domingo, 30 de setembro de 2007

TERAPÊUTICA ESPÍRITA-Joana de Ângelis/QUANDO O HOMEM SILENCIAR - Ramatís



TERAPÊUTICA ESPÍRITA



Pára, no turbilhão que te desequilibra, e medita.

Meditação é combustível precioso que mantém o vigor moral.

Emerge das areias movediças e sedutoras das atrações fáceis e medita nas
responsabilidades morais que enfeixas nas mãos.

Meditação é dínamo poderoso que movimenta a máquina da ação.

Estaciona, no caminho de inquietudes por onde seguem os teus pés, e faze um
exame dos teus atos, demorando-te um pouco em meditação.

Meditação é terapia que oferece paz.

Esquece sombras e pesadelos e, antes de reiniciares as tarefas que acalentas,
deixa-te ficar algum tempo em meditação.

Meditação é amiga fiel que corrige com bondade e esclarece com humildade.

Se desejas, realmente, um método eficiente para ser mantido o alto
índice de produtividade, evitando insucessos continuados ou erros
constantes, elege a meditação como hábito salutar em tua vida.

O cristão, e em particular o espírita, tem necessidade de meditar como de
orar, porquanto se a vigilância decorre da meditação, esta é conseqüência dela.


Acreditas-te em soledade e por isso sofres. Medita e verificarás outros
corações mais solitários ao teu lado.
Levanta-te, visita-os e apresenta-lhes a Mensagem Espírita.

Consideras-te enfermo e alquebrado, caminhando sem arrimo. Medita e
encontrarás, próximos de ti, sofredores mais atormentados,
contemplando em ti a felicidade que dizes não possuir. Dirige-te a eles
e oferece a fraternidade que podes haurir nas Lições Espíritas.

Aceitas como fato consumado a tua falta de sorte, no que diz respeito
às atividades comuns a todos os homens.
Medita e enxergarás corações vencidos, que te invejam o sorriso e a fortuna
que afirmas não ter. Alonga até eles a compreensão espírita.

Descobrirás, se meditares, que a Terra é um imenso hospital de almas mais
sofredoras do que a tua e que, com os recursos de terapêutica espírita,
poderás operar valiosas contribuições em favor delas, constatando a exatidão
da máxima evangélica: "Mais se dará àquele que mais der", porque, ao
ajudares, sentir-te-ás também ajudado.


Faze pequeno curso de Espiritismo em casa para ti próprio, estudando a
Codificação; aplica passes; oferece água magnetizada; concede palavras de
alento; freqüenta serviços de desobsessão; desperta para a vida
espírita dentro de ti mesmo e, meditando para agir com acerto, desfrutarás a
felicidade perfeita que ambicionas, porque meditar no bem é começar a fruir
o bem desde agora mesmo.


[Joanna de Ângelis]
[Divaldo Franco]
[Dimensões de Verdade]
[Editora LEAL]


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Quando o homem silenciar...



Os humildes, os que amam, os que temem serão coroados em seus apelos; pedem com o coração.



As dificuldades do momento atual, tanto do entendimento entre os povos, como do entrosamento entre irmãos, têm sido uma das causas mais graves deste período em que o homem está atravessando planos mais sutis, pois ele quer ver e todos estes fatos lhe perturbam a visão.

Estando em tamanha convulsão, o meio ambiente atua diretamente sobre o organismo humano e em todos os animais; todos estão sofrendo influências no plano sutil de seus componentes orgânicos.

- As atitudes dos homens têm a ver com circunstâncias ocasionais?

Sim, tudo em que o homem se lança projeta seu raciocínio, entra em jogo seu metabolismo físico; e quem sofrerá perturbações se não seu corpo físico, que atuando no campo sutil, passa-lhe seus miasmas e, portanto, desequilibra sua harmonia?

- Por que existe este intercâmbio?

Simples de entendimento; o homem, sentindo-se perturbado em seus sentimentos, desequilibra-se momentaneamente e passa o choque a seus demais corpos. A sintonia seria perfeita se o homem se mantivesse em equilíbrio emocional.

- Como reflete, ou melhor, se dá essa ressonância?

Se algum choque vibra uma barra de ferro, ela vai vibrando até a outra extremidade, vai subindo de intensidade. Assim também o homem sente um choque emocional, desequilibra-se e essa ressonância se propaga, e ele não se sentirá bem, é claro, faltará seu ponto de apoio da harmonia e, sem esta, nada poderá atingir,

- O estado emocional é assim tão primordial?

