domingo, 14 de fevereiro de 2010

MANDALAS MARAVILHOSAS

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Compaixão

Para todos, Chohan ou chela, entre nós trabalhadores juramentados, a primeira e última coisa a considerar é se podemos fazer bem ao nosso próximo por mais humilde que este seja; e não nos consentimos nem sequer pensar no perigo, na injúria, no abuso ou na injustiça que a nós próprios disso advenha. Estamos prontos a ser "cuspidos e crucificados" - diariamente e não só uma vez - se daí um bem real advier para outrem.
Mestre Kuthumi

HELENA PETROVNA BLAVATSKY
Se através da Sala da Sabedoria, ó Discípulo, queres alcançar o Vale da Bem-aventurança, fecha os sentidos à tremenda e grande heresia da separatividade que te aparta dos demais.
A VOZ DO SILÊNCIO, 50

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Momentos de aflição e prova





Momentos de aflição e prova surgem pelo caminho, inesperados, concitando
à disciplina espiritual indispensável ao processo evolutivo do ser.

Águas serenas que são açoitadas por fortes vendavais; paisagens tranqüilas
que se modificam ao império de tempestades violentas; climas de paz
que se convertem em campos de lutas rudes; viagem segura, que se torna
perigosa, objetivos próximos de conquistados, que se perdem de repente;
saúde que cede à enfermidade; amigos dedicados, que vão adiante; adversários
vigorosos, que surgem ameaçadores; problemas econômicos, que aparecem,
constringentes, tantos são os motivos de aflição e prova, que ninguém avança,
na Terra, sem os experimentar.

Enquanto domiciliado no corpo, espírito algum se encontra em segurança, vitorioso,
isento de experiências difíceis, de possíveis insucessos.

Os momentos de prova e aflição constituem recursos de aferição dos valores morais
de cada um, mediante os quais o homem deve adquirir mais valiosas expressões
iluminativas como suportes para futuros investimentos evolutivos.
Por isso, todos somos atingidos por tais métodos de purificação.

Vigia-te. no momento de aflição e prova, a fim de que não compliques, por precipitação, o teu estado íntimo.

Suporta o vendaval do testemunho com serenidade; recebe a adaga da acusação
indébita com humildade; aceita o ácido da reprimenda injusta com nobreza; medita
diante do sofrimento com elevação de sentimentos.

Todos os momentos difíceis cedem lugar a outros; os de paz e compreensão.

Não te desalentes, exatamente quando deves fortalecer-te para a luta.

São os instantes difíceis que as resistências morais devem estar temperadas, suportando as constrições que ameaçam derruir as fortalezas íntimas.

Quando estiveres a ponto de desfalecer, procura refúgio na oração.

Orando, renovar-se-ão tuas paisagens mentais e morais, elevando-te o ânimo e reconfortando- te espiritualmente.

Jesus, que não tinha qualquer dívida a resgatar e que é o Sublime Construtor da
Terra, enquanto conosco não esteve isento dos momentos de aflição, demonstrando, amoroso, como vencê-los a todos, e, ao mesmo tempo, ensinando a técnica de como retirar do aparente mal as proveitosas lições da felicidade.

Considera-Lhe os testemunhos, e, em qualquer momento em que sejas defrontado pela aflição ou prova, enfrenta as circunstâncias e extrai do amor a parte melhor da tua tarefa de santificação.

[Joanna de Ângelis]
[Divaldo Franco]
[Oferenda ]
[Editora LEAL]

domingo, 7 de fevereiro de 2010

A arte de ser feliz




Acorde todas as manhã com um sorriso. Esta é mais uma oportunidade que você tem para ser feliz. Seja seu próprio motor de ignição. O dia de hoje jamais voltará. Não o desperdice, pois você nasceu para ser feliz!

Enumere as boas coisas que você tem na vida. Ao tomar consciência do seu valor, você será capaz de ir em frente com muita força, coragem e confiança!

Trace objetivos para cada dia. Você conquistará seu arco-íris, um dia de cada vez. Seja paciente.

Não se queixe do seu trabalho, do tédio, da rotina, pois é o seu trabalho que o mantém alerta, em constante desenvolvimento pessoal e profissional, além disso o ajuda a manter a dignidade.

