Olá amigos, sejam bem-vindos !!
Este é um espaço reservado para que possamos refletir um pouco sobre a espiritualidade. Estudem, comentem e estejam à vontade!
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sábado, 29 de setembro de 2018
VIVEKA - Pois não há Sabedoria sem Discernimento: Mensagem de um Mestre de Sabedoria sobre a Grave ...
VIVEKA - Pois não há Sabedoria sem Discernimento: Mensagem de um Mestre de Sabedoria sobre a Grave ...: Sobre a Grave Situação Mundial que vive a Humanidade atualmente Uma exortação pelo despertar da Unidade e Amor Universal! Mahatma M. 197...
segunda-feira, 24 de setembro de 2018
Krishna e o Cristo Jesus
Muito se fala sobre a semelhança das histórias da vida de
Jesus, o Cristo, e a história de Krishna, na Índia. Ambos são filhos de Deus e
encarnados no plano da matéria para ajudar os homens a avançar com mais rapidez
e segurança em direção a luz. São avatares...
A atração
que a matéria exerce sobre os espíritos encarnados é muito forte. E a medida
que essa atração vai aumentando ela vai ofuscando a chama da espiritualidade,
conduzindo-a para o seu apagamento. É necessário, então, que haja uma ação
eficaz do plano superior, visando retomar o caminho da luz, esclarecendo os
homens onde está a verdade e a necessidade de se retomar o caminho da direita,
que leva à ascensão a Deus.
É com esse
mister que espíritos do mais alto escol se fazem presentes no nosso planeta para
nos trazer a verdade e com o seu exemplo
mudar o nosso comportamento. Buda, Krishna e o Cristo Jesus, são exemplos
dessas encarnações. E não será de se estranhar se tais personagens não se
tratar do mesmo espírito que, em espaçadas eras, retorna ao nosso planeta para
nos ensinar as verdades que conduzem à senda da luz.
Talvez
encontremos ai a razão das semelhanças entre a doutrina Cristã com a filosofia
budista dentre outras que nos vem das religiões praticadas na Índia.
segunda-feira, 13 de agosto de 2018
Necessidade de valorização
Os
destrutivos gigantes da alma, que exteriorizam os tormentos e a
imaturidade do ego, de alguma forma refletem um fenômeno psicológico, às
vezes de procedência inconsciente, noutras ocasiões habilmente
estabelecido, que é a necessidade da sua valorização.
Quando
escasseiam os estímulos para esse cometimento do eu, sem crescimento
interior, que não recebe compensação externa mediante o reconhecimento
nem a projeção da imagem, o ego sobressai e fixa-se em mecanismos
perturbadores a fim, de lograr atenção, desembaraçando-se, dessa forma,
do conflito de inferioridade, da sensação de incompletude. Tivesse
maturidade psicológica e recorreria a outros construtores gigantes da
alma, como o amor, o esforço pessoal, a conscientização, a
solidariedade, a filantropia, desenvolvendo as possibilidades de
enriquecimento interior capazes de plenificação.
Acostumado
às respostas imediatas, o ego infantil deseja os jogos do prazer a
qualquer preço, mesmo sabendo que logo terminam deixando frustração,
amargura e novos anelos para fruir outros. A fim de consegui-lo e por
não saber dirigir as aspirações, asfixia-se nos conflitos perturbadores e
atira-se ao desespero. Quando assim não ocorre, volta-se para o mundo
interior e reprime os sentimentos, fechando-se no estreito quadro de
depressão. Renitente, faculta que ressumam as tendências do prazer,
mascaradas de auto-aflição, de autoflagelação, de autodepreciação. Entre
muitos religiosos em clima de insatisfação pessoal, essa necessidade de
valorização reaparece em estruturas de aparente humildade, de
dissimulação, de piedade, de proteção ao próximo, estando desprotegidos
de si mesmos...
A
humildade é uma conquista da consciência que se expressa em forma de
alegria, de plenitude. Quando se manifesta com sofrimento, desprezo por
si mesmo, violenta desconsideração pela própria vida, exibe o lado
oculto da vaidade, da violência reprimida e chama a atenção para aquilo
que, legitimamente, deve passar despercebido. A humildade é uma atitude
interior perante a vida; jamais uma indumentária exterior que desperta a
atenção, que forja comentários, que compensa a fragilidade do ego. O
caminho para a conscientização, de vigilância natural, sem tensão,
fundamentando-se na intenção libertadora, é palmilhado com naturalidade e
cuidado.
