sábado, 22 de março de 2008

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domingo, 2 de março de 2008

Não te enganes

Livro: Fonte Viva
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier


"Olhais para as coisas, segundo as aparências? Se alguém confia em si mesmo que é do Cristo, pense outra vez isto consigo que assim como ele é do Cristo, também nós do Cristo somos." - Paulo. (II CORÍNTIOS, 10:7.)

Não te enganes, acerca da nossa necessidade comum no aperfeiçoamento.

Muita vez, superestimando os nossos valores, acreditamo-nos privilegiados na arte da elevação. E, em tais circunstâncias, costumamos esquecer, impensadamente, que outros estão fazendo pelo bem muito mais que nós mesmos.

O vaga-lume acende leves relâmpagos nas trevas e se supõe o príncipe da luz, mas encontra a vela acesa que o ofusca. A vela empavona-se sobre um móvel doméstico e se presume no trono absoluto da claridade, entretanto, lá vem um dia que a lâmpada elétrica brilha no alto, embaciando-lhe a chama. A lâmpada, a seu turno, ensoberbece-se na praça pública, mas o Sol, cada manhã, resplandece no firmamento, clareando toda a Terra e empalidecendo todas as luzes planetárias, grandes e pequenas.

Enquanto perdura a sombra protetora e educativa da carne, quase sempre somos vítimas de nossas ilusões, mas, em voltando o clarão infinito da verdade com a renovação da morte física, verificamos, ao sol da vida espiritual, que a Providência Divina é glorioso amor para a Humanidade inteira.

Não troques a realidade pelas aparências.

Respeitemos cada realização em seu tempo e cada pessoa no lugar que lhe é devido.

Todos somos companheiros de evolução e aperfeiçoamento, guardados ainda entre o bem e o mal. Onde acionaremos a nossa "parte inferior", a sombra dos outros permanecerá em nossa companhia. Da zona a que projetarmos a nossa "boa parte", a luz do próximo virá ao nosso encontro.

Cada alma é sempre uma incógnita para outra alma. Em razão disso, não será lícito erguer as paredes de nossa tranqüilidade sobre os alicerces do sentimento alheio.

Não nos iludamos.

Retifiquemos em nós quanto prejudique a nossa paz íntima e estendamos braços e pensamentos fraternos, em todas as direções, na certeza de que, se somos portadores de virtudes e defeitos, nas ocasiões de juízo receberemos sempre de acordo com as nossas obras. E, compreendendo que a Bondade do Senhor brilha para todas as criaturas, sem distinção de pessoas, recordemos em nosso favor e em favor dos outros as significativas palavras de Paulo: - "Se alguém confia de si mesmo que é do Cristo, pense outra vez isto consigo, porque tanto quanto esse alguém é do Cristo, também nós do Cristo somos."

Balizas e Retaguardas

Livro: Paz
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Em matéria de progresso espiritual, que é preciso estabelecer cúpulas de conhecimento superior para a elevação da vida, todos sabemos.

Assembléias múltiplas, consubstanciando estudos e diretrizes, representam iniciativas para a divulgação dos princípios de paz e luz, cujos serviços abraçamos.

Para isso, criamos processos vários: instituições de apoio iluminativo; casas destinadas a reuniões sistemáticas para informações construtivas; recintos em que se processem diálogos doutrinários e movimentos diversos para a aquisição de reconforto.

Justo reconhecer que semelhantes concessões da Vida Maior devem receber a nossa melhor atenção, a fim de que se estendam, cada vez mais amplas. Compreendemos, aliás, que essas conquistas são balizas de evolução, com áreas de influência sempre mais intensivas.

Promovendo, no entanto, a formação das frentes a que nos referimos, não podemos esquecer as retaguardas constituídas por multidões de irmãos da família humana, que não nos será lícito desprezar.

Os portadores de moléstias ou de mutilações irreversíveis, os reeducandos das penitenciárias, os andarilhos da perturbação e da angústia, os alcoólatras, os toxicômanos, os infelizes que vários grupos sociais relegam ao abandono, os doentes sem suporte financeiro que se amontoam nas abençoadas enfermarias da indigência, que aguardam o auxílio da Providência Divina e a bondade dos homens, são igualmente parte integrante da família comunitária a que nos vinculamos na Terra.