O estado emocional físico é a base de todo o sistema. Quando o homem diz que seus nervos estão em frangalhos, ele pressente que está à beira de um estado emocional descontrolado, e daí passa influência desequilibrada para todo seu sentir; seu estado emocional é perturbado. Vemos muitos humanos dentro de casas de sofrimento, simplesmente por estarem desequilibrados fisicamente.

- Como poderá isso ser evitado?

No momento presente é difícil, pois o homem atravessa uma fase de grande tensão, de estresse, e preocupações inúteis, mas que são de sua manutenção terrena; tem compromissos inadiáveis com sua família, está na rua entre barulho ensurdecedor, buzinas e freios, palavras e atos. Esse homem é vulnerável e não tem mais sua oportunidade de silêncio, não pode estar só, pois o que o perturba são sons que ressoam em seus ouvidos e vão deslocando seu equilíbrio.

- O homem atual é, então, produto do movimento?

Sim, o homem que, já por si, não tem seu intento claro, segue às escuras em seu viver diário, convive com a morte dos sentidos a toda hora, está sofrendo e perdendo a grande oportunidade de viver, pois não lhe deixam estar só, perturbam-lhe a razão, e o mais triste deste ato é que é próprio homem seu algoz.

- Mas haverá esperança?

Sempre há esperança, e quando os sons se apagarem, quando o homem silenciar, ele encontrará, com certeza, seu caminho de volta, e cremos que não será tarde, pois sempre encontrará a grande saída na LUZ, na PAZ, no AMOR.

*É PRECISO CUIDAR PARA QUE SEU RUÍDO NÃO PERTURBE O SILÊNCIO DE SEU IRMÃO. VIVA E DEIXE QUE ELE TAMBÉM VIVA!

Ramatis

Psicografia: Maria Margarida Liguori

Livro: O HOMEM E O PLANETA TERRA

JUSTIÇA





O quadro era muito triste. Olhamos aquela mulher outra vez. E a mente rapidamente calculou os meses intermináveis que a detém ao leito de dores.

Contemplando-lhe o corpo minado pela enfermidade, o cansaço estampado na face, a memória que a trai a cada instante, com imensos lapsos de esquecimento do passado distante, quanto do ontem ainda presente, confrangeu-nos o coração.

Imaginamos a sua vida de trabalho e operosidade. Mulher dinâmica, valorosa, criou cinco filhos quase a sós. A profissão do esposo o mantinha semanas a fio longe do lar.

Sempre foi ela quem decidiu, opinou, escolheu. Disciplina lhe foi nota constante. Valor que passou aos cinco filhos. Disciplina de horários, na palavra, na conduta.

Dinâmica e corajosa enfrentou enfermidades dos filhos, dificuldades financeiras imensuráveis.

Os anos se somaram. Os filhos cresceram. Casaram e constituíram a própria família.

Vieram os netos e a soma de trabalhos não cessou, pois que agora os pequeninos lhe eram deixados à guarda, por horas, sim, desde que as forças já não eram as mesmas da juventude ativa e sadia.

E então, quando o inverno dos anos lhe cobriu de neve os cabelos, intensificaram-se as dores.

Morreram-lhe em curto espaço de anos, o esposo e três filhos, em circunstâncias abruptas e trágicas.

Feneceram-lhe as forças e o coração ferido se deixou desfalecer.

Acresceram-se as inquietudes e a doença se instalou, vigorosa.

Olhando-a agora, sobre a cama, semi-desfalecida, recordamos os esforços que fez para a preservação da vida dos filhos, pela sua educação.

Lembrando os anos de atividade e labuta, perguntamo-nos o porquê de tanto sofrimento.

As pessoas dizem que é o ciclo natural da vida. Nascer, crescer, enfermar, morrer.

Mas a pergunta não cala em nós. Desejamos resposta mais convincente.

Afinal, dói-nos na alma observar a debilidade e a dependência da mulher-mãe, esposa, avó.

Enquanto oramos por ela, soam-nos aos ouvidos as exortações do Evangelho de Jesus: “A cada um segundo as suas obras.”

É como se pudéssemos, no recesso do espírito, escutar a voz do cantor Galileu, em plena natureza.

Tornamos a olhar para o corpo da enferma e agradecemos a divindade. Podemos agora entender a sua serenidade na dor.

