quarta-feira, 17 de outubro de 2012


PROPRIEDADE: ENTRE A PAIXÃO E A SOLIDARIEDADEEscreve: José RodriguesEm: Agosto de 2012http://www.viasantos.com/pense/arquivo/1380.html
 
O Espírito que se assinou Pascal transmitiu em Genebra, em 1860, comunicação na qual afirmou que “O homem só possui em plena propriedade aquilo que lhe é dado levar deste mundo”, conforme transcreve Allan Kardec em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, cap. 16.
 
Sem assinatura, o que pode ser atribuído a O Espírito da Verdade, há a seguinte conceituação sobre as paixões n’O Livro dos Espíritos (q. 907):

Pergunta: “Será substancialmente mau o princípio originário das paixões, embora esteja na natureza?” Resposta: “Não; a paixão está no excesso de que se acresceu a vontade, visto que o princípio que lhe dá origem foi posto no homem para o bem, tanto que as paixões podem levá-lo à realização de grandes coisas. O abuso delas é que causa o mal”.
 
Allan Kardec adiciona o seguinte comentário à questão 908: “As paixões são alavancas que decuplicam as forças do homem e o auxiliam na execução dos desígnios da Providência. (...) O princípio das paixões não é, assim, um mal, pois que assenta numa das condições providenciais da nossa existência”.
 
Nestas colocações está um autêntico desafio sobre a natureza do homem. Uma, aparentemente, do Espírito Pascal, induz ao completo desapego à propriedade, que não pode ser levada deste mundo. Outra, sob a responsabilidade de Allan Kardec, justifica e até sanciona as ações humanas originárias das paixões, embora coloque que estas se tornam perigosas se não forem governadas pelo Espírito.
 
Pergunta-se: sob o pressuposto de que o homem só é proprietário daquilo que pode levar deste mundo, ser-lhe-á saudável, dentro de seu complexo existencial, anular ou desprezar os impulsos criadores derivados das paixões?
 
Acredito que a proposta espírita sobre a propriedade deva resultar do entendimento das colocações acima, de suas interpretações, sob a ótica das informações agregadas da Filosofia Espírita, que desde logo descartam as conclusões maniqueístas.
 
A afirmação de Pascal é verdadeira enquanto fato físico, mas incompleta, se tomada ao pé da letra, na medida em que não incorpora as experiências derivadas do exercício das paixões e até de seus benefícios consequentes. Aniquilar as paixões é ir contra a natureza do homem terreno que se conhece. Franqueá-las, sem limites, implicará em prejuízos para a vida do Espírito e para o meio em que este atua.
 
Questiona-se, agora, o limite ou as conveniências das iniciativas pessoais, sob quaisquer fundamentos, sejam naturais, existenciais, pessoais ou doutrinários.
 
Os sistemas que se basearam no darwinismo social de Herbert Spencer, com clara premiação à propriedade individual, sancionaram a acumulação pela chamada livre iniciativa; defensores da competição econômica e social, na busca de resultados (lucros), acabaram instituindo a mais-valia, uma apropriação além do justo, dos resultados do trabalho. A especulação, a sonegação, a aniquilação do concorrente, a compra de empresas menores por outras maiores, o monopólio, os trusts, a “validade” da destruição de produtos para melhoria de seus preços, receberam o amparo desse sistema.
 
Max Weber, quando procura identificar na história o espírito do capitalismo, remonta ao calvinismo, cuja teologia prega o amor ao trabalho, contrariamente à concepção medieval que considera o trabalho uma maldição. Calvino, no entanto, não coloca a riqueza gerada pelo trabalho como instrumento de gozo ou prazer. “Combinando essa restrição ao consumo com a liberação da procura da riqueza, é óbvio o resultado que daí decorre: a acumulação capitalista através da compulsão ascética à poupança”, diz Weber.
 
Afirmam os Espíritos que a propriedade só é legítima se adquirida sem o prejuízo de outrem. A mais-valia, portanto, é a primeira consequência contra a qual se coloca a Doutrina Espírita. Expressa também esta doutrina que, para o homem, o limite do trabalho é o das forças, pelo que lhe tira qualquer argumento tendente ao ócio permanente.
 