Balizas e retaguardas!. . .

Os companheiros que puderem, reflitam nisso e, tanto quanto possível, unamo-nos na decisão de auxiliar aos irmãos infortunados do caminho de nossas próprias experiências; e, pelo menos, de quando em quando, desçamos dos nossos altos mirantes da inteligência, a fim de estendermos fraternidade a quantos nos partilham a estrada, de perto ou de longe, a carregarem fardos de tribulações e sombras, recordando que eles e nós somos filhos do mesmo Deus.

ORAÇÃO DA FILHA DE DEUS

Meu Deus, deponho aos teus pés
Meu vestido de noivado,
Meus pesares do passado
E as rosas do meu jardim...
Pois, agora, Pai Querido,
Somente vibra em meu peito,
Teu amor Santo e Perfeito
Teu Amor puro e sem fim

Ah! Meu Pai, guarda contigo,
Meu cofre de arminho e ouro,
Onde guardava o tesouro
Que me deste ao coração.
Entrego-te as minhas horas
Meus sonhos e meus castelos
Meus anseios mais singelos
Minhas capas de ilusão!...

Pai dos Céus, guarda a coroa
Das flores de laranjeira
Que eu teci a vida inteira
Como pássaro a cantar!
Oh! Meu Senhor, como é doce
Partir os grilhões do mundo
E esperar-te o amor profundo
Nas bênçãos do eterno Lar.

Em troca, Meu Pai, concede,
Agora que me levanto,
Que a lã do Cardeiro Santo
Me agasalhe o coração!
Que eu calce a sandália pobre
Para a grande caminhada
Que me conduzirá à Morada
Da Paz e da redenção.

(por uma noiva agonizante)
Espírito Emmanuel, pelo médium Chico Xavier, extraída do livro à Luz da Oração (Antologia de Preces Mediúnicas)

LIBERTE A VOCÊ

Lábios envenenados pelo fel da maledicência não conseguem sorrir com
verdadeira alegria.
Ouvidos fechados com a cera da leviandade não escutam as harmonias
intraduzíveis da paz.
Olhos empoeirados pela indiscrição não vêem as paisagens reconfortantes do
mundo.
Braços inertes na ociosidade não conseguem fugir à paralisia.
Mente prisioneira no mal não amealha recursos para reter o bem
Coração incapaz de sentir a fraternidade pura não se ajusta ao ritmo da
esperança e da fé.
Liberte a você de semelhantes flagelos.
Leis indefectíveis de amor e justiça superintendem todos os fenômenos do
Universo e fiscalizam as reações de cada espírito. Assim , pois, no trabalho
da própria renovação, a criatura não pode desprezar nenhuma das suas
manifestações pessoais, sem o que dificilmente marchará para a Vanguarda de
Luz.
André Luiz (Waldo Vieira)

(De "Estude e Viva" - Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira - Emmanuel e
André Luiz)

LIVRAR-SE DO MAL

“O que ama a transgressão regala-se na contenda; o que exalta as suas portas busca a ruína.” Prov. 17:19



-o-o-o-

Quem gosta da contenda, deixa florescer em sua vida espinhos, e cada um deles se multiplicará, se perseverar no mal.

-o-o-o-

Quem coloca pedras nos caminhos alheios vem sempre nelas tropeçar; fazendo a sua porta alta, é o primeiro a cair em ruína, pois sua é a casa.

-o-o-o-

O homem rixoso é seu próprio adversário, não podendo viver em paz, se a cabeça está em guerra.

Aprenda a mansidão, sem que a preguiça de acolha; aprende a tolerância, sem a presença da conivência, que a vida te premiará com a serenidade.

-o-o-o-

Errar é quase natural no consórcio das almas, mas persistir no erro demonstra que não se aprendeu a lição.

-o-o-o-

O mexerico leva a alma ao desespero, e a maldade atrai multidão de maldosos.

-o-o-o-

Vê a tua língua no que falas, examina a tua boca no que dizes, e se ainda não aprendeste a pensar e falar retamente, procura o Cristo, que Ele nunca falha queremos melhorar.

-o-o-o-

Para livrar-nos do mal, devemos fazer o bem, mas nunca o bem que idealizarmos e sim o que Jesus ensinou e viveu.