Acredite, seu valor está em você mesmo. Não se deixe vencer, não seja igual, seja diferente. Se nos deixarmos vencer, não haverá surpresas, nem alegrias ...

Conscientize - se que a verdadeira felicidade está dentro de você. A felicidade não é ter ou alcançar, mas sim dar. Estenda sua mão.

Compartilhe. Sorria. Abrace. A felicidade é um perfume que você não pode passar nos outros sem que o cheiro fique um pouco em suas mãos.

O importante de você ter uma atitude positiva diante da vida, ter o desejo de mostrar o que tem de melhor, é que isso produz maravilhosos efeitos colaterais.

Não só cria um espaço feliz para o que estão ao seu redor, como também encoraja outras pessoas a serem mais positivas.

O tempo para ser feliz é agora.
O lugar para ser feliz é aqui!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Segurança Íntima


Embora atingido pela maleivosa insinuação da inveja, não te
deixes arrastar à inquietação.

Não obstante a urdidura da maledicência tentando envolver-te
em suas malhas, não te perturbes com a sua insídia.

Mesmo que te percebas incompreendido, quando não caluniado pelos frívolos
e despeitados, não te aflijas.

Segurança interior deve ser a tua força de equilíbrio, a resistência dos
teus propósitos.

Quem é fiel a um ideal dignificante não consegue isentar-se da animosidade
gratuita, que grassa soberana, ou sequer logra permanecer inatacável pela
pertinácia da incúria...

Somente os inúteis poderiam acreditar-se não agredidos.

O bom operário, todavia, quando na desincumbência dos deveres, experimenta
as agressões de todo porte com que os cômodos e insatisfeitos pretendem
desanimá-lo.

De forma alguma concedas acesso à irritação ou à informação malsã na tua
esfera de atividades.

Quando te sentires compreendido, laureado pelos sorrisos e beneplácitos humanos,
quiçá estejas atendendo aos interesses do mundo, contudo não te encontrarás em
conduta correta em relação aos compromissos com Jesus.

Quem serve ao mundo e a ele se submete certamente não dispõe de tempo para os
deveres relevantes, em relação ao espírito. A recíproca, no caso, é verdadeira.

Não te eximirás, portanto, à calúnia, à difamação, às artimanhas dos famanazes da
irresponsabilidade, exceto se estiveres de acordo com eles.

Não produzem e sentem-se atingidos por aqueles que realizam, assim desgastando- se e partindo para a agressividade, com as armas que lhes são afins.

Compreende-os malgrado não te concedas sintonizar com eles, nas faixas psíquicas em que atuam.

Não reajas, nem os aceites.

Suas farpas não devem atingir-te.

Eles estão contra tudo. Afinal estão contra eles mesmos, por padecerem de
hipertrofia dos sentimentos e enregelamento da razão.

Segurança íntima é fruto de uma consciência tranqüila, que decorre do dever retamente cumprido, mediante um comportamento vazado
nas lições que haures na Doutrina de Libertação espiritual, que é o Espiritismo.

Assim, não te submetas ou te condiciones às injunções de homens ou Entidades, se pretendes servir ao Senhor...

Toda sujeição aos transitórios impositivos das paixões humanas, em nome do Ideal de vida espiritual, se transforma em escravidão com lamentável desrespeito aos compromissos reais assumidos em relação ao Senhor.

Recorda-te d’Ele, crucificado, desprezado, odiado por não se submeter aos impositivos da mentira e das vacuidades humanas, todavia triunfante sempre pela Sua fidelidade ao Pai.


[Joanna de Ângelis]
[Divaldo Franco]
[Leis Morais da Vida]
[Editora LEAL]

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

- O CORTADOR DE DIAMANTE


Tulku Pema Wangyal Rinpoché
(Diamond-cutter)

Trad. Helena Mello

No princípio, é preferível sentarmo-nos para habituarmo-nos a tomar consciência da inclinação da nossa mente. Quando despejamos água lamacenta num recipiente, é preciso deixar decantar para que ela reencontre a sua limpidez. Estando alguns instantes tranquilos e sem tensões, vemos melhor em nós mesmos. Com tempo, essa faculdade torna-se natural. Consciente sem demora do que se passa no espírito, não nos deixamos mais ser assaltados por sentimentos negativos ou por sonhos inúteis que não se realizam nunca.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Fiel para sempre


No embate contínuo das inúmeras paixões
para a intransferível sublimação espiritual,
o cristão, descontente com as concessões que
frui, compreende a necessidade de prosseguir
lutando.