Existe, assim, um limite natural ao aumento desmesurado de bens nas mãos das pessoas, na medida em que estas devem legitimar pelo trabalho tudo o que obtêm. Os Espíritos colocam até sob suspeita a intenção de acumular-se riqueza pelo “desejo de fazer o bem.” (questão 902 de OLE).
 
Aqui está, a nosso ver, o método redistributivista espírita. Ele é preventivo, desarma futuras desigualdades sociais, na proporção em que, se cada um recebe apenas aquilo a que faz jus, opera-se a imediata repartição dos frutos do trabalho.
 
A tese espírita, portanto, não é contra a propriedade de forma absoluta, nem contra a acumulação. Grandes obras exigem recursos correspondentes. Até certo ponto, a propriedade pessoal e sua busca escoam a capacidade criativa das pessoas, mas quando a propriedade assume um interesse social, da qual muitas outras pessoas dependem e para a qual contribuem com seu trabalho, é justa a sua socialização.
 
Não significa, todavia, a estatização da propriedade. Esta pode até existir, ser aceita por uma comunidade, que elege o Estado como gestor único dos bens. O avanço do Estado na economia, no entanto, em qualquer sistema, tem-se mostrado adverso. A burocracia cria e se apossa da mais-valia, enquanto exige hegemonias político-ideológicas contrárias aos princípios da liberdade política.
 
A socialização que defendemos será entre os participantes da produção, em estilo cooperativista e solidário, com a mínima participação da burocracia estatal, pela abolição de privilégios de qualquer espécie, embora mantidas hierarquias e algumas diferenças na distribuição dos resultados do trabalho.
 
Para ajudar a esse objetivo, deve-se desenvolver a pesquisa sobre o homem, sua natureza e objetivos, da qual derivam informações que nos façam ver os equívocos do egoísmo e do apego excessivo a valores de curta duração. Será a visão do homem-espírito, em contínua busca, sem complicar-se com os meios.
 
■ Nota do PENSE: Tema apresentado no painel “Propriedade”, dentro do tema “Espiritismo e Constituinte”, no II Encontro Nacional Sobre o Aspecto Social da Doutrina Espírita, realizado em São Paulo de 28 de fevereiro a 3 e março.
 
Fonte: Abertura - jornal de cultura espírita, maio de 1987, ano I, nº 2. Licespe – Santos- SP.
 
José Rodrigues (1937-2010), economista e jornalista, um dos fundadores e editores do site Pense - Pensamento Social Espírita e fundador da ARS - Ação de Recuperação Social, de Santos-SP, foi redator do periódico Espiritismo e Unificação e membro do conselho de redação do Abertura - jornal de cultura espírita. É autor do livro “Vila Socó: Uma Tragédia Programada”.
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terça-feira, 9 de outubro de 2012