-o-o-o-

Se és portador de muitas faltas, não esmoreças contigo mesmo; mostra-te corajoso e corrige a ti mesmo, começando agora.

Jesus voltou aos planos resplandecentes, mas não nos deixou órfãos; herdamos o Evangelho, e ainda mais, todo o Seu exemplo de vida, para desconhecermos as contendas e nos livrarmos do pecado.

(De “Gotas de Alegria”, de João Nunes Maia, pelo Espírito Carlos)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

MÁGOA

Joanna de Ângelis


Síndrome alarmante, de desequilibro, a presença da mágoa faculta a fixação de graves enfermidades físicas e psíquicas no organismo de quem a agasalha.

A mágoa pode ser comparada à ferrugem perniciosa que destrói o metal em que se origina.

Normalmente se instala nos redutos do amor-próprio ferido e paulatinamente se desdobra em seguro processo enfermiço, que termina por vitimar o hospedeiro.

De fácil combate, no início, pode ser expulsa mediante a oração singela e nobre, possuindo, todavia, o recurso de, em habitando os tecidos delicados do sentimento, desdobrar-se em modalidades várias, para sorrateiramente apossar-se de todos os departamentos da emotividade, engedrando cânceres morais irreversíveis. Ao seu lado, instala-se, quase sempre, a aversão, que estimulam o ódio, etapa grave do processo destrutivo.

A mágoa, não obstante desgovernar aquele que a vitaliza, emite verdadeiros dardos morbíficos que atingem outras vítimas incautas, aquelas que se fizeram as causadoras conscientes ou não do seu nascimento.

Borra sórdia, entorpece os canais por onde transita a esperança, impedindo-lhe o ministério consolador.

Hábil, disfarça-se, utilizando-se de argumentos bem urdidos para negar-se ao perdão ou fugir ao dever do esquecimento. Muitas distonias orgânicas são o resultado do veneno da mágoa, que, gerando altas cargas tóxicas sobre a maquinaria mental, produz desequilíbrio no mecanismo psíquico com lamentáveis consequências nos aparelhos circulatório, digestivo, nervoso...

O homem é, sem dúvida, o que vitaliza pelo pensamento. Sua idéias, suas aspirações constituem o campo vibratório no qual transita e em cujas fontes se nutre.

Estiolando os ideais e espalhando infundadas suspeitas, a mágoa consegue isolar o ressentido, impossibilitando a cooperação dos socorros externos, procedentes de outras pessoas.

Caça implacavelmente esses agentes inferiores, que conspiram contra a tua paz. O teu ofensor merece tua compaixão, nunca o teu revide.

Aquele que te persegue sofre desequilibros que ignoras e não é justo que te afundes, com ele, no fosso da sua animosidade.

Seja qual for a dificuldade que te impulsione à mágoa, reage, mediante a renovação de propósitos, não valorizando ofensas nem considerando ofensores.

Através do cultivo de pensamentos salutares, pairarás acima das viciações mentais que agasalham esses miasmas mortíferos que, infelizmente, se alastram pela Terra de hoje, pestilenciais, danosos, aniquiladores.

Incontáveis problemas que culminam em tragédias quotidianas são decorrência da mágoa, que virulenta se firmou, gerando o nefando comércio do sofrimento desnecessário.

Se já registras a modulação da fé raciocinada nos programas da renovação interior, apura aspirações e não te aflijas. Instado às paisagens inferiores, ascende na direção do bem. Malsinado pela incompreensão, desculpa. Ferido nos melhores brios, perdoa.

Se meditares na transitoriedade do mal e na perenidade do bem, não terás outra opção, além daquela: amar e amar sempre, impedindo que a mágoa estabeleça nas fronteiras da tua vida as balizas da sua província infeliz.

"Quando estiveres orando, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe, para que vosso Pai que está nos Céus, vos perdoe as vossas ofensas". - Marcos: 11-25.

"Não sou feliz! A felicidade não foi feita para mim! exclama geralmente o homem em todas as posições sociais. Isto, meus caros filhos, prova melhor do que todos os raciocínios possíveis, a verdade desta máxima do Eclesiastes: "A felicidade não é deste mundo". - ESE Cap.V - Item 20.


Psicografia de Divaldo P. Franco - Florações Evangélicas