pues al rechazar en su interior un principio determinado, cada vez que lo encuentre en el mundo exterior desencadenará en él una reacción de repudio. Sumado a esto, la sombra está expuesta a contagios colectivos, debido a que el individuo es seducido por el anonimato del grupo y se deja llevar por la masa desenfrenada, en esta masa anónima, la personalidad puede expresar lo reprimido o sus aspectos no reconocidos bajo el amparo y aprobación del grupo.
El emprender este difícil camino de enfrentar, reconocer, integrar y trabajar con nuestra sombra es necesario para el conocimiento y realización total de uno mismo, proceso al que Jung denominó el proceso de individuación. La confrontación de la conciencia con su sombra es una necesidad terapéutica y, en realidad, el primer requisito para cualquier método psicológico completo. Vale la pena pasar por este proceso de llagar a un acuerdo con “El Otro” que hay en nosotros, porque así logramos conocer aspectos de nuestra naturaleza que no aceptaríamos, que nadie nos mostrará, y que nosotros mismos jamás admitiríamos.
Enfrentarse a la sombra contempla trabajar e integrar ambos lados: aquellas cualidades y actividades de las cuales uno no se enorgullece, y nuevas posibilidades que uno nunca supo que estaban ahí. Cuando aprendemos a reconocer nuestra sombra y a vivirla un poco más, nos volvemos más accesibles, naturales, y humanos, nos integra al grupo y dejamos de estar sobre él, para ser humanos entre humanos en una relación natural.
El sistema de JungAhora bien, qué tiene que ver todo esto con las organizaciones. Creo que mucho. No tengo idea si alguien ya formuló una extrapolación del principio de la sombra a la creación del imaginario consciente y el propio funcionamiento de las organizaciones, aunque estoy seguro que sí. No obstante, me tomaré la libertad de hacer una interpretación libre sobre la cuestión:
Todas las organizaciones reflejan y desarrollan su accionar, a través del diseño de ciertas referencias direccionales, usualmente definidas por la misión corporativa y la visión que éstas imaginan del futuro, lo cual se concretiza en la ejecución de objetivos y metas mediante las acciones corporativas. Es a partir de esas referencias direccionales, donde quedan plasmadas y sintetizadas las expectativas, motivaciones e intencionalidades que suponen dar razón de existencia a la propia organización y desde donde se construye concientemente el ethos corporativo, es decir lo que podríamos definir como la conciencia de la organización. Pero ¿qué sucede cuando el propio accionar de la organización comienza a alejarse de ésas referencias, al punto en que las acciones que ésta ejecuta reflejan lo opuesto que prescriben sus referencias? Es allí donde aparece el arquetipo de la Sombra.
Por ejemplo, bien podría suceder que una organización asumiera como parte de su propia visión la defensa de la equidad y la igualdad en relación con su mundo circundante y, sin embargo, en su interior se geste una cierta cultura de la arbitrariedad que refuerce y hasta promueva acciones injustas hacia quienes desempeñan, en ella, una actividad. Entonces, la organización, si bien tiene incorporado concientemente en su ethos una visión por demás loable acerca de cómo ésta se planta frente al mundo, termina operando (internamente) según patrones (digo yo, pseudo inconscientes) basados en un accionar injusto. En este caso, creo yo que la organización estaría actuando al amparo de su Sombra, la cual no desea ver ni asumir para sí.
Una organización es un agente o actor que obra por la acción coordinada de otros agentes que la operan y se proyecta al mundo mediante esas acciones. Teniendo los actores que la operan sus propios complejos conciente-inconciente y sus propias Sombras, no resulta descabellado imaginar que dichas sombras pudieran proyectarse sobre las acciones de la organización, dando lugar a una suerte de Sombra Colectiva que yace en el inconciente de la organización no declarado en su propio ethos corporativo. Entonces, como los individuos, también las organizaciones son hijos y padres de sus propias acciones (unas veces concientes y otras no tanto) y por eso son factibles de ser analizadas en términos del arquetipo de la Sombra.