Ela sabe que é a justiça de Deus que a alcança, permitindo-lhe o resgate de faltas cometidas em dias passados, de existências anteriores.

Por isso ela sorri, ora, e espera. Aguarda os dias do reencontro com os seus amores, afirmando convicta: “Quando Deus quiser, hei de partir. E estou me esforçando para seguir viagem vitoriosa.”

* * *

Você sabia que ninguém sofre de forma injusta?

Se assim não fosse, não poderíamos conceber que Deus, nosso Pai, fosse infinitamente justo e bom, pois puniria a bel prazer uns e outros, concedendo felicidade a outros tantos.

Desta forma, cabe-nos cultivar a resignação ante os problemas que nos atingem e não podem ter seu curso alterado, por nossa vontade.

Contudo, é sempre bom lembrar que cada um de nós, sobre a Terra, pode se tornar instrumento da divindade, para aliviar a carga do seu irmão, socorrendo-o.

Eis porque a fraternidade é um dever de todos.

MHM 08/12/1997

Equipe de Redação do Momento Espírita

www.momento.com.br

A IMITAÇÃO DE CRISTO - CAP.25


CAPÍTULO 25

Da diligente emenda de toda a nossa vida

1. Sê vigilante e diligente no serviço de Deus, e pergunta-te a miúdo: a que vieste, para que deixaste o mundo? Não será para viver por Deus e tornar-te homem espiritual? Trilha, pois, com fervor o caminho da perfeição, porque em breve receberás o prêmio dos teus trabalhos; nem te afligirão, daí por diante, temores nem dores. Agora, terás algum trabalho; mas depois acharás grande repouso e perpétua alegria. Se tu permaneceres fiel e diligente no seu serviço, Deus, sem dúvida, será fiel e generoso no prêmio. Conserva a firme esperança de alcançar a palma; não cries, porém
2. segurança, para não caíres em tibieza ou presunção.
1. Certo homem que vacilava muitas vezes, ansioso, entre o temor e a esperança, estando um dia acabrunhado pela tristeza, entrou numa igreja, e diante dum altar, prostrado em oração, dizia consigo mesmo: Oh! se eu soubesse que havia de perseverar! E logo ouviu em si a divina respostas: Se tal soubesses, que farias? Faze já o que então fizeras, e estarás bem seguro. Consolado imediatamente, e confortado, abandonou-se à divina vontade, e cessou a ansiosa perplexidade. Desistiu da curiosa indagação acerca do seu futuro aplicando-se antes em conhecer qual fosse a vontade e

o perfeito agrado de Deus para começar e acabar qualquer boa obra.

