sábado, 3 de outubro de 2009

A Vida






Para os erros há perdão;
para os fracassos, chance;
para os amores impossíveis, tempo...

Não deixe que a saudade sufoque,
que a rotina acomode,
que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e
acredite em você.

Gaste mais horas realizando que sonhando,
fazendo que planejando,
vivendo que esperando
Porque, embora quem quase morre esteja vivo,
quem quase vive já morreu.



(Luís Fernando Veríssimo)

SER TRANSPARENTE...



Rosana Braga

Às vezes, fico me perguntando por que é tão difícil ser transparente...

Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero, não enganar os outros. Mas ser transparente é muito mais do que isso.

É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que a gente sente...

Ser transparente é desnudar a alma, é deixar cair as máscaras, baixar as armas, destruir os imensos e grossos muros que nos empenhamos tanto para levantar...

Ser transparente é permitir que toda a nossa doçura aflore, desabroche, transborde! Mas infelizmente, quase sempre, a maioria de nós decide não correr esse risco.

Preferimos a dureza da razão à leveza que exporia toda a fragilidade humana.

Preferimos o nó na garganta às lágrimas que brotam do mais profundo de nosso ser...

Preferimos nos perder numa busca insana por respostas imediatas à simplesmente nos entregar e admitir que não sabemos, que temos medo!

Por mais doloroso que seja ter de construir uma máscara que nos distancia cada vez mais de quem realmente somos, preferimos assim: manter uma imagem que nos dê a sensação de proteção...

E assim, vamos nos afogando mais e mais em falsas palavras, em falsas atitudes, em falsos sentimentos... Não porque sejamos pessoas mentirosas, mas apenas porque nos perdemos de nós mesmos e já não sabemos onde está nossa brandura, nosso amor mais intenso e não-contaminado...

Com o passar dos anos, um vazio frio e escuro nos faz perceber que já não sabemos dar e nem pedir o que de mais precioso temos a compartilhar... doçura, compaixão... a compreensão de que todos nós sofremos, nos sentimos sós, imensamente tristes e choramos baixinho antes de dormir, num silêncio que nos remete a uma saudade desesperada de nós mesmos... daquilo que pulsa e grita dentro de nós, mas que não temos coragem de mostrar àqueles que mais amamos!

Porque, infelizmente, aprendemos que é melhor revidar, descontar, agredir, acusar, criticar e julgar do que simplesmente dizer: “você está me machucando... pode parar, por favor?”.

Porque aprendemos que dizer isso é ser fraco, é ser bobo, é ser menos do que o outro. Quando, na verdade, se agíssemos com o coração, poderíamos evitar tanta dor, tanta dor...

Sugiro que deixemos explodir toda a nossa doçura! Que consigamos não prender o choro, não conter a gargalhada, não esconder tanto o nosso medo, não desejar parecer tão invencível...

Que consigamos não tentar controlar tanto, responder tanto, competir tanto... Que consigamos docemente viver... sentir, amar...

E que você seja todo coração, muito mais sentimento, inundado de um amor transparente, apesar de todo o risco que isso possa significar...

BOM MARIDO

Luís Fernando Veríssimo

Minha esposa e eu sempre andamos de mãos dadas.. Se eu soltar, ela vai às compras.

Ela tem um liquidificador elétrico, uma torradeira elétrica, e uma máquina de fazer pão elétrica.
Então ela disse: 'Nós temos muitos aparelhos, mas não temos lugar pra sentar'.
Daí comprei pra ela uma cadeira elétrica.

Eu me casei com a 'Sra. Certa'. Só não sabia que o primeiro nome dela era 'Sempre'..

Já faz 18 meses que não falo com minha esposa. É que não gosto de interrompê-la.
Mas tenho que admitir, a nossa última briga foi culpa minha.
Ela perguntou: 'O que tem na TV?' E eu disse 'Poeira'.

No começo Deus criou o mundo e descansou..
Então, Ele criou o homem e descansou.
Depois, criou a mulher. Desde então, nem Deus, nem o homem, nem o Mundo tiveram mais descanso.

