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Este é um espaço reservado para que possamos refletir um pouco sobre a espiritualidade. Estudem, comentem e estejam à vontade!
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quinta-feira, 7 de novembro de 2013
A Igreja Católica Libera e a Maçonaria
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Igreja Católica Liberal e a Maçonaria
Igreja Católica Liberal e a Maçonaria
http://youtu.be/nKB3LeNdVLQ
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terça-feira, 22 de outubro de 2013
O
JULGAMENTO NO AMENTI
Naquela tarde, havia caído uma pequena chuva e no campo
molhado a neblina ganhava seu espaço.
Karito, havia saído para verificar as suas armadilhas para pegar
pássaros. As margens do rio Nilo havia uma enorme variedade de pássaros. Ele mal havia adentrado no bosque, quando
notou algo diferente naquela manhã. Em uma clareira, havia como uma redoma onde
a neblina era mais intensa, mas podia notar que havia movimentos lá dentro. Ele se acercou mais da redoma e
pode ver que lá dentro se processava um ritual. Havia uma espécie de esquife,
onde estava deitado um homem. Ao redor desse esquife, havia uma figura
inconfundível, conhecida de todos os egípcios, era o Deus Anúbis com a sua
cabeça de chacal. Ele circundava com um incensário, espargindo uma densa fumaça pelo ambiente. Anúbis circundou o esquife por três vezes,
parando no ocidente, aos pés do esquife. Um corpo de homem ocupava o esquife.
Alguns momentos após as voltas de Anúbis, o Deus Ba entrou
voando no recinto, sobrevoando o morto em seu esquife. Ele sobrevoada do
ocidente para o oriente, repetindo o nome do morto: Amsu! Por três vezes ele sobrevoou o morto e por
três vezes repetiu o seu nome. Na
terceira vez, o morto abriu os olhos. Ba seguiu voando e desapareceu no oriente.
Anúbis retomava as suas funções junto ao corpo de Amsu.
Anúbis começou a
proferir uma oração:
Saudamos a vós, Atum!
Saudamos a vós, aquele que torna a si
mesmo!
Vós sois em vosso nome o altíssimo!
Vós tornais em vosso nome Khepri, aquele que se torna si mesmo!.
Vós sois em vosso nome o altíssimo!
Vós tornais em vosso nome Khepri, aquele que se torna si mesmo!.
Antes mesmo de Anúbis concluir a
oração, o Deus Atum se materializou do lado direito do esquife. Atum corria a
sua mão espalmada sobre o corpo de Amsu, da cabeça aos pés. Dos dedos da sua
mão saíam faíscas brancas, diáfanas, que penetravam pelo corpo de Amsu. Este
processo parecia revigorar o corpo fazendo-o ganhar as cores da vida. Era
possível perceber que aquele corpo estava vivo agora, mas ele permanecia
impassível, estático. De repente seus olhos reviraram nas óbitas e ganhava o
brilho dos vivos. Era um olhar assustado, temeroso. O olhar de quem não sabia
onde estava e nem o que fazia naquele local. No entanto, a presença daqueles
seres por demais conhecidos. Seres que ele sempre via mostrado em encenações
religiosas e em estátuas. Agora estavam ali, em sua presença, isso só podia ter
um significado: ele estava morto e agora tinha início o seu julgamento.
Karito,
estava surpreendido com tudo aquilo, se ele assistia uma cerimônia
daquela era de se esperar que também estivesse morto. Se ele estava vivo, como
podia presenciar fatos que se estavam além do véu de Ísis?
Ele não sabia, mas em certas
circunstâncias algumas pessoas podiam passar por tais experiências. Todos os
seres encarnados contam uma proteção, uma espécie de válvula que veda o acesso
de entidades do mundo espiritual à nossa dimensão e também veda o acesso desta
pessoa ao outro mundo dimensional. Isso as protege contra a influência de
entidades do baixo astral, malévolas e vingativas. Esta proteção é chamada
entre os hindus de Tela Búdica. Em
certas ocasiões, esta tela perde o seu efeito protetor, o que também ocorre com
as pessoas que têm a mediunidade aflorada. A mediunidade é uma provação
cármica. O médium, diferentemente das outras pessoas, tem que se manter em
constante vigilância em função desta sua natureza. Por alguma razão inexplicável, a Tela Búdica
de Karito havia sofrido alguma transformação, e isto lhe dava acesso ao que se
passava em outra dimensão.