1. Espera no Senhor e faze boas obras, diz o profeta, habita na terra e serás apascentado com suas riquezas (Sl 36,3). Há uma coisa que esfria em muitos o fervor do progresso e zelo da emenda: o horror da dificuldade ou o trabalho da peleja. Certo é que, mais que os outros, aproveitam nas virtudes aqueles que com maior empenho se esmeram em vencer a si mesmos naquilo que lhes é mais penoso e contrariam mais suas inclinações. Porque tanto mais aproveita o homem, e mais copiosa graça merece, quanto mais se vence a si mesmo e se mortifica no espírito.
2. Não custa igualmente a todos se vencer e mortificar-se. Todavia, o homem diligente e porfioso fará mais progressos, ainda que seja combatido por muitas paixões, que outro de melhor índole, porém menos fervoroso em adquirir as virtudes. Dois meios, principalmente, ajudam muito a nossa emenda, e vêm a ser: apartar-se valorosamente das coisas às quais viciosamente se inclina a natureza, e porfiar em adquirir a virtude de que mais se há mister. Aplica-te também a evitar e vencer o que mais te desagrada nos outros.
3. Procura tirar proveito de tudo: se vês ou ouves relatar bons exemplos, anima-te logo a imitá-los; mas, se reparares em alguma coisa repreensível, guarda-te de fazê-la, e, se em igual falta caíste, procura emendar-te logo dela. Assim como tu observas os outros, também eles te observam a ti. Que alegria e gosto ver irmãos cheios de fervor e piedade, bem acostumados e morigerados! Que tristeza, porém, e aflição, vê-los andar desnorteados e descuidados dos exercícios de sua vocação! Que prejuízo descurar os deveres do estado e aplicar-se ao que Deus não exige!
4. Lembra-te da resolução que tomaste, e põe diante de ti a imagem de Jesus crucificado. Com razão te envergonharás, considerando a vida de Jesus Cristo, pois até agora tão pouco procuraste conformar-te com ela, estando há tanto tempo no caminho de Deus. O religioso que, com solicitude e fervor, se exercita na santíssima vida e paixão do Senhor, achará nela com abundância tudo quanto lhe é útil e necessário, e escusará buscar coisa melhor fora de Jesus. Oh! se entrasse em nosso coração Jesus crucificado, quão depressa e perfeitamente seríamos instruídos!
5. O religioso cheio de fervor tudo suporta de boa vontade e executa o que lhe mandam. O relaxado e tíbio, porém, encontra tribulação sobre tribulação, sofrendo de toda parte angústias: é que ele carece da consolação interior e lhe é vedado buscar a exterior. O religioso que transgride a regra anda exposto a grande ruína. Quem busca a vida cômoda e menos austera, sempre estará em angústias, porque uma ou outra coisa sempre lhe desagrada.
6. Que fazem tantos outros religiosos que guardam a austera disciplina do claustro? Raro saem, vivem retirados, sua comida é parca, seu hábito grosseiro, trabalham muito, falam pouco, vigiam até tarde, levantam-se cedo, rezam muito, lêem com freqüencia e conservam-se em toda a observância. Olha como os cartuxos, os cistercienses, e os monges e monjas das diversas ordens se levantam todas as noites para louvar o Senhor. Vergonha, pois, seria, se tu fosses preguiçoso em obra tão santa, quando tamanha multidão de religiosos entoa a divina salmodia.
7. Oh! se nada mais tivesses que fazer senão louvar a Deus Nosso Senhor de coração e boca! Oh! se nunca precisares comer, nem beber, nem dormir, mas sempre pudesses atender aos louvores de Deus e aos exercícios espirituais! Então serias muito mais ditoso do que agora, sujeito a tantas exigências do corpo! Oxalá não existissem tais necessidades, mas houvesse só aquelas refeições que - ai! - tão raro gozamos!
8. Quando o homem chega ao ponto de não buscar sua consolação em nenhuma criatura, só então começa a gostar perfeitamente de Deus, e anda contente, aconteça o que acontecer. Então não se alegra pela abundância, nem se entristece pela penúria, mas confia inteira e fielmente em Deus, que lhe é tudo em todas as coisas, para quem nada perece nem morre, mas por quem vivem todas as coisas e a cujo aceno, com prontidão, obedecem.
9. Lembra-te sempre do fim, e que o tempo perdido não volta. Sem empenho e diligência, jamais alcançarás as virtudes. Se começares a ser tíbio, logo te inquietarás. Se, porém, procurares afervorar-te, acharás grande paz e sentirás mais leve o trabalho com a graça de Deus e o amor da virtude. O homem fervoroso e diligente está preparado para tudo. Mais penoso é resistir aos vícios e às paixões que afadigar-se em trabalhos corporais. Quem não evita os pequenos

defeitos pouco a pouco cai nos grandes. Alegrar-te-ás sempre à noite, se tiveres empregado bem o dia. Vigia sobre ti, anima-te e admoesta-te e, vivam os outros como vivem, não te descuides de ti mesmo. Tanto mais aproveitarás, quanto maior for a violência que te fizeres. Amém.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