Sería bueno que alguien con más conocimientos sobre la materia aclare si este argumento tiene algun asidero.
A modo de regalo, les dejo con una excelente reseña de la vida y las principales ideas de la psicología analítica de Carl Gustav Jung.


Correta Visão da Vida

Quando a criatura se resolve por diluir o véu da ignorância, que encobre a realidade da vida espiritual, começa a libertar-se da mais grave cegueira, que é a propiciada pela vontade.
Cegos não são apenas aqueles que deixaram de enxergar; senão todos quantos se recusam a ver, sendo piores os que fogem das evidências a fim de permanecerem na escuridão.
A vida, por sua própria gênese, é de origem metafísica, possuindo as raízes poderosamente fincadas no mundo transcendental, que é o causal. Expressando-se na condensação da energia, que se apresenta em forma objetiva, não perde o seu caráter espiritual; elo contrário, vitaliza-se por seu intermédio.
Quando a consciência acorda e as interrogações surgem, aguardando respostas, as contingências do prazer fugaz e sem sentido cedem lugar a necessidades legítimas, que são as responsáveis pela estruturação do ser profundo, portanto, imortal.
Simultaneamente, os valores éticos se alteram, surgindo novos conceitos e aspirações em favor dos bens duradouros, que são indestrutíveis, e passíveis de incessantes transformações para melhor, na criatura.
Desperta-se-lhe então a responsabilidade, e a visão otimista do progresso assenhoreia-se de sua mente, estimulando-a a crescer sem cessar. A sensibilidade se lhe aprimora e seu campo de emoções alarga-se, enriquecendo-se de sentimentos nobres, que superam as antigas manifestações inferiores, tais o azedume, a raiva, o ressentimento, a amargura, a insatisfação...
Porque suas metas são mediatas, a confiança aumenta em torno da Divindade e as realizações fazem-se primorosas, conquistando sabedoria e amor, de que se exorna a fim de sentir-se feliz.
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Quando a criatura se encontra com a realidade espiritual, toda uma revolução se lhe opera no mundo interior.
Dulcifica-se o seu modo de ser e torna-se afável.
Tranqüiliza-se ante quaisquer acontecimentos, mesmo os mais desgastantes, porque sabe das causalidades que elucidam todos os efeitos.
Nunca desanima, porque suas realizações não aguardam apoio ou recompensas imediatas.
Identifica no serviço do bem os instrumentos para conseguir a perfeita afinidade com o amor, e doa-se.
Na meditação em torno dos desafios existenciais ilumina-se, crescendo interiormente, sem perigo de retrocesso ou parada.
Descobre no século os motivos próprios para a evolução e enfrenta-os com alegria, dando-se conta que viver, no mundo, é aprender sempre, utilizando com propriedade cada minuto e acontecimento do cotidiano.
Usa as bênçãos da vida, porém, não abusa, de cada experiência retirando lições que incorpora às aquisições permanentes.
Acalma as ansiedades do sentimento, por compreender que tudo tem seu momento próprio para acontecer; e somente sucede aquilo que se encontra incurso no processo da evolução.
Aprende a silenciar, eliminando palavras excessivas na conversação, e, logrando equilíbrio mental, produz o silêncio mais importante.
Solidário em todas as circunstâncias, não se precipita, nem recua.
Conquista a paz e torna-se irmão de todos.
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Quando a criatura compreende que se encontra na Terra em trânsito, realizando um programa que se estenderá além do corpo, na vida espiritual, realiza o auto-encontro, e, mesmo quando experimenta o fenômeno da morte, defronta a vida sem sofrer qualquer perturbação ou surpresa, mergulhando na Amorosa Consciência Cósmica.
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Certamente, pensando em tal realidade, propôs Jesus. - Busca primeiro o Reino de Deus e Sua justiça, e tudo mais te será acrescentado.
Despertar para a vida é imperativo de urgência, que não podes desconsiderar.
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 Momentos EnriquecedoresDivaldo Pereira Franco, Espírito Joanna de Ângelis.