Amsu não fora um homem temente aos
Deuses, quando em vida. Era muito rico e poderoso e sua fortuna foi quase toda
roubada dos mais fracos. Abusava sistematicamente do seu poder e afrontava a
todos, em especial, àqueles menos afortunados. Sobre ele pairava suspeitas de
crimes de toda espécie. Portanto, o julgamento que ali estava se processando
não lhe iria trazer nenhum benefício. Pelo contrário, ele seria penalizado e
condenado eternamente aos tormentos do Aahla. Aquele local onde processava o seu
julgamento era o Amenti, tão conhecido
dos Egipcios. A parte seguinte iria envolver a presença de Osíris que
presidiria o julgamento e daria a sentença final. Ele ainda não tinha entrado
no Templo.
Anúbis começou a invocação de Osíris:
“Eu te saúdo, Osíris, filho primogênito
de Seb;
tu, o maior dos seis Deuses nascidos da
Deusa Nu, a água primordial;
tu, o grande favorito do teu pai Ra;
Pai dos pais, Rei da Duração, Senhor da
eternidade...
Que, tão logo aqueles que saíram do
Seio da tua Mãe,
Reunistes todas as coroas e cingistes o
Uraeus, a serpente,
Em tua cabeça;
Deus multiforme, cujo nome é
desconhecido, e que tem muitos
Nomes nas cidades e nas províncias.”
A figura imponente do senhor dos
Deuses, tomava forma no recinto e a sua divindade exuberante, assustou Karito.
Este não conseguiu conter uma exclamação pela deslumbrante figura de Osíris.
Este pequeno percalço foi o suficiente para fazer com que toda aquela
fantástica assembleia se desvanecesse. Todo o cenário desapareceu, assim que os
Deuses envolvidos naquele solene ritual, tomaram conhecimento de que estavam
sendo espionados. A presença de um mortal assistindo ao ritual de julgamento de
uma alma, jamais tinha acontecido em toda a história da humanidade. Karito
também saiu em desabalada corrida até a sua casa. Não adiantava contar para
ninguém o que vira, ninguém iria lhe dar crédito.
Essa situação incomum trazia sérias
consequências para o mundo dos vivos. O Deus Atum reimpregnara em Amsu o seu
atmã. Desta forma, Amsu estava morto e também vivo. O Cerimonial incompleto,
fez com que os Deuses não concluíssem a sua tarefa, Amsu agora era um
morto-vivo. Destarte, Amsu tinha agora o dom da invisibilidade, embora pudesse
se materializar perante os vivos. Invisível, perdia quase totalmente a sua
densidade, isso fazia com quê pudesse saltar as maiores alturas e descer
flutuando até o solo. Ele virtualmente podia voar e se transportar de um lugar
ao outro em extrema velocidade. Mas, o seu lado vivo precisava se alimentar
para continuar existindo e esse alimento não era o nosso comum. Amsu precisava
se alimentar da energia vital dos seres humanos para que continuar a sua
estranha existência. Mas Karito nada sabia de tudo isso. Para ele tudo acabara
ali, como o despertar de um sonho.
Aamâncio
(Beau Geste)
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Revista Espírita
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
HADES E ARETUSA
Após as inúmeras dificuldades que
acarretaram o acerto com Zeus e Deméter sobre o rapto de Perséfone, Hades agora
pretendia se vingar de quem lhe
atraiçoara delatando o fato a Deméter.
Ele procurou Hermes e com ele fez um pacto onde o deus protetor dos
ladrões lhe informava quem era o autor da façanha e o Deus dos infernos se
comprometia a atende-lo em qualquer necessidade futura.
Hermes relutou um pouco em
entregar o nome de quem atiçara a ira do
Deus dos Infernos, mas sabia também que Hades
não era um deus que alguém devia ter por inimigo. Tampouco poderia dizer que não sabia porque
o seu don de tomar conhecimento instantâneo
de tudo que envolvia os interesses dos deuses,
era por demais conhecido.
Hermes nutria uma incontida
paixão por aquela que delatara Hades,
mas nada podia fazer para defendê-la naquele momento. Então, ele resolutamente
confessou o nome da formosa ninfa Aretusa, amiga predileta de Deméter, como autora do indigitado gesto. O tenebroso
rosto do senhor do inferno se tornou ainda mais horrendo com o ódio estampado e
os gigantescos olhos injetados; a
tempestade era iminente e prometia ser violenta.