O triunfo imediato, as glórias fáceis, as
alegrias ligeiras não o fascinam, porque
lhes confere a transitoriedade.

Ante os monumentos colossais do passado,
agora corroídos pelo tempo, constata a
vacuidade dos bens terrenos.

Colunas de mármores raros cinzelados,
granitos preciosos ornados de metais que
produzem pujança e beleza deslumbrante,
ressurgem, frios, tristes, aos seus olhos,
narrando a história das mãos escravas que
os trabalharam, lavando com suores e
lágrimas de sangue a poeira que os
instrumentos produziram ao dar-lhes forma
arrancando dos minerais brutos a mensagem
da beleza.

Museus abarrotados de valores de alto preço,
que descrevem conquistas e poder, parecem
páginas que choram em esculturas quebradas
e ornatos incompletos, preciosidades mortas,
fitando homens que a miséria mata desde a
orfandade e que, possivelmente, foram os
mesmos, que um dia no passado, se
banquetearam na abastança da ilusão.

Lajes que suportaram, indiferentes, o
tropel de exércitos com os seus animais e
carros de guerra, continuam, gastas,
suportando máquinas velozes que a técnica
constrói...

E as paixões hoje são quase as mesmas de
ontem, senão mais açuladas, mais violentas
e devastadoras, no homem que prossegue
inquieto.

Fala-se muito sobre tais belezas, ora
transformadas em mausoléus de lembranças.
Sem dúvida, retratam a arte, expressam
grandezas espirituais, muitas delas.
Fitando-as, todavia, não há como deixar de
inquirir: "Se Deus concede ao homem ímpio e
infeliz tanta fortuna, que não reservará ao
filho generoso e trabalhador que Lhe é
fiel?!"

Luta, pois, e sofre, mesmo sozinho.

Desencarcera- te das primitivas manifestações
do instinto, por cujos impulsos tens transitado
e ascende aos panoramas da emoção superior,
buscando com os sentimentos nobres e a
inteligência lúcida, a intuição libertadora.

Não te equivoques com o sorriso dos
conquistadores iludidos, nem suponhas que,
promovendo alaridos, eles hajam encontrado a
felicidade. O júbilo que promove balbúrdia é
loucura em plena explosão.

A alegria que brota de dentro é como córrego
precioso, que nasce discretamente e
dessedenta a terra por onde cantam, docemente,
suas águas passantes.

A atroada dos infelizes é produzida pela
fuga que promovem, aparentando festa
interior.

Ei-los que se embriagam por um dia, se
entristecem no outro, murcham repentinamente
e se desgarram na excentricidade das alienações
mentais, conquanto aplaudidos por outros
enfermos, sumindo pela porta do suicídio
direto ou indireto para defrontar a realidade
dolorosa, logo depois.

Todo cristão autêntico sofre um "espinho na
carne", que lhe dói e é, também, sua
advertência.

O Calvário não é apenas a recordação ou o nome
do lugar onde Ele padeceu. É a mensagem eterna
da superação do Filho de Deus a todas as
contingências, circunstâncias e imposições
humanas, falando de amor, coragem, renúncia e
fé.

Todos os mártires da fé, os heróis do bem e
os santos do amor, caminhando entre os homens,
sofriam com alegria o seu calvário, que era o
sinal de união contínua com Ele, o Herói
Estelar.

Abre, desse modo, os teus braços, submete-te
à cruz redentora e avança. Pára a ouvir um
pouco as vozes do passado que ensinam
experiências e não temas: sê fiel a Jesus
até o fim!

[Joanna de Ângelis]
[Divaldo Franco]
[Sol de Esperança]
[Editora LEAL]