A Arte de Escutar

Alpino, Itália - 1ª palestra 1 de julho, 1933

Amigos, eu gostaria que fizessem uma descoberta viva, não uma descoberta induzida pela descrição de outros. Se alguém, por acaso, lhes tivesse falado sobre este cenário, teriam vindo com as vossas mentes preparadas para tal descrição, e talvez ficassem depois desapontados pela realidade. Ninguém pode descrever a realidade. Devem experimentá-la, vê-la, sentir toda a sua atmosfera. Quando virem a sua beleza e graciosidade, experimentarão uma renovação, uma aceleração na alegria.
A maioria das pessoas que pensam que estão à procura da verdade preparou já as suas mentes para a receber estudando descrições do que procura. Quando se examinam religiões e filosofias, descobrir-se-á que todas elas tentaram descrever a realidade; tentaram descrever a verdade para vossa orientação.
Não vou tentar descrever o que é para mim a verdade, já que isso seria um intento impossível. Não se pode descrever ou transmitir a outro a amplitude de uma experiência. Cada um deve vivê-la por si próprio.
Como a maioria das pessoas, vocês leram, ouviram e imitaram; tentaram descobrir o que os outros disseram sobre a verdade e sobre Deus, sobre a vida e a imortalidade. Possuem, portanto, uma imagem na mente, e querem agora comparar essa imagem com o que eu vou dizer. Ou seja, a vossa mente procura apenas descrições; não tentam descobrir de novo, tentam apenas comparar. Mas como eu não vou tentar descrever a verdade, porque ela não pode ser descrita, haverá naturalmente confusão na vossa mente.
Quando retêm uma imagem que vão tentar copiar, ou se atêm a um ideal que vão tentar seguir, jamais poderão enfrentar uma experiência completamente; nunca serão francos, nunca serão verdadeiros no que respeita a vocês mesmos e às vossas acções; estão sempre a autoproteger-se com um ideal. Se realmente sondarem a vossa mente e o vosso coração, descobrirão que vêm aqui para obter algo novo; uma ideia nova, uma sensação nova, uma nova explicação da vida, de forma a poderem moldar a vossa própria vida de acordo com ela. Por isso estão realmente à procura de uma explicação satisfatória. Não vieram com uma atitude de frescura, para que com a vossa própria percepção, a vossa própria intensidade, pudessem descobrir a alegria da acção natural e espontânea. Muitos de vocês procuram apenas a explicação descritiva da verdade, pensando que se conseguirem descobrir o que é a verdade, poderão então moldar as vossas vidas de acordo com essa luz eterna.
Se for esse o motivo da vossa procura, então não se trata de uma procura da verdade. É mais propriamente uma procura de consolo, de conforto; não é mais que uma tentativa de escapar aos inumeráveis conflitos e batalhas que têm que enfrentar todos os dias.
Do sofrimento nasceu o impulso de buscar a verdade; no sofrimento reside a causa da inquirição insistente, da procura da verdade. No entanto quando sofrem – pois todos sofrem – procuram remédio e conforto imediatos. Quando sentem uma dor física momentânea, obtêm um paliativo na farmácia mais próxima para atenuar o vosso sofrimento. Da mesma forma, quando experimentam uma angústia mental ou emocional momentânea, procuram consolo, e imaginam que tentar encontrar alívio para a dor é a procura da verdade. Dessa forma estão continuamente à procura de uma compensação para as vossas dores, uma compensação pelo esforço que são assim obrigados a fazer. Evitam a causa principal do sofrimento e vivem portanto uma vida ilusória.
Portanto, essas pessoas que estão sempre a proclamar que estão na busca da verdade estão, na verdade, a deixá-la escapar. Chegaram à conclusão que as suas vidas são insuficientes, incompletas, com falta de amor, e pensam que tentando procurar a verdade encontrarão satisfação e conforto. Se tiverem a franqueza de dizer a vocês próprios que vão apenas à procura de consolo e compensação pelas dificuldades da vida, serão capazes de procurar resolver o problema de forma inteligente.
Mas enquanto fingirem que estão à procura de algo mais que de simples compensação, não poderão ver a questão com clareza. A primeira coisa a descobrir, portanto, é se estão realmente à procura, fundamentalmente à procura da verdade.
Um homem que procura a verdade não é um discípulo da verdade. Suponham que me dizem: “Não tive amor na minha vida; foi uma vida pobre, uma vida de constante sofrimento; por isso, para obter conforto, procuro a verdade.” Devo então chamar a atenção para o facto de que a vossa procura de conforto é uma total ilusão. Na vida não existe isso de conforto e segurança. A primeira coisa a perceber é que devem ser absolutamente francos.
Mas vocês próprios não estão certos do que realmente querem: querem conforto, consolação, compensação, e no entanto, ao mesmo tempo, querem algo que é infinitamente maior que a compensação e o conforto. A vossa mente está tão confusa que num momento vocês confiam numa autoridade que lhes oferece compensação e conforto e, no momento seguinte, voltam-se para outra que lhes nega conforto. A vossa vida portanto torna-se numa refinada e hipócrita existência, uma vida de confusão. Tentem descobrir o que realmente pensam; não finjam pensar o que acham que devem pensar; então, se estiverem conscientes, totalmente vivos no que estão a fazer, saberão por vocês próprios, sem auto-análise, o que realmente desejam. Se forem totalmente responsáveis nos vossos actos, saberão então sem auto-análise o que realmente procuram. Este processo de descoberta não precisa de grande força de vontade, de grande vigor, mas apenas de interesse em descobrir o que pensam, descobrir se realmente são honestos ou se vivem numa ilusão.