Jesus,
na condição de excepcional Psicoterapeuta, recomendava a vigilância
antes da oração, como forma de auto-encontro, para depois ensejarse a
entrega a Deus sem preocupação outra alguma. A Sua proposta é atual,
porquanto o inimigo do homem está nele, que vem herdando de si mesmo
através dos tempos, na esteira das reencarnações pelas quais tem
transitado. Trata-se do seu ego, dissimula-dor hábil que conspira contra
as forças da libertação.
Não
podendo fugir de si mesmo nem dos fatores arquetípicos coletivos, o ser
debate-se entre o passado de sombras — ignorância, acomodação,
automatismos dos instintos — e o futuro de luz — plenitude através de
esforço tenaz, amor e auto-realização — recorrendo aos dias presentes,
conturbados pelas heranças e as aspirações. No entanto, atraído pela
razão à sua fatalidade biológica — a morte — transformação do soma —
histórica — a felicidade — e espiritual — a liberdade plena — vê o
desmoronar dos seus anseios e reconstrói os edifícios da esperança,
avançando sem cessar e conquistando, palmo a palmo, a terra de ninguém,
onde se expressam as
próprias emoções conturbadas. Essa necessidade de valorização egóica pode ser transformada em realização do eu mediante o contributo dos estímulos.
próprias emoções conturbadas. Essa necessidade de valorização egóica pode ser transformada em realização do eu mediante o contributo dos estímulos.
Cada
ação provoca uma reação equivalente. Quando não se consegue uma
resposta através de um estímulo positivo, como por exemplo: — Eu te amo,
para uma contestação equivalente: — Eu também, recorre-se a uma
negativa: — Ninguém me ama, recebendo-se uma evasiva — Não me inclua
nisso. Sob trauma ou rancor, o estímulo expressa-se agressivo: — Não
gosto de ninguém, para colher algo idêntico: — A recíproca é verdadeira.
Os estímulos são fontes de energia. Conforme dirigidos, brindam com resultados correspondentes.
O ego que sente necessidade de valorização, sem o contributo do self em consonância, utiliza-se dos estímulos negativos e agressivos para compensar se, sejam quais forem os resultados.
Os estímulos são fontes de energia. Conforme dirigidos, brindam com resultados correspondentes.
O ego que sente necessidade de valorização, sem o contributo do self em consonância, utiliza-se dos estímulos negativos e agressivos para compensar se, sejam quais forem os resultados.
O
importante para o seu momento não é a qualidade da resposta
estimuladora, mas a sua presença no proscênio onde se considera ausente.
Verdadeiramente, no inter-relacionamento social, quando todos se encontram, o ego isola suas vítimas para chamar a atenção ou bloqueia-as de tal forma que não ficam ausentes, porém tornam-se invisíveis. Encontram-se no lugar, todavia, não estão ali. Essa invisibilidade habilmente buscada compensa o conflito do ego, mantendo a autoflagelação de que não énotado, não possui valores atraentes. Tal mortificação neurótica introjeta as imagens infelizes e personagens míticas do sofrimento, que lhe compõem o quadro de desamparo emocional de desdita pessoal.
Verdadeiramente, no inter-relacionamento social, quando todos se encontram, o ego isola suas vítimas para chamar a atenção ou bloqueia-as de tal forma que não ficam ausentes, porém tornam-se invisíveis. Encontram-se no lugar, todavia, não estão ali. Essa invisibilidade habilmente buscada compensa o conflito do ego, mantendo a autoflagelação de que não énotado, não possui valores atraentes. Tal mortificação neurótica introjeta as imagens infelizes e personagens míticas do sofrimento, que lhe compõem o quadro de desamparo emocional de desdita pessoal.
Nesse
comportamento doentio do ego, a necessidade de valorização, porque não
possui recursos relevantes para expor, expressa-se na enganosa
autocomiseração que lhe satisfaz as exigências perturbadoras, e relaxa,
completando-se emocionalmente.
Quando o self assoma e governa o ser, os estímulos são sempre positivos, mesmo que tenham origem negativa ou agressiva, porque exteriorizam o bemestar que lhe é próprio.
Quando o self assoma e governa o ser, os estímulos são sempre positivos, mesmo que tenham origem negativa ou agressiva, porque exteriorizam o bemestar que lhe é próprio.
Se alguém diz: Não gosto de você, a mensagem transacional retorna elucidando : — Eu, no entanto, o estimo.
Se a proposta afirma: — Detesto-o, a comunicação redargue: — Eu o admiro.
Não se contamina nem se amargura, porque, em equilíbrio, possui valor, não tendo necessidade de valorização.
Se a proposta afirma: — Detesto-o, a comunicação redargue: — Eu o admiro.
Não se contamina nem se amargura, porque, em equilíbrio, possui valor, não tendo necessidade de valorização.
