Emmanuel
"Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações." - Paulo. (HEBREU 5, 3:15.)
Encarecer a oportunidade de regeneração espiritual na vida física nunca será argumento fastidioso nos círculos de educação religiosa.
O corpo denso, de alguma forma, representa o molde utilizado pela compaixão divina, em nosso favor, em grande número de reencarnações, para reajustar nossos hábitos e aprimorá-los.
A carne, sob muitos aspectos, é barro vivo de sublime cerâmica, onde o Oleiro Celeste nos conduz muitas vezes, à mesma forma, ao calor da luta, a fim de aperfeiçoarmos o veículo sutil de manifestação do espírito eterno; entretanto, quase sempre, estragamos a oportunidade, encaminhando-nos para a inutilidade ou para a ruína.
Dentro do assunto, porém, a palavra de Paulo é valiosa e oportuna.
Enquanto puderes escutar ou perceber a palavra Hoje, com a audição ou com a reflexão, no campo fisiológico, vale-te do tempo para registrar as sugestões divinas e concretizá-las em tua marcha.
Para o homem brutalizado a morte não traz grandes diferenças.
A ignorância passa o dia na impulsividade e a noite na inconsciência, até que o tempo e o esforço individual operem o desgaste das sombras, clareando-lhe o caminho.
Aqui, todavia, nos referimos à criatura medianamente esclarecida.
Todos os pequenos maus hábitos, aparentemente inexpressivos, devem ser muito bem extirpados pelos seus portadores que, desde a Terra, já disponham de algum conhecimento da vida espiritual, porque um dos maiores tormentos para a alma desencarnada, de algum modo instruída sobre os caminhos que se desdobram além da morte, é sentir, nos círculos de matéria sublimada, flores e trevas, luz e lama dentro de si mesma.
Livro: Vinha de Luz - Emmanuel - Psicografia de Chico Xavier
Olá amigos, sejam bem-vindos !!
Este é um espaço reservado para que possamos refletir um pouco sobre a espiritualidade. Estudem, comentem e estejam à vontade!
VISITAS:
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Autolibertação
Livro: Fonte Viva
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier
"... Nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele." - Paulo. (I TIMÓTEO, 6:7.)
Se desejas emancipar a alma das grilhetas escuras do "eu", começa o teu curso de autolibertação, aprendendo a viver "como possuindo tudo e nada tendo", "com todos e sem ninguém".
Se chegaste à Terra na condição de um peregrino necessitado de aconchego e socorro e se sabes que te retirarás dela sozinho, resigna-te a viver contigo mesmo, servindo a todos, em favor do teu crescimento espiritual para a imortalidade.
Lembra-te de que, por força das leis que governam os destinos, cada criatura está ou estará em solidão, a seu modo, adquirindo a ciência da auto-superação.
Consagra-te ao bem, não só pelo bem de ti mesmo, mas, acima de tudo, por amor ao próprio bem.
Realmente grande é aquele que conhece a própria pequenez, ante a vida infinita.
Não te imponhas, deliberadamente, afugentando a simpatia; não dispensarás o concurso alheio na execução de tua tarefa.
Jamais suponhas que a tua dor seja maior que a do vizinho ou que as situações do teu agrado sejam as devam agradar aos que te seguem. Aquilo que te encoraja pode espantar a muitos e o material de tua alegria pode ser um veneno para teu irmão.
Sobretudo, combate a tendência ao melindre pessoal com a mesma persistência empregada no serviço de higiene do leito em que repousas. Muita ofensa registrada é peso inútil ao coração. Guardar o sarcasmo ou o insulto dos outros não será o mesmo que cultivar espinhos alheios em nossa casa? Desanuvia a mente, cada manhã, e segue para diante, na certeza de que acertaremos as nossas contas com Quem nos emprestou a vida e não com os homens que a malbaratam.
Deixa que a realidade te auxilie a visão e encontrarás a divina felicidade do anjo anônimo, que se confunde na glória do bem comum.
Aprende a ser só, para seres mais livre no desempenho do dever que te une a todos, e, de pensamento voltado para o Amigo Celeste, que esposou o caminho estreito da cruz, não nos esqueçamos da advertência de Paulo, quando nos diz que, com alusão a quaisquer patrimônios de ordem material, "nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele".
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier
"... Nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele." - Paulo. (I TIMÓTEO, 6:7.)