Ao falar com grupos de ouvintes em todo o mundo, descubro que cada vez mais pessoas parecem não compreender o que eu digo porque vêm com ideias fixas; ouvem com a sua atitude tendenciosa, sem tentar descobrir o que tenho para dizer, mas apenas esperando descobrir o que secretamente desejam. É inútil dizer, “Aqui está um novo ideal pelo qual devo moldar-me”. Descubram de preferência o que realmente sentem e pensam.
Como é que podem descobrir aquilo que realmente sentem e pensam? Do meu ponto de vista, só o poderão fazer tendo consciência de toda a vossa vida. Descobrirão então até que ponto são escravos dos vossos ideais, e ao descobri-lo, verão que criaram ideais apenas para vossa consolação.
Onde existe dualidade, onde existem opostos, deve haver a consciência de incompletude. A mente está presa entre opostos, tais como castigo e recompensa, bom e mau, passado e futuro, ganho e perda. O pensamento é apanhado nesta dualidade, e por isso há incompletude na acção. Esta incompletude gera sofrimento, o conflito da escolha, esforço e autoridade, e a fuga do não essencial para o essencial.
Quando se sentem incompletos, sentem-se vazios, e desse sentimento de vazio surge o sofrimento; devido a essa incompletude vocês criam padrões, ideias, para sustentá-los no vosso vazio, e estabelecem esses padrões e ideais como sendo a vossa autoridade externa. Qual é a causa interior da autoridade externa que criam para si mesmos? Primeiro, sentem-se incompletos e sofrem por causa dessa incompletude. Enquanto não compreenderem a causa da autoridade, não passarão de uma máquina imitativa, e onde existe imitação não pode existir a preciosa realização da vida. Para compreender a causa da autoridade deverão acompanhar o processo mental e emocional que a cria. Em primeiro lugar sentem-se vazios e para se livrarem desse sentimento fazem um esforço; ao fazer esse esforço estão somente a criar opostos; criam uma dualidade que apenas aumenta a incompletude e o vazio. Vocês são responsáveis por autoridades externas tais como religião, política, moralidade, por autoridades tais como padrões económicos e sociais. Devido ao vosso vazio, à vossa incompletude, criaram estes padrões externos dos quais tentam agora libertar-se. Evolucionando, desenvolvendo, crescendo longe deles, querem criar uma lei interna para vocês próprios. À medida que vão compreendendo os padrões externos, querem libertar-se deles e desenvolver o vosso próprio padrão interno. Este padrão interno, a que vocês chamam de “realidade espiritual”, vocês identificam-no como uma lei cósmica, o que significa que não criaram senão outra divisão, outra dualidade.
Portanto, primeiro criam uma lei externa, e depois procuram libertar-se dela desenvolvendo uma lei interna que identificam com o universo, com o todo. É isso o que está a acontecer. Continuam conscientes do vosso egotismo que agora identificam como uma grande ilusão, chamando-lhe cósmica. Portanto, quando dizem, “Eu obedeço à minha lei interna”, não estão senão a utilizar uma expressão para encobrir o vosso desejo de se libertarem. Para mim, o homem que esteja ligado seja a uma lei externa seja a uma interna está enclausurado numa prisão; está dominado por uma ilusão. Por isso, um homem assim não pode compreender a acção espontânea, natural e saudável.
Ora bem, porque é que criam leis internas para vocês próprios? Não será porque a luta da vida diária é tão grande, tão inarmónica, que querem libertar-se dela e a criação de uma lei interna torna-se o vosso conforto? E tornam-se escravos dessa autoridade interna, desse padrão interno, porque rejeitaram somente a imagem exterior, e criaram no seu lugar uma imagem interior à qual se escravizaram.
Por este método não alcançarão o verdadeiro discernimento, e o discernimento é completamente diferente de escolha. A escolha tem que existir onde houver dualidade. Quando a mente está incompleta e está consciente dessa incompletude, tenta libertar-se dessa incompletude e em consequência cria o oposto a essa incompletude. Esse oposto pode ser um padrão tanto externo como interno, e uma vez estabelecido esse padrão, julga cada acção, cada experiência por esse padrão, e vive assim num estado contínuo de escolha. A escolha nasce somente da resistência. Se não houver discernimento, não há esforço.
Portanto para mim toda esta ideia de fazer um esforço em direcção à verdade, em direcção à realidade, esta ideia de efectuar um esforço continuado, é absolutamente falsa. Enquanto estiverem incompletos experimentarão sofrimento, e por isso estarão comprometidos com a escolha, o esforço, a luta incessante por aquilo a que chamam de “conhecimento espiritual”. Por isso eu digo que quando a mente fica aprisionada na autoridade não pode ter compreensão verdadeira, pensamento verdadeiro. E uma vez que as mentes da maioria das pessoas estão aprisionadas na autoridade – que não é mais que uma evasão à compreensão, ao discernimento – não poderão experimentar completamente a experiência da vida. Por esse motivo vivem uma vida dupla, uma vida de fingimento, de hipocrisia, uma vida na qual não existe nenhum momento de plenitude.
Textos de J.Krishnamurti em Português
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MAS DEUS...