Necessidade de valorizaçãopor Psicologia Joanna de Ângelis |
quarta-feira, 13 de junho de 2018
ENCONTRO COM O SELF
Joanna
de Ângelis
Jung definiu
o Self como a representação do objetivo do homem
inteiro, a saber, a realização de sua totalidade e de sua individualidade,
com ou contra sua vontade.
inteiro, a saber, a realização de sua totalidade e de sua individualidade,
com ou contra sua vontade.
A dinâmica desse processo é o
instinto, que vigia para que tudo o que pertence a uma vida individual figure
ali, exatamente, com ou sem a concordância do sujeito, quer tenha consciência
do que acontece, quer não. Capitaneado pelo instinto, o experimenta a sua
injunção, vivenciando um processo de transformação contínuo e sublimante no
rumo da individuação. Muitas vezes, experimentando a própria sombra, tem como
finalidade precípua auxiliar o ego na sua integração plena durante a vigência
do eixo que os vincula e os influencia reciprocamente.
Apesar da sombra ser geradora
de muitos conflitos, deve-se considerar que em muitas situações ela responde
por vários fatores que produzem alegria, relacionamentos felizes, motivações
para se viver, apresentando uma outra face oposta à sua constituição primitiva
como arquétipo.
Na integração da anima com o animus, a fim de ser conseguida a harmonia, a sombra contribui com uma boa parcela de entendimento das suas finalidades, facultando a vivência de ambos sem perturbação da persona. Sendo ela o resultado da repressão de muitos sentimentos que não puderam ser vivenciados, emerge do inconsciente e expressa-se muitas vezes de maneira afligente.
Na integração da anima com o animus, a fim de ser conseguida a harmonia, a sombra contribui com uma boa parcela de entendimento das suas finalidades, facultando a vivência de ambos sem perturbação da persona. Sendo ela o resultado da repressão de muitos sentimentos que não puderam ser vivenciados, emerge do inconsciente e expressa-se muitas vezes de maneira afligente.
Todos creem, por exemplo, que a
função do médico é sempre a de curar, para a qual deve estar sempre preparado,
às ordens. Nada obstante, existem outros fatores que o levam a mudanças dessa
estrutura da persona, assumindo também o comportamento de esposo e pai, de
cidadão e idealista com direito a outras atividades, significando essa
alteração a presença da sombra que lhe emerge do inconsciente pessoal onde
estão arquivadas, desde antes da concepção, as heranças do inconsciente
coletivo.
Numa análise contemporânea, à luz dos ensinamentos espíritas, esses arquivos do inconsciente coletivo são o resultado de vivências que o Espírito realizou em reencarnações transatas através dos tempos, conduzindo essas heranças impressas no seu perispírito (na consciência, enquanto as vivenciando no seu período próprio). Em razão disso, não seja de estranhar que se tornem rejeições da consciência, que as mantém estáticas e uniformes, aguardando o momento para poderem expressar se.
Numa análise contemporânea, à luz dos ensinamentos espíritas, esses arquivos do inconsciente coletivo são o resultado de vivências que o Espírito realizou em reencarnações transatas através dos tempos, conduzindo essas heranças impressas no seu perispírito (na consciência, enquanto as vivenciando no seu período próprio). Em razão disso, não seja de estranhar que se tornem rejeições da consciência, que as mantém estáticas e uniformes, aguardando o momento para poderem expressar se.
Desse modo, é certo que o
indivíduo nasce com todas essas informações adormecidas, que vão ressumando
através dos tempos, e tornando-se conscientes pelo Self. A imagem apresentada
por Jung a respeito do inconsciente é bem fundamentada, porquanto ele o
imaginava como um iceberg, cuja parte visível são apenas 5 % do seu volume
(consciência), estando os 95 % da sua massa submersos (o inconsciente).
Assim se encontra a consciência no ser humano. Faz recordar também o
mesmo conceito de Freud, quando o comparou a um oceano, e a consciência a
uma casca de noz sobre ele.
Em realidade, os arquivos de
todas as experiências pretéritas vivenciadas ao longo das sucessivas
existências corporais é imenso, presentes no inconsciente e que vão sendo
revividas pela consciência, nos momentos dos grandes transes de sofrimento, nos
estados alterados (de consciência), durante os estágios oníricos, quando são
liberados automaticamente, permitindo que o Espírito volte a vivê-los. Em
razão, portanto, desse imenso arsenal que se encontra no inconsciente e que
pode flutuar na consciência, muitos conflitos e complexos da personalidade
tomam corpo, conduzindo as pessoas a transtornos de variada denominação.
Quantos pacientes que se
apresentam resignados na miséria, confiantes na escassez, nobres e honestos nas
situações mais lamentáveis da existência socioeconômica em que se encontram!