Se desejas emancipar a alma das grilhetas escuras do "eu", começa o teu curso de autolibertação, aprendendo a viver "como possuindo tudo e nada tendo", "com todos e sem ninguém".
Se chegaste à Terra na condição de um peregrino necessitado de aconchego e socorro e se sabes que te retirarás dela sozinho, resigna-te a viver contigo mesmo, servindo a todos, em favor do teu crescimento espiritual para a imortalidade.
Lembra-te de que, por força das leis que governam os destinos, cada criatura está ou estará em solidão, a seu modo, adquirindo a ciência da auto-superação.
Consagra-te ao bem, não só pelo bem de ti mesmo, mas, acima de tudo, por amor ao próprio bem.
Realmente grande é aquele que conhece a própria pequenez, ante a vida infinita.
Não te imponhas, deliberadamente, afugentando a simpatia; não dispensarás o concurso alheio na execução de tua tarefa.
Jamais suponhas que a tua dor seja maior que a do vizinho ou que as situações do teu agrado sejam as devam agradar aos que te seguem. Aquilo que te encoraja pode espantar a muitos e o material de tua alegria pode ser um veneno para teu irmão.
Sobretudo, combate a tendência ao melindre pessoal com a mesma persistência empregada no serviço de higiene do leito em que repousas. Muita ofensa registrada é peso inútil ao coração. Guardar o sarcasmo ou o insulto dos outros não será o mesmo que cultivar espinhos alheios em nossa casa? Desanuvia a mente, cada manhã, e segue para diante, na certeza de que acertaremos as nossas contas com Quem nos emprestou a vida e não com os homens que a malbaratam.
Deixa que a realidade te auxilie a visão e encontrarás a divina felicidade do anjo anônimo, que se confunde na glória do bem comum.
Aprende a ser só, para seres mais livre no desempenho do dever que te une a todos, e, de pensamento voltado para o Amigo Celeste, que esposou o caminho estreito da cruz, não nos esqueçamos da advertência de Paulo, quando nos diz que, com alusão a quaisquer patrimônios de ordem material, "nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele".
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
PARÁBOLA MODERNA
Enfermara fazia muito tempo e transitara de guichê em guichê de informações, munido com a competente guia para o internamento hospitalar.
Difícil, ali, a vaga de que necessitava.
Adicionando à enfermidade a fome perseguidora, desmaiou à porta da
Repartição, quase ao término do expediente.
Passado o primeiro choque de alguns transeuntes, ali ficou semi-hebetado.
- Certamente é bebida, afirmaram alguns, ou epilepsia, completaram outros.
- Convém que não nos metamos, acentuaram terceiros, e ele ficou girando no mundo do vagado demorado.
A noite caiu e ele, sem forças, continuou tombado.
A precipitação de todos não tinha tempo para examiná-lo; a velocidade dos veículos não permitia que o vissem desfalecido.
Ele permaneceu derreado.
Quando o silêncio se abatera sobre o centro comercial, um petiz
desafortunado vendo-o tombado se acercou e perguntou-lhe o que havia. Ele balbuciou algumas palavras e o menino de rua, acostumado ao sofrimento
humano, respondeu: "Isto se resolve com uma xícara de café."
Saiu a correr e a correr retornou, trazendo nas mãos o estimulante que lhe faltava ao corpo combalido.
Depois, ofereceu-lhe ombro gentil e ajudou-o a tomar a condução em local próximo a fim de retornar ao lar.
A criança não lhe pediu o nome. Nem ele agradeceu ao benfeitor anônimo.
Tudo sob o manto da noite e o olhar da Caridade.
*
Cuidado com a indiferença! Porque tudo esteja mal, não agraves com o cepticismo a maldade que grassa.
Sê o Samaritano, mesmo que não tenhas "nada com isto", que ele não seja dos teus e que a pressa te esteja impulsionando para dele fugir. Talvez, um dia, — pois que ninguém está isento dessa ocorrência — sejas tu o tombado, na calçada da rua, ou no leito do hospital, em qualquer lugar, sob o manto da noite e o olhar da Caridade.
(De "Espelho d'alma", de Divaldo Pereira Franco, pelo espírito Ignotus)
Difícil, ali, a vaga de que necessitava.
Adicionando à enfermidade a fome perseguidora, desmaiou à porta da
Repartição, quase ao término do expediente.
Passado o primeiro choque de alguns transeuntes, ali ficou semi-hebetado.