O Culto Cristão no Lar






Povoara-se o firmamento de estrelas, dentro da noite prateada de luar, quando o Senhor, instalado provisoriamente em casa de Pedro, tomou os Sagrados Escritos e, como se quisesse imprimir novo rumo à conversação que se fizera improdutiva e menos edificante, falou com bondade:
- Simão, que faz o pescador quando se dirige para o mercado com os frutos de cada dia?
O apóstolo pensou alguns momentos e respondeu, hesitante:
- Mestre, naturalmente, escolhemos os peixes melhores. Ninguém compra os resíduos da pesca.
Jesus sorriu e perguntou, de novo:
- E o oleiro? que faz para atender à tarefa a que se propõe?
- Certamente, Senhor - redargüiu o pescador, intrigado -, modela o barro, imprimindo-lhe a forma que deseja.
O Amigo Celeste, de olhar compassivo e fulgurante, insistiu:
- E como procede o carpinteiro para alcançar o trabalho que pretende?
O interlocutor, muito simples, informou sem vacilar:
- Lavrará a madeira, usará a enxó e o serrote, o martelo e o formão. De outro modo, não aperfeiçoará a peça bruta.
Calou-se Jesus, por alguns instantes, e aduziu:
- Assim, também, é o lar diante do mundo. O berço doméstico é a primeira escola e o primeiro templo da alma. A casa do homem é a legítima exportadora de caracteres para a vida comum. Se o negociante seleciona a mercadoria, se o marceneiro não consegue fazer um barco sem afeiçoar a madeira aos seus propósitos, como esperar uma comunidade segura e tranqüila sem que o lar se aperfeiçoe? A paz do mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendemos a viver em paz, entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações? Se nos não habituamos a amar o irmão mais próximo, associado à nossa luta de cada dia, como respeitar o Eterno Pai que nos parece distante?
Jesus relanceou o olhar pela sala modesta, fez pequeno intervalo e continuou:
- Pedro, acendamos aqui, em torno de quantos nos procuram a assistência fraterna, uma claridade nova. A mesa de tua casa é o lar de teu pão. Nela, recebes do Senhor o alimento para cada dia. Por que não instalar, ao redor dela, a sementeira da felicidade e da paz na conversação e no pensamento? O Pai, que nos dá o trigo para o celeiro, através do solo, envia-nos a luz através do Céu. Se a claridade é a expansão dos raios que a constituem, a fartura começa no grão. Em razão disso, o Evangelho não foi iniciado sobre a multidão, mas, sim, no singelo domicílio dos pastores e dos animais.
Simão Pedro fitou no Mestre os olhos humildes e lúcidos e, como não encontrasse palavras adequadas para explicar-se, murmurou, tímido:
- Mestre, seja feito como desejas.
Então Jesus, convidando os familiares do apóstolo à palestra edificante e à meditação elevada, desenrolou os escritos da sabedoria e abriu, na Terra, o primeiro culto cristão do lar.

(De “Jesus no Lar”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Neio Lúcio)

Mensagem de Mãe Maria









"Amados Filhos,



Que as bênçãos do amor tragam paz aos vossos corpos, mentes e corações.

Alegria!

É chegado o tempo de expressar a mais pura alegria, aquela que emerge de vosso âmago e que se expande através de vosso coração para se derramar sobre tudo que chega até vós.

Eis que surge a primavera e com ela a renovação, o início de mais um ciclo, de mais uma oportunidade para exercitardes escolhas conscientes que vos ofereçam novas oportunidades de ser feliz.

Olhai, pois a vossa volta para que possais sentir alegria.

Olhai para as flores que desabrocham mostrando em sua exuberância a beleza da vida; olhai para o verde que se renova em suas múltiplas tonalidades, preenchendo vossos olhos e alimentando vossos espíritos com a seiva que cura, cura, cura todos os vossos males.

Deixai que a chuva benfazeja vos banhe, para retirar as últimas camadas de limites que foram por vós criadas, devolvendo a todos a sensação de leveza dos puros de coração que tocam a fímbria da verdade do Pai Criador.

Entregai ao vento vossos pensamentos impuros, deixando que vossas almas finalmente assumam o controle de todos os vossos passos.

Pisai com amor e devoção vosso solo sagrado, resgatando a cada passo a memória eterna que essa terra preserva, para que o resgate da sabedoria possa finalmente ser possível para todos os Filhos da Terra.

Entregai-vos, amados, a força do sol que nutre vossos corpos alimentando a força necessária para que eles continuem sendo o veículo incansável que serve ao Pai servindo as almas neles contida.

Reconhecei, amados, a cada instante sagrado deste novo momento o tempo da alegria onde o amor incondicional emerge puro de cada coração, para mostrar o verdadeiro caminho ainda a percorrer.

Percebei com gratidão que após longo tempo o caminho hoje se vos apresenta com a clareza e nitidez daqueles que já se despojaram dos limites, que já curaram todas as feridas, que já conseguiram resgatar sua criança interior, já reconhecem sua linguagem e já permitem que ela se expresse livre dos grilhões do passado, livre dos condicionamentos, livre da fragmentação que vos tornavam escravos de um passado obscuro que se refletia, sem controle, no vosso presente e limitava vosso futuro.

