sábado, 26 de setembro de 2009

PACIÊNCIA E CARIDADE




Caridade sem paciência pode converter-se em agressividade destruidora.

Paciência sem caridade pode transformar-se em cálculo egoísta.
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O prato de pão entregue ao necessitado com frases de reprimenda é semelhante a uma fatia de bolo misturado de fel.
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O gesto de calma sem amor assemelha-se, muitas vezes, à atitude atenciosa de um felino, aguardando o momento oportuno de saltar sobre a presa.
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O lavrador que conta com a bondade da terra aprende a esperar pela colheita.
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O médico que provoca a reação benéfica do organismo em tratamento não prescinde do concurso das horas, para alcançar os objetivos da cura.
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Não ajuntes o veneno da irritação ou o tóxico da desconfiança ao cálice luminoso de tua dádiva.
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Não vistas o teu pensamento de dúvidas e nem condiciones tuas palavras em lâminas de violência, se desejas conduzir algum coração amigo ao templo da felicidade ou do caminho reto.

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A caridade é, acima de tudo, filha dileta da paciência nascida da boa vontade e da compreensão.
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Muitos jardineiros perdem flores que seriam de milagrosa beleza simplesmente porque não sabem tolerar os sacrifícios reclamados pela planta em embrião.
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Conquistemos a serenidade em nós, para nós mesmos, a fim de construirmos novos destinos, pela simpatia e pela fraternidade que o Senhor nos auxiliará a cultivar.
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Semeais o bem e a luz, sem as ameaças da pressa, e, com a passagem dos dias, atingireis a messe bendita do amor e da sabedoria em vosso renomado caminho.
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Jamais nos esqueçamos de que o tempo é a caridade de Deus em nosso favor porque, através das horas e dos séculos, sabe, pacientemente, esperar.

Emmanuel

(De “Senda para Deus”, de Francisco Cândido Xavier – Autores diversos)

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A Grande Pergunta



E por que me chamais Senhor,
Senhor, e não fazeis o que eu digo?
- Jesus. (LUCAS, 6:46)

Em lamentável indiferença, muitas pessoas esperam pela morte do corpo, a fim de ouvirem as sublimes palavras do Cristo.

Não se compreende, porém, o motivo de semelhante propósito. O Mestre permanece vivo em seu Evangelho de Amor e Luz.

É desnecessário aguardar ocasiões solenes para que lhe ouçamos os ensinamentos sublimes e claros.

Muitos aprendizes aproximam-se do trabalho santo, mas desejam revelações diretas. Teriam mais fé, asseguram displicentes, se ouvissem o Senhor, de modo pessoal, em suas manifestações divinas. Acreditam-se merecedores de dádivas celestes e acabam considerando que o serviço do Evangelho é grande em demasia para o esforço humano e põem-se à espera de milagres imprevistos, sem perceberem que a preguiça sutilmente se lhes mistura à vaidade, anulando-lhes as forças.

Tais companheiros não sabem ouvir o Mestre Divino em seu verbo imortal. Ignoram que o serviço deles é aquele a que foram chamados, por mais humildes lhes pareçam as atividades a que se ajustam.

Na qualidade de político ou de varredor, num palácio ou numa choupana, o homem da Terra pode fazer o que lhe ensinou Jesus.

É por isso que a oportuna pergunta do Senhor deveria gravar-se de maneira indelével em todos os templos, para que os discípulos, em lhe pronunciando o nome, nunca se esqueçam de atender, sinceramente, às recomendações do seu verbo sublime.

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Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caminho, Verdade e Vida.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
17a edição. Lição 47. Rio de Janeiro, RJ: FEB.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

ESCUCHAR INTERIORMENTE


por Hellinger

¿Quién me habla cuando escucho interiormente? ¿Qué personas me estarán hablando? ¿Personas a quienes temo o temo perder? ¿Qué pasa conmigo cuando las escucho? ¿Qué pierdo probablemente, qué palabras? ¿Palabras sólo audibles cuando todos callan?

¿Cómo aprendo ese escuchar interiormente? Cuando dejo de escuchar. ¿Cómo logro eso? En el sentido literal de la palabra. Las otras palabras pasan a mi lado como el viento pero de tal manera que ni siquiera las siento. Después comienza el silencio. El silencio comienza allí donde termina el escuchar. Y es entonces cuando también termina el hablar.

En el silencio empieza el escuchar interiormente. ¿Escuchar qué? ¿Acaso hay alguien que aún habla? No. Aquí comienza un escuchar diferente. Es como un escuchar sutil, al más leve sonido. Y significa estar atento a algo sin movimiento, que quizás venga a nuestro encuentro. Pero no viene nada.