Há muita gente que te ignora.
Entretanto, Deus te conhece.
Há quem te veja doente.
Deus, porém, te guarda a saúde.
Companheiros existem que te reprovam.
Mas Deus te abençoa.
Surge quem te apedreje.
Deus, no entanto, te abraça.
Há quem te enxergue caindo em tentação.
Deus, porém, sabe quanto resistes.
Aparece quem te abandona.
Entretanto, Deus te recolhe.
Há quem te prejudique.
Mas Deus te aumenta os recursos.
Surge quem te faça chorar.
Deus, porém, te consola.
Há quem te fira.
No entanto, Deus te restaura.
Há quem te considere no erro.
Mas Deus te vê de outro modo.
Seja qual for a dificuldade.
Faze o bem e entrega-te a Deus.

Emmanuel
COMPANHEIRO” – FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
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Anunciar o Evangelho não é um título de glória para mim; ao contrário, é uma necessidade que me foi imposta. Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho!
 São Paulo


 
Ano B 
Dia: 09/10/2012
A atitude de Maria
Lc 10, 38-42
 
Jesus e os seus discípulos continuaram a sua viagem e chegaram a um povoado. Ali uma mulher chamada Marta o recebeu na casa dela. Maria, a sua irmã, sentou-se aos pés do Senhor e ficou ouvindo o que ele ensinava. Marta estava ocupada com todo o trabalho da casa. Então chegou perto de Jesus e perguntou:
- O senhor não se importa que a minha irmã me deixe sozinha com todo este trabalho? Mande que ela venha me ajudar.
Aí o Senhor respondeu:
- Marta, Marta, você está agitada e preocupada com muitas coisas, mas apenas uma é necessária! Maria escolheu a melhor de todas, e esta ninguém vai tomar dela.
 
Comentário do Evangelho
Jesus visita Marta e Maria
 
O povoado de Marta e Maria, que em Lucas não tem nome, é identificado no Evangelho de João como sendo Betânia, que fica próximo a Jerusalém. Pelos detalhes desta narrativa, percebe-se que Marta é a irmã mais velha. Recebe Jesus e está imbuída de responsabilidade pelos cuidados com o hóspede. Espera que Maria a ajude. Mostrando estar à vontade com Jesus, queixa-se da irmã. Jesus, com carinho, repetindo o nome dela por duas vezes, mostra-lhe que a atitude de Maria é a mais conveniente no momento, pois ele está ali para lhes comunicar sua palavra, que é vida. Para as primeiras comunidades a narrativa tinha dois sentidos. As mulheres, ao receberem missionários em suas casas, não devem ater-se simplesmente a lhes proporcionar o bem-estar, mas também devem estar atentas para escutá-los. Por outro lado, nas comunidades as mulheres não devem restringir-se a deveres domésticos, mas também devem sentir-se livres e se dedicarem à escuta e à participação da palavra. A narrativa foi tardiamente interpretada na Igreja como se a opção pela vida contemplativa fosse melhor do que a vida ativa.   

 Oração

Pai, que o meu agir não seja movido por um ativismo insensível à palavra de Jesus. Antes, seja toda a minha ação decorrência da escuta atenta desta palavra. 
Fonte:www.paulinas.org.br 
 

Um Meio ou uma Desculpa
"Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes.
Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.
Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo.
O sucesso é construído à noite!
Durante o dia você faz o que todos fazem.
Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial.
Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados.
Não se compare à maioria, pois, infelizmente ela não é modelo de sucesso.
Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas.
Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão.
Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina.
A realização de um sonho depende de dedicação, há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é ilusão, e a ilusão não tira ninguém de onde está, em verdade a ilusão é combustível dos perdedores pois...
Quem quer fazer alguma coisa, encontra um MEIO.
Quem não quer fazer nada, encontra uma DESCULPA."
Roberto Shinyashiki