Quando o nosso cortador de grama quebrou, minha mulher ficava sempre me dando a entender que eu deveria consertá-lo. Mas eu sempre acabava tendo outra coisa para cuidar antes, o caminhão, o carro, a pesca, sempre alguma coisa mais importante para mim. Finalmente ela pensou num jeito esperto de me convencer.
Certo dia, ao chegar em casa, encontrei-a sentada na grama alta, ocupada em podá-la com uma tesourinha de costura.. Eu olhei em silêncio por um tempo, me emocionei bastante e depois entrei em casa.
Em alguns minutos eu voltei com uma escova de dente e lhe entreguei.
'- Quando você terminar de cortar a grama,' eu disse, 'você pode também varrer a calçada.'
Depois disso não me lembro de mais nada. Os médicos dizem que eu voltarei a andar, mas mancarei pelo resto da vida'.

'O casamento é uma relação entre duas pessoas na qual uma está sempre certa e a outra é o marido...'

OCULTISMO PRÁTICO



"Levántate temprano, tan luego como te despiertes, y no te quedes perezosamente en la cama, medio despierto y medio soñando. Después, ora fervorosamente por la regeneración espiritual del género humano, con el fin de que cuantos
luchan en el sendero de la verdad reciban aliento positivo y vehemente de tus oraciones, y para que tú te fortalezcas sin ceder al halago de los sentidos".


"Reflexiona sobre los defectos de tu carácter, descubriendo por completo tus vicios y los fugaces placeres que te proporcionan, y determina firmemente hacer todo cuanto puedas para no ceder nuevamente a ellos. Este autoanálisis, que te lleva ante el tribunal de tu propia conciencia, facilitará tu progreso espiritual en un grado que no podrías imaginar".

"Nunca hagas nada que no sea tu deber, esto es, nada innecesario. Antes de hacer una cosa, reflexiona si debes hacerla".

"Nunca hables palabras ociosas. Antes de pronunciarlas, piensa en el efecto que pueden producir. Nunca quiebres tus principios de conducta por consideraciones de amistad".

"Que Nunca ocupes tu mente con pensamientos vanos o inútiles. Esto es más fácil decirlo que hacerlo. No es posible desalojar de golpe la mente. Así, en un principio, procura evitar los pensamientos malos u ociosos, ocupando tu mente en sentido contrario a ellos".

Antes de entregarte al sueño, ora, como hiciste en la mañana. Pasa revista a las obras del día, ve las faltas que cometiste y resuelve que no volverás a incurrir en las mismas faltas al día siguiente".

sábado, 26 de setembro de 2009

PACIÊNCIA E CARIDADE




Caridade sem paciência pode converter-se em agressividade destruidora.

Paciência sem caridade pode transformar-se em cálculo egoísta.
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O prato de pão entregue ao necessitado com frases de reprimenda é semelhante a uma fatia de bolo misturado de fel.
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O gesto de calma sem amor assemelha-se, muitas vezes, à atitude atenciosa de um felino, aguardando o momento oportuno de saltar sobre a presa.
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O lavrador que conta com a bondade da terra aprende a esperar pela colheita.
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O médico que provoca a reação benéfica do organismo em tratamento não prescinde do concurso das horas, para alcançar os objetivos da cura.
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Não ajuntes o veneno da irritação ou o tóxico da desconfiança ao cálice luminoso de tua dádiva.
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Não vistas o teu pensamento de dúvidas e nem condiciones tuas palavras em lâminas de violência, se desejas conduzir algum coração amigo ao templo da felicidade ou do caminho reto.