Hoje vosso presente aí está para ser o palco que revela a alegria daqueles que voltam sua atenção para o coração, sabendo que é nesse lugar sagrado, no santo sacrário onde pulsa e vibra a perfeição do que sois que a realidade do tempo novo se acha gravada como um filme, pronta para ser projetada no mundo da 3ª dimensão.

Aceitai, pois este momento como uma dádiva de vossas almas que brindam vossos esforços na busca da transformação, esforços que exigiram de vós olhar para vossos limites e assumir a responsabilidade de curá-los, curando as feridas abertas pela incompreensão que permeava vossas mentes mantendo ocultos vossa filiação divina e o poder infinito que sempre detivestes como um Filho de Deus.

Hoje sabeis quem sois, hoje sabeis de onde viestes e porque ; sabeis também o imenso trabalho a que vos propusestes para resgatar vosso direito divino de ser feliz.

Segui em frente em vosso trabalho consciente para avançar no caminho, aceitando que, por merecimento, a vida hoje vos mostra – na força da Mãe Natureza - a alegria contida na jornada daqueles que se despojaram do peso da ilusão onde os ingredientes eram sempre a culpa, a dor, a escassez, a doença e a desilusão.

Hoje sabeis que todos estes ingredientes não mais precisam estar presentes em vosso dia a dia, eis que a falsa separação entre vós e Deus que os originou já foi dissolvida pelo intenso trabalho consciente que vos permitiu conseguir unificar pensamentos, sentimentos e ações.

Bem amados, rejubilai-vos, pois na entrada desta primavera, reconhecendo nela o início de um novo tempo, para cada um de vós, tempo onde a esperança de um mundo melhor finalmente deixa de ser uma remota possibilidade, para se mostrar como uma certeza a ser concretizada no agora por todos aqueles que, libertos do passado, enxergam o futuro como um tempo de alegria que se sustenta somente da força do amor incondicional.

Bem amados, que vossas orações continuem sendo o alimento que faz germinar a semente da perfeição contida em cada Filho da Terra, para que a alegria se sobreponha a todas as tristezas que ainda se fazem presente para os que vivem e acreditam no mundo da ilusão.

Bem amados, Eu vos deixo agora derramando sobre todos vós as minhas bênçãos e envolvendo a todos no meu manto de proteção, porque Eu Sou Maria, vossa Mãe."



Sp- 25/09/07 - jmr

Mensagem de Mãe Maria32-2007

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

A desgraça Real







Desgraça é todo acontecimento funesto, desonroso, que aturde e desarticula
os sentimentos, conduzindo a estados paroxísticos, desesperadores.

Não somente aqueles que se apresentam trágicos, mas também inúmeros outros
que dilaceram o ser íntimo, conspirando contra as aspirações do
ideal e do Bem, da fraternidade e da harmonia íntima.

Chegando de surpresa, estiola a alegria, conduzindo ao corredor escuro
da aflição.

Somente pode avaliar o peso de angústias aquele que lhes experimenta
o guante cruel.

Há, no entanto, desgraças e desgraças. As primeiras são as que irrompem
desarticulando a emoção e desestruturando a existência física e
moral da criatura que, não raro, sucumbe ante a sua presença e
aqueloutras, que não são identificadas por se constituírem conseqüências de
atos infelizes, arquitetados por quem ora lhes padece os efeitos danosos.
Essa, sim, são as desgraças reais.

Há ocorrências que são enriquecedoras por um momento, trazendo alegrias e
benesses, para logo depois se converterem em tormentos e sombras,
escassez e loucura. No entanto, quando se é responsável pela infelicidade
alheia, ao trair-se a confiança, ao caluniar-se, a investir-se contra os
valores éticos do próximo, semeando desconforto ou sofrimento, levando-o
ao poste do sacrifício, ou à praça do ridículo, a isso chamaremos desgraça
real, porque o seu autor não fugirá da própria nem da Consciência Cósmica.

Assim considerando, muitos infortúnios de hoje são bênçãos, pelo
que resultarão mais tarde, favorecendo com paz e recuperação o déspota e
infrator de ontem, em processo de recuperação do mal praticado.

Sob outro aspecto, o prazer gerado na insensatez, os ganhos desonestos, as
posições de relevo que se fixam no padecimento de outras vidas, o triunfo
que resulta de circunstâncias más para outrem, os tesouros acumulados sobre a
miséria alheia, os sorrisos da embriaguez dos sentidos, o desperdício
e abuso ante tanta miséria, constituem fatores propiciadores de dolorosos
efeitos, portanto, são desgraças inimagináveis, que um dia ressurgirão
em copioso pranto, em angústias acerbas, em solidão e deformidade de toda ordem,
pela necessidade de expungir-se e reeducar-se no respeito às Leis soberanas
da Vida e aos valores humanos desrespeitados.