En esa actitud de escucha sutil, todo en nosotros se halla abierto a algo, que si bien está, evita ser atrapado. Auscultamos la oscuridad. Todo en nosotros se halla expectante e inquieto sin que algo se mueva.

¿Acaso necesitamos algo más? ¿O acaso en ese momento ya lo tenemos todo? ¿Queremos más? Sí. Porque después del recogimiento comienza el actuar. Actuar en sintonía con aquello que nos ha hecho recoger de esa manera. ¿Cómo sabemos lo que hay que hacer?

Si esperamos, aparece de pronto la palabra o la frase pero sin haberla escuchado. De improviso está en nosotros.

¿Cuánto hay que esperar? A veces sólo brevemente.

Quanto mais



Abençoai sempre as vossas dificuldades e não as lastimeis, considerando que Deus nos concede sempre o melhor e o melhor tendes obtido constantemente com a possibilidade de serdes mais úteis.
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Quanto mais auxiliardes aos outros, mais amplo auxílio recebereis da Vida Mais Alta.
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Quanto mais tolerardes os contratempos do mundo, mais amparados sereis nas emergências da vida, em que permaneceis buscando paz e progresso, elevação e luz.
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Quanto mais liberdade concederdes aos vossos entes amados, permitindo que eles vivam a existência que escolheram, mais livres estareis para obedecer a Jesus, construindo a vossa própria felicidade.
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Quanto mais compreenderdes os que vos partilham os caminhos humanos, mais respeitados vos encontrareis de vez que, quanto mais doardes do que sois em benefício alheio, mais ampla cobertura de amparo do Senhor assegurará a tranqüilidade em vossos passos.
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Continuemos buscando Jesus em todos os irmãos da Terra, mas especialmente naqueles que sofrem problemas e dificuldades maiores que os nossos obstáculos, socorrendo e servindo e sempre mais felizes nos encontraremos sob as bênçãos dele, nosso Mestre e Senhor.
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Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caridade.
Ditado pelo Espírito Bezerra de Menezes.
Araras, SP: IDE, 1978.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Sugestões de Amigo



"Sabe ele (o Paganismo) muito bem que
está errado, mas isso não o abala,
porquanto a verdadeira fé não lhe está
na alma. O que mais teme á a luz, que dá
vista aos cegos."
(Allan Kardec, E.S.E. Cap. XXIII, Item 14)

Mesmo que você esteja com a razão, escute em silêncio a reprimenda injustificada.
Ouvir para examinar é oportunidade de aprendizado e experiência.

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Mesmo que a lição lhe amargure o Espírito, receba como dádiva preciosa.
Antes uma verdade que magoa, mas salva, do que uma ilusão que agrada e se desvanece.

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Mesmo que você seja chamado ao debate em nome da causa que ama, desculpe-se e prossiga na ação.
Muitas palavras exaltam poucas razões.

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Mesmo que a dor se constitua parceria única de seus labores evangélicos, prossiga resoluto.
O cinzel que fere a pedra, dela arranca a escultura valiosa.

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Mesmo que a espada invisível da calúnia abra feridas em seu coração, continue animado.
O bem é luz inapagável.

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Mesmo que a urna sombria do “eu” apele para que você viva somente para você, arrebente a grilheta e ajude a comunidade naquele que segue a seu lado.
A ostra mais resistente, em solidão, despedaça-se de encontro aos recifes do mar imenso.

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Mesmo que a luta pareça inútil, confie no valor da perseverança que sabe agir.
Os pólens de uma única flor são suficientes para multiplicá-la indefinidamente, embelezando a Natureza.

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Mesmo que o fel da amargura verta em seus lábios, cada noite, o acre sabor do desespero, desperte, no dia seguinte, abençoando a aurora.
Quem contempla uma noite de vendaval acreditará na impossibilidade de um claro sol na manhã porvindoura. No entanto...

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Mesmo que o alarde da maledicência empane a claridade de sua luz, não revide mal por mal.
A árvore ultrajada responde à ofensa com produtividade.

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Mesmo que seus sonhos formosos de assistência fraternal e socorro cristão se transformem em pesadelos aflitivos nos dias de atividade, siga adiante, confiando intimorato.
Considerado pelos familiares, em Nazaré, como embusteiro e endemoniado, o Mestre prosseguiu no ministério da Verdade, alargando as possibilidades da Boa Nova no vergel desfeito dos corações humanos, para, na cruz, atestar a suprema vitória do amor como única via de "luz que dá vista aos cegos" e enseja libertação para o Espírito sedento de imortalidade.

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Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Glossário Espírita-Cristão..
Ditado pelo Espírito Marco Prisco.
4a edição. Salvador, BA: LEAL, 1993.