- Certamente é bebida, afirmaram alguns, ou epilepsia, completaram outros.
- Convém que não nos metamos, acentuaram terceiros, e ele ficou girando no mundo do vagado demorado.
A noite caiu e ele, sem forças, continuou tombado.
A precipitação de todos não tinha tempo para examiná-lo; a velocidade dos veículos não permitia que o vissem desfalecido.
Ele permaneceu derreado.
Quando o silêncio se abatera sobre o centro comercial, um petiz
desafortunado vendo-o tombado se acercou e perguntou-lhe o que havia. Ele balbuciou algumas palavras e o menino de rua, acostumado ao sofrimento
humano, respondeu: "Isto se resolve com uma xícara de café."
Saiu a correr e a correr retornou, trazendo nas mãos o estimulante que lhe faltava ao corpo combalido.
Depois, ofereceu-lhe ombro gentil e ajudou-o a tomar a condução em local próximo a fim de retornar ao lar.
A criança não lhe pediu o nome. Nem ele agradeceu ao benfeitor anônimo.
Tudo sob o manto da noite e o olhar da Caridade.
*
Cuidado com a indiferença! Porque tudo esteja mal, não agraves com o cepticismo a maldade que grassa.
Sê o Samaritano, mesmo que não tenhas "nada com isto", que ele não seja dos teus e que a pressa te esteja impulsionando para dele fugir. Talvez, um dia, — pois que ninguém está isento dessa ocorrência — sejas tu o tombado, na calçada da rua, ou no leito do hospital, em qualquer lugar, sob o manto da noite e o olhar da Caridade.
(De "Espelho d'alma", de Divaldo Pereira Franco, pelo espírito Ignotus)
Boas Vibrações
Amanheça com o sabor da alegria.
Deslumbre um dia radioso e feliz.
Procure os lugares onde os sons tragam para dentro de você o esplendor de estar vivo.
Tenha nas tuas leituras o encontro perfeito da tua mente e de tua alma.
Não apague tuas derrotas com rancor ou desânimo,
elas proporcionam vitórias verdadeiras,
sem manchas em outros corações.
Dirija-se sempre na cautela de não passar por cima de nada que não te pertença, só assim não pisarás no que é teu de verdade.
Tuas conquistas serão sempre tuas, mas teus dissabores terão outros participantes e com certeza irás responder por isso, caso não tenhas ainda um pouco de bem querer dentro de ti.
Afonso
Texto psicografado
Publicação Autorizada pela SEGRAV
Deslumbre um dia radioso e feliz.
Procure os lugares onde os sons tragam para dentro de você o esplendor de estar vivo.
Tenha nas tuas leituras o encontro perfeito da tua mente e de tua alma.
Não apague tuas derrotas com rancor ou desânimo,
elas proporcionam vitórias verdadeiras,
sem manchas em outros corações.
Dirija-se sempre na cautela de não passar por cima de nada que não te pertença, só assim não pisarás no que é teu de verdade.
Tuas conquistas serão sempre tuas, mas teus dissabores terão outros participantes e com certeza irás responder por isso, caso não tenhas ainda um pouco de bem querer dentro de ti.
Afonso
Texto psicografado
Publicação Autorizada pela SEGRAV
domingo, 7 de setembro de 2008
Oração da Cura

Senhor, afasta-me
Do egoísmo, da inveja, do orgulho, da vaidade, da avareza, da hipocrisia, da calúnia, do ódio, do autoritarismo, da vingança, da violência.
E de todas as emoções inferiores, negativas, impuras
E de todos os meus erros, falhas, culpas, defeitos
E de todas as más energias, influências, tentações
E de todos os maus
Pensamentos, princípios, atos, sentimentos
E de todas as dores, aflições e sofrimentos,
Do meu corpo, de minha mente e de minha alma.
Divino Mestre,
Ilumina com as virtudes da cura:
A fé que move montanhas,
A esperança que renasce,
A paciência, amiga da perfeição,
A caridade, para com os carentes,
A humildade, que nos exalta o espírito,
A sabedoria, para se saber discernir,
A lealdade e a nobreza de caráter,
A harmonia interior e universal,
A paz, o bálsamo para a alma,
O perdão a si e ao próximo,
O amor que nos constrói, sublima
E cura nossos males e doenças.