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A caridade é, acima de tudo, filha dileta da paciência nascida da boa vontade e da compreensão.
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Muitos jardineiros perdem flores que seriam de milagrosa beleza simplesmente porque não sabem tolerar os sacrifícios reclamados pela planta em embrião.
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Conquistemos a serenidade em nós, para nós mesmos, a fim de construirmos novos destinos, pela simpatia e pela fraternidade que o Senhor nos auxiliará a cultivar.
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Semeais o bem e a luz, sem as ameaças da pressa, e, com a passagem dos dias, atingireis a messe bendita do amor e da sabedoria em vosso renomado caminho.
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Jamais nos esqueçamos de que o tempo é a caridade de Deus em nosso favor porque, através das horas e dos séculos, sabe, pacientemente, esperar.

Emmanuel

(De “Senda para Deus”, de Francisco Cândido Xavier – Autores diversos)

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A Grande Pergunta



E por que me chamais Senhor,
Senhor, e não fazeis o que eu digo?
- Jesus. (LUCAS, 6:46)

Em lamentável indiferença, muitas pessoas esperam pela morte do corpo, a fim de ouvirem as sublimes palavras do Cristo.

Não se compreende, porém, o motivo de semelhante propósito. O Mestre permanece vivo em seu Evangelho de Amor e Luz.

É desnecessário aguardar ocasiões solenes para que lhe ouçamos os ensinamentos sublimes e claros.

Muitos aprendizes aproximam-se do trabalho santo, mas desejam revelações diretas. Teriam mais fé, asseguram displicentes, se ouvissem o Senhor, de modo pessoal, em suas manifestações divinas. Acreditam-se merecedores de dádivas celestes e acabam considerando que o serviço do Evangelho é grande em demasia para o esforço humano e põem-se à espera de milagres imprevistos, sem perceberem que a preguiça sutilmente se lhes mistura à vaidade, anulando-lhes as forças.

Tais companheiros não sabem ouvir o Mestre Divino em seu verbo imortal. Ignoram que o serviço deles é aquele a que foram chamados, por mais humildes lhes pareçam as atividades a que se ajustam.

Na qualidade de político ou de varredor, num palácio ou numa choupana, o homem da Terra pode fazer o que lhe ensinou Jesus.

É por isso que a oportuna pergunta do Senhor deveria gravar-se de maneira indelével em todos os templos, para que os discípulos, em lhe pronunciando o nome, nunca se esqueçam de atender, sinceramente, às recomendações do seu verbo sublime.

* * *
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caminho, Verdade e Vida.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
17a edição. Lição 47. Rio de Janeiro, RJ: FEB.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

ESCUCHAR INTERIORMENTE


por Hellinger

¿Quién me habla cuando escucho interiormente? ¿Qué personas me estarán hablando? ¿Personas a quienes temo o temo perder? ¿Qué pasa conmigo cuando las escucho? ¿Qué pierdo probablemente, qué palabras? ¿Palabras sólo audibles cuando todos callan?

¿Cómo aprendo ese escuchar interiormente? Cuando dejo de escuchar. ¿Cómo logro eso? En el sentido literal de la palabra. Las otras palabras pasan a mi lado como el viento pero de tal manera que ni siquiera las siento. Después comienza el silencio. El silencio comienza allí donde termina el escuchar. Y es entonces cuando también termina el hablar.

En el silencio empieza el escuchar interiormente. ¿Escuchar qué? ¿Acaso hay alguien que aún habla? No. Aquí comienza un escuchar diferente. Es como un escuchar sutil, al más leve sonido. Y significa estar atento a algo sin movimiento, que quizás venga a nuestro encuentro. Pero no viene nada.

En esa actitud de escucha sutil, todo en nosotros se halla abierto a algo, que si bien está, evita ser atrapado. Auscultamos la oscuridad. Todo en nosotros se halla expectante e inquieto sin que algo se mueva.

¿Acaso necesitamos algo más? ¿O acaso en ese momento ya lo tenemos todo? ¿Queremos más? Sí. Porque después del recogimiento comienza el actuar. Actuar en sintonía con aquello que nos ha hecho recoger de esa manera. ¿Cómo sabemos lo que hay que hacer?

Si esperamos, aparece de pronto la palabra o la frase pero sin haberla escuchado. De improviso está en nosotros.

¿Cuánto hay que esperar? A veces sólo brevemente.