O Homem-Jesus não poucas vezes chamou a atenção para essa desgraça, não
considerada, e para a felicidade, por enquanto envolta em problemas, mas
única possibilidade de ser fruída por definitivo.

Todos os que choram, os famintos e os sequiosos de justiça, os padecentes de
perseguições, todos momentaneamente em angústia, logo mais receberão o quinhão
do pão, da paz, da vitória, se souberem sofrer com resignação, após haverem
resgatado os compromissos infelizes a que se entregaram anteriormente, e
geradores da situação atual aflitiva.

Aqueles porém, que sorriem na loucura da posse, que se locupletam sobre os
bens da infâmia e da cobiça, que são aplaudidos pelas massas e anatematizados
pela consciência, oportunamente serão tomados pelas lágrimas, pela falta,
pelo tormento...

São inderrogáveis as Leis da Vida, constituindo ordem e harmonia no
Universo. [...]

[Joanna de Ângelis]
[Divaldo Franco]
[Jesus e o Evangelho – À Luz da Psicologia Profunda]
[Editora LEAL]

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Objurgatórias / VIDA EM FAMÍLIA




Objurgatórias


Explicas a rebeldia atual e a debandada das
trilhas luminosas da fé, porque a decepção
marcou as experiências religiosas em que te
envolveste, povoando-te de aflição e ralando-
te o coração de dor.

Pedias paz e encontraste somente lutas.

Esperavas tranqüilidade e achaste inquietude.

Desejavas saúde e enfrentaste enfermidades.

Aguardavas solicitude do Alto e os Ouvidos
Cerúleos pareciam-te moucos às rogativas.

É natural, justificas, que a revolta se
instalasse no coração.

Formulavas, a respeito do Espiritismo,
conceitos diferentes; e a decepção,
inevitavelmente, foi o amigo que te atendeu.

Todavia, és o único responsável.

Fé é lâmpada que clareia interiormente.
Roteiro, e não transporte; estrada, e não
porto de repouso.

O Espiritismo não equaciona dificuldades,
consoante o engano de observação a que
estás afeiçoado, na Terra.

Para muitos a Misericórdia divina deveria
ser uma escrava às ordens de todas as
paixões.

Todavia, o melhor remédio para determinadas
baciloses é o bacilo-vacina.

Para muitas necessidades o socorro é, ainda,
a necessidade em forma de aguilhão.

Deus nos ajuda, não como desejamos, mas
consoante nossas reais necessidades.

Para certas feridas, o cautério com ferro
em brasa é o melhor método curador...

Por que, então fazer do Nosso Pai ou da fé,
nossos servos, transformando a justiça da Lei
que nos conduz ao resgate, em preferencialismo
para conosco, de maneira negativa e danosa?

Devem receber mais os que mais pedem ou
aqueles que mais trabalham?

Abandona, portanto, objurgatórias e
reclamações injustas, e serve.

Compromisso espiritista é ligação com deveres
maiores.

Os Amigos Espirituais não te atenderão as
comezinhas apelações, solucionando os problemas
que deves resolver; no entanto, dar-te-ão, em
colóquios sem palavras e estímulos sem nome, a
harmonia que é o caminho da paz legítima e da
felicidade real, longe de toda dor, agonia e
morte, no formoso labor que se manifesta na
luta de cada dia.

[Joanna de Ângelis]
[Divaldo Franco]
[Messe de Amor]
[Editora LEAL]

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RECEITA DA PAZ


Ora com mais confiança em Deus.

Trabalha um tanto mais.

Serve com mais alegria.

Age mais caridosamente.

Desculpa as faltas alheias com mais compaixão pelos ofensores.

Usa mais calma, particularmente nas horas difíceis.

Tolera, com mais paciência, as situações desagradáveis.

Coloca mais gentileza no trato pessoal.

Emprega mais serenidade na travessia de qualquer provação.

E, assim, com a bênção de Deus, encontrarás mais segurança e paz nas estradas do tempo, garantindo-te o êxito nos deveres de cada dia, a caminho da Vida Maior.


Emmanuel

Psicografia: Francisco Candido Xavier