(Eduardo Lambert, terapeuta holístico)
A Grande Pergunta
Solicitando Bartolomeu esclarecimentos quantos às respostas do Alto às súplicas dos homens, respondeu Jesus para elucidação geral:
- Antigo instrutor dos mandamentos Divinos ia em missão da Verdade Celeste, de uma aldeia para outra, profundamente distanciadas entre si, fazendo-se acompanhar de um cão amigo, quando anoiteceu, sem que lhe fosse possível prever o número de milhas que o separavam do destino.
Reparando que a solidão em plena natureza era medonha, orou, implorando a proteção do eterno Pai, e seguiu.
Noite fechada e sem luar, percebeu a existência de larga e confortadora cova à, margem da trilha em que avançava, e acariciando o animal que o seguia, vigilante, dispôs-se a deitar-se e dormir. Começou a instalar-se, pacientemente, mas espessa nuvem de moscas vorazes o atacou, de chofre, obrigando-o a retomar o caminho.
O ancião continuou a jornada, quando se lhe deparou volumoso riacho, num trecho em que a estrada se bifurcava. Ponte rústica oferecia passagem pela via principal, e, além dela, a terra parecia sedutora, porque, mesmo envolvida na sombra noturna, semelhava-se a extenso lençol branco.
O santo pregador pretendia ganhar a outra margem, arrastando o companheiro obediente, quando a ponte se desligou das bases, estalando e abatendo-se por inteiro.
Sem recursos, agora, para a travessia, o velhinho seguiu pelo outro rumo, e, encontrando robusta árvore, ramalhosa e acolhedora, pensou em abrigar-se, convenientemente, porque o firmamento anunciava a tempestade pelos trovões longínquos. O vegetal respeitável oferecia asilo fascinante e seguro no próprio tronco aberto. Dispunha-se ao refúgio, mas a ventania começou a soprar tão forte que o tronco vigoroso caiu, partido, sem remissão.
Exposto então a chuva, o peregrino movimentou-se para diante.
Depois de aproximadamente 2 milhas, encontrou um casebre rural, mostrando doce luz por dentro, e suspirou aliviado.
Bateu à porta. O homem ríspido que veio atender foi claro na negativa, alegando que o sítio não recebia visitas à noite e que não lhe era permitido acolher pessoas estranhas.
Por mais que chorasse e rogasse, o pregador foi constrangido a seguir além.
Acomodou-se, como pôde, debaixo do temporal, nas cercanias da casinhola campestre; no entanto, a breve espaço, notou que o cão, aterrado pelos relâmpagos sucessivos, fugia a uivar, perdendo-se nas trevas.
O velho, agora sozinho, chorou angustiado, acreditando-se esquecido por Deus e passou a noite ao relento. Alta madrugada, ouviu gritos e palavrões indistintos, sem poder precisar de onde partiam.
Intrigado, esperou o alvorecer e, quando o sol ressurgiu resplandecente, ausentou-se do esconderijo, vindo a saber, por intermédio de camponeses aflitos, que uma quadrilha de ladrões pilhara a choupana onde lhe fora negado o asilo, assassinando os moradores.
Repentina luz espiritual aflorou-lhe na mente.
Compreendeu que a Bondade Divina o livrara dos malfeitores e que, afastando dele o cão que uivava, garantira-lhe a tranqüilidade do pouso.
Informando-se de que seguia em trilho oposto à localidade do destino, empreendeu a marcha de regresso, para retificar a viagem, e, junto à ponte rompida, foi esclarecido por um lavrador de que a terra branca, do outro lado, não passava de pântano traiçoeiro, em que muitos viajores imprevidentes haviam sucumbido.
O velho agradeceu o salvamento que o Pai lhe enviara e, quando alcançou a arvore tombada, um rapazinho observou-lhe que o tronco, dantes acolhedor, era conhecido covil de lobos.
Muito grato ao Senhor que tão milagrosamente o ajudara, procurou a cova onde tentara repouso e nela encontrou um ninho de perigosas serpentes.
Endereçando infinito reconhecimento ao Céu pelas expressões de variado socorro que não soubera entender, de pronto, prosseguiu adiante, são e salvo, para desempenho de sua tarefa.
Neste ponto da curiosa narrativa, o Mestre fitou Bartolomeu demoradamente e terminou:
- O Pai ouve sempre as nossas rogativas, mas é preciso discernimento para compreender as respostas dEle e aproveitá-las.