Hermes se projetou pelo mundo
afora em busca da sua amada que, por sua causa, estava em sério perigo.
Localizou-a nas proximidades dos Montes Cárpatos no momento em que a bela ninfa
era arrebatada pelo lúgubre Caronte que, a mando do seu chefe, também estava no
encalço da ninfa. Hermes partiu em cima de Caronte mas este usando o dom da invisibilidade
escapou do seu perseguidor.
Não restou outro meio ao deus
mais rápido do Olimpo do que procurar Deméter e pedir a sua ajuda. A deusa se
mostrou assaz preocupada com a sorte da sua amiga, mas também não estava menos
feroz quando soube da conduta de Hermes. Debalde Hermes procurava convencê-la
da inutilidade da sua recusa e o acréscimo na ira de Hades com a sua negativa. Após
contar a Deméter sobre o amor que nutria
pela linda ninfa, Deméter se
prontificou em ajuda-lo a resgatar a sua amiga, uma vez que ela também tinha
culpa na sua desdita, foi para ajudá-la a localizar sua filha que a ninfa
atraiu a fúria do deus infernal.
A noite se aproximava e não era
bom qualquer tratativa com Hades em
horas noturnas. Sendo ele um deus das sombras, estas lhe redobravam as forças e
aguçava seus poderes. Combinaram se encontrar na manhã seguinte no monte
Citerão, onde se localizava a caverna das ninfas. No dia seguinte, estando
Hermes e Deméter na entrada da caverna, arquitetaram o plano para atrair Hades.
Deméter, tomando a forma da sua filha se
transportou para a entrada que dava
acesso ao rio Aqueronte. Hades, alertado por Caronte, vê a sua amada fugindo dos
seu domínios. Desesperado ele parte em seu encalço, mas Perséfone (Deméter), foge para a caverna
Mellissani. Adentrando na caverna, Hades se depara com a sua amada que lhe
propõe retornar ao seu reino somente após ele conceder liberdade a ninfa
Aretusa, amiga da sua mãe.
O deus reluta nessa concessão,
alegando que a sua permanência no seu reino já estava decidida por acordo dele
com a sua mãe e Zeus. Deméter relutava
para não demonstrar a sua ira contra o raptor da sua filha. Procurava
sensibilizar Hades, tendo por aliado o amor que ele tinha por Perséfone. Mas, Hades
era um deus vingativo e não admitia que uma divindade secundária, uma ninfa, pudesse provocar
impunemente a sua cólera. Nesse ínterim, Hades soltou a sua terrível
gargalhada. Caronte, usando dos seus poderes telepáticos, lhe alertava que
Perséfone estava no seu reino e aquela com quem ele tratava era sua mãe,
Deméter. Descoberta, Deméter não se fêz de rogada, reafirmando ao deus a sua
intenção de libertar a sua amiga. Aberto o confronto, Hades eriça ainda mais na
sua resistência. Nesse momento, Hermes
adentra na caverna da ninfas. Sem compreender a razão da sua presença, Hades
procura seu apoio. No entanto, Hermes confessa seu amor pela ninfa Aretusa e
pede a sua libertação. Hades dá um riso zombeteiro, sem pretender levar a sério
a paixão de Hermes. Mas este lhe lembra da sua dívida, e a cobra mediante a
libertação de Aretusa. Hades não tem como se furtar, já que havia se
comprometido com Hermes.
Diante da pressão de Deméter e o
seu compromisso com Hermes, Hades procura uma saída honrosa e, fazendo-se de
magnânimo, concorda em libertar a
prisioneira. Todavia, ele impõe
uma condição, ela será transformada numa fonte onde não poderá mais fazer uso
da sua perigosa língua. Malgrado, não poder mais vê-la na sua forma feminina,
Hermes entende que é melhor do que vê-la para sempre no reino das sombras.
Concluído o acordo, Aretusa se ver transformar numa linda fonte jorrando águas cristalinas,
cercada de flores e de lindos pássaros.
Nas tardes, Hermes vinha com a
sua lira tocar para a sua amada que, embevecida, vinha lavar os pés do seu amado
rumorejando o seu amor e a ternura de sua alma apaixonada.
Beau Geste
sábado, 31 de agosto de 2013
http://www.morasha.com.br/edicoes/ed40/etiopia.asp
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