Neio Lúcio, da obra Jesus no Lar. Psicografada por Chico Xavier.
- Antigo instrutor dos mandamentos Divinos ia em missão da Verdade Celeste, de uma aldeia para outra, profundamente distanciadas entre si, fazendo-se acompanhar de um cão amigo, quando anoiteceu, sem que lhe fosse possível prever o número de milhas que o separavam do destino.
Reparando que a solidão em plena natureza era medonha, orou, implorando a proteção do eterno Pai, e seguiu.
Noite fechada e sem luar, percebeu a existência de larga e confortadora cova à, margem da trilha em que avançava, e acariciando o animal que o seguia, vigilante, dispôs-se a deitar-se e dormir. Começou a instalar-se, pacientemente, mas espessa nuvem de moscas vorazes o atacou, de chofre, obrigando-o a retomar o caminho.
O ancião continuou a jornada, quando se lhe deparou volumoso riacho, num trecho em que a estrada se bifurcava. Ponte rústica oferecia passagem pela via principal, e, além dela, a terra parecia sedutora, porque, mesmo envolvida na sombra noturna, semelhava-se a extenso lençol branco.
O santo pregador pretendia ganhar a outra margem, arrastando o companheiro obediente, quando a ponte se desligou das bases, estalando e abatendo-se por inteiro.
Sem recursos, agora, para a travessia, o velhinho seguiu pelo outro rumo, e, encontrando robusta árvore, ramalhosa e acolhedora, pensou em abrigar-se, convenientemente, porque o firmamento anunciava a tempestade pelos trovões longínquos. O vegetal respeitável oferecia asilo fascinante e seguro no próprio tronco aberto. Dispunha-se ao refúgio, mas a ventania começou a soprar tão forte que o tronco vigoroso caiu, partido, sem remissão.
Exposto então a chuva, o peregrino movimentou-se para diante.
Depois de aproximadamente 2 milhas, encontrou um casebre rural, mostrando doce luz por dentro, e suspirou aliviado.
Bateu à porta. O homem ríspido que veio atender foi claro na negativa, alegando que o sítio não recebia visitas à noite e que não lhe era permitido acolher pessoas estranhas.
Por mais que chorasse e rogasse, o pregador foi constrangido a seguir além.
Acomodou-se, como pôde, debaixo do temporal, nas cercanias da casinhola campestre; no entanto, a breve espaço, notou que o cão, aterrado pelos relâmpagos sucessivos, fugia a uivar, perdendo-se nas trevas.
O velho, agora sozinho, chorou angustiado, acreditando-se esquecido por Deus e passou a noite ao relento. Alta madrugada, ouviu gritos e palavrões indistintos, sem poder precisar de onde partiam.
Intrigado, esperou o alvorecer e, quando o sol ressurgiu resplandecente, ausentou-se do esconderijo, vindo a saber, por intermédio de camponeses aflitos, que uma quadrilha de ladrões pilhara a choupana onde lhe fora negado o asilo, assassinando os moradores.
Repentina luz espiritual aflorou-lhe na mente.
Compreendeu que a Bondade Divina o livrara dos malfeitores e que, afastando dele o cão que uivava, garantira-lhe a tranqüilidade do pouso.
Informando-se de que seguia em trilho oposto à localidade do destino, empreendeu a marcha de regresso, para retificar a viagem, e, junto à ponte rompida, foi esclarecido por um lavrador de que a terra branca, do outro lado, não passava de pântano traiçoeiro, em que muitos viajores imprevidentes haviam sucumbido.
O velho agradeceu o salvamento que o Pai lhe enviara e, quando alcançou a arvore tombada, um rapazinho observou-lhe que o tronco, dantes acolhedor, era conhecido covil de lobos.
Muito grato ao Senhor que tão milagrosamente o ajudara, procurou a cova onde tentara repouso e nela encontrou um ninho de perigosas serpentes.
Endereçando infinito reconhecimento ao Céu pelas expressões de variado socorro que não soubera entender, de pronto, prosseguiu adiante, são e salvo, para desempenho de sua tarefa.
Neste ponto da curiosa narrativa, o Mestre fitou Bartolomeu demoradamente e terminou:
- O Pai ouve sempre as nossas rogativas, mas é preciso discernimento para compreender as respostas dEle e aproveitá-las.
Neio Lúcio, da obra Jesus no Lar. Psicografada por Chico Xavier.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Ansiedade
Livro: Técnica de Viver
Kelvin Van Dine & Waldo Vieira
Ansiedade no domínio do espírito, de certo modo, assemelha-se ao defeito de instalação no engenho elétrico, provocando curto-circuito.
Imprevidência atraindo desastre.
Consumo desnecessário de energia impedindo a função oportuna da máquina.
E não é só. Quanto desgaste inútil em forma de doença, a se revelar através de obscuros desequilíbrios no corpo e na alma? Ansiedade não é esperança, porque a esperança é paciência operosa, trabalhando pela realização daquilo que espera. Expectação aflitiva é tensão destruidora, obstaculizando o construtivismo da ação.
A vida não avança e não melhora, nem com inércia, nem com inquietação. Se dificuldades atravessam a estrada, apóie-se à confiança.
Os Poderes Maiores que garantem os movimentos da Terra, no espaço cósmico, tanto quanto asseguram a existência da clorofila no talo de erva no vale, zelam por você.
Não tema senão a si mesmo, nos pontos vulneráveis de nossas fraquezas íntimas.
Conserve o destemor na consciência pacificada.
A nuvem que estrondeia nos céus não é senão chuva que fertiliza a secura da gleba e eletricidade que purifica a corrupção do ar.
Dores costumam ser os mais preciosos avisos da natureza. Provações quase sempre constituem recursos de elevação que talvez jamais recebêssemos sem elas.
Detenhamos a certeza de que opressão não é fator que ajude a resolver problema algum. Ao revés, agrava as menores necessidades de paz, transformando a insignificância de um sintoma no drama da agonia.
Usemos o conhecimento superior na edificação da tranqüilidade em nós.
Recordemos as longas fileiras dos fronteiriços da loucura e da obsessão que os processos da angústia desnecessária tangem no rumo dos manicômios.
Lembremo-nos dos milhares de irmãos que a ansiedade escraviza nos tranqüilizantes anulando-lhes, não raro, as forças com substâncias tóxicas de que não precisam.
Ouçamos as palavras do Cristo, quando nos adverte, claramente: “não estejais inquietos pelo dia de amanhã, porquanto o amanhã cuidará de si. A cada dia basta o seu trabalho.”.
Kelvin Van Dine & Waldo Vieira
Ansiedade no domínio do espírito, de certo modo, assemelha-se ao defeito de instalação no engenho elétrico, provocando curto-circuito.
Imprevidência atraindo desastre.
Consumo desnecessário de energia impedindo a função oportuna da máquina.
E não é só. Quanto desgaste inútil em forma de doença, a se revelar através de obscuros desequilíbrios no corpo e na alma? Ansiedade não é esperança, porque a esperança é paciência operosa, trabalhando pela realização daquilo que espera. Expectação aflitiva é tensão destruidora, obstaculizando o construtivismo da ação.
A vida não avança e não melhora, nem com inércia, nem com inquietação. Se dificuldades atravessam a estrada, apóie-se à confiança.
Os Poderes Maiores que garantem os movimentos da Terra, no espaço cósmico, tanto quanto asseguram a existência da clorofila no talo de erva no vale, zelam por você.
Não tema senão a si mesmo, nos pontos vulneráveis de nossas fraquezas íntimas.
Conserve o destemor na consciência pacificada.
A nuvem que estrondeia nos céus não é senão chuva que fertiliza a secura da gleba e eletricidade que purifica a corrupção do ar.
Dores costumam ser os mais preciosos avisos da natureza. Provações quase sempre constituem recursos de elevação que talvez jamais recebêssemos sem elas.
Detenhamos a certeza de que opressão não é fator que ajude a resolver problema algum. Ao revés, agrava as menores necessidades de paz, transformando a insignificância de um sintoma no drama da agonia.
Usemos o conhecimento superior na edificação da tranqüilidade em nós.
Recordemos as longas fileiras dos fronteiriços da loucura e da obsessão que os processos da angústia desnecessária tangem no rumo dos manicômios.
Lembremo-nos dos milhares de irmãos que a ansiedade escraviza nos tranqüilizantes anulando-lhes, não raro, as forças com substâncias tóxicas de que não precisam.
Ouçamos as palavras do Cristo, quando nos adverte, claramente: “não estejais inquietos pelo dia de amanhã, porquanto o amanhã cuidará de si. A cada dia basta o seu trabalho.”.
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