Em tal situação prosseguem exercendo os caracteres morais de existência anterior, quando se encontravam em posição relevante, no poder, no conforto, na dignidade, e hoje experimentam o oposto, contribuindo em favor do Self harmônico, com o ego nele integrado, formando a unidade.
Em tal situação prosseguem exercendo os caracteres morais de existência anterior, quando se encontravam em posição relevante, no poder, no conforto, na dignidade, e hoje experimentam o oposto, contribuindo em favor do Self harmônico, com o ego nele integrado, formando a unidade.
De igual maneira, existem
aqueles que se apresentam soberbos e malcriados na pobreza, agressivos e
raivosos, ostentando recursos que realmente não possuem, revivendo situações
anteriores que não puderam ser dignamente cumpridas, e voltaram ao proscênio
terrestre em provas e expiações rigorosas. Tal ocorre a fim de poderem
valorizar as oportunidades existenciais, especialmente os desafios ou provações
da riqueza, do poder, da beleza, das situações invejáveis que invariavelmente
são transformadas em sítios de escravidão para os quais o retorna quando sob o
açodar das recordações inconscientes.
Os muitos complexos de inferioridade ou de superioridade em que expressivo número de pessoas estorcega, não conseguindo disfarçar as mágoas da situação em que se encontram, projetando o que se demora no inconsciente, na difícil condição em que transitam no mundo, têm a sua origem nas condutas mantidas em existências anteriores que não souberam utilizar ou aplicaram de maneira ignominiosa.
Essas pessoas – portadoras do complexo de inferioridade – são rudes, ingratas, exigentes, comprazendo-se em humilhar os servos e auxiliares, mantendo-se dominadoras e inacessíveis… De maneira idêntica, outras
— portadoras do complexo de superioridade — nem sequer se permitem a convivência saudável no círculo familiar e social em que estagiam, não ocultando o conflito que as amargura… Essas heranças marcantes das experiências passadas são muito mais comuns do que podem parecer, consumindo as suas vítimas, aquelas que os conservam.
Os muitos complexos de inferioridade ou de superioridade em que expressivo número de pessoas estorcega, não conseguindo disfarçar as mágoas da situação em que se encontram, projetando o que se demora no inconsciente, na difícil condição em que transitam no mundo, têm a sua origem nas condutas mantidas em existências anteriores que não souberam utilizar ou aplicaram de maneira ignominiosa.
Essas pessoas – portadoras do complexo de inferioridade – são rudes, ingratas, exigentes, comprazendo-se em humilhar os servos e auxiliares, mantendo-se dominadoras e inacessíveis… De maneira idêntica, outras
— portadoras do complexo de superioridade — nem sequer se permitem a convivência saudável no círculo familiar e social em que estagiam, não ocultando o conflito que as amargura… Essas heranças marcantes das experiências passadas são muito mais comuns do que podem parecer, consumindo as suas vítimas, aquelas que os conservam.
Cabe ao Self diluir essas
construções vigorosas impressas na persona pelo inconsciente pessoal desde
quando a psique passou a animar a matéria na concepção fetal. A adoção de
condutas saudáveis com disciplina da sombra, que se apresenta como o
instrumento de execução dessas frustrações do processo evolutivo, torna-se
inevitável e de imediata aplicação. Mediante a reflexão é possível ao Self a
constatação do que é e de como se conduz, esforçando-se por alterar as emissões
mentais para outras condutas mais equilibradas, dentro dos padrões da saúde que
proporciona relacionamentos edificantes e compensadores.
Mantendo a postura referente às
imagens reprimidas no inconsciente, esses pacientes não têm noção do quanto
devem à vida, tornando-se ingratos e reacionários, quando, ocorrendo uma
mudança de atitude adquirida por intermédio da autoanálise que faculta a
identificação das mazelas, poderá começar por bendizer a vida, por ascender na
escala dos valores, por vencer a empáfia, passando a agradecer a oportunidade
de crescimento real para a felicidade. Será mediante esse esforço que o ego se
integrará no Self, sem que desapareçam os seus valores de alta significação.
Conquista da individuação e da gratidão.
A individuação é a conquista
mais expressiva do processo evolutivo do ser humano. Aparentemente se resume na
vitória do Self em relação à sombra e ao ego, assim como à superação dos
arquétipos responsáveis pelos transtornos emocionais e enfermidades de outra natureza
que facultam ao ser humano a perfeita compreensão da vida e
das suas finalidades. E o momento quando a consciência toma conhecimento dos
conteúdos inconscientes e prossegue realizando a sua superação, que consiste na
integração dos arquétipos, a fim de que sejam evitados os conflitos habituais,
ou surjam novos. Pode parecer difícil de acontecer, por exigir o grande esforço
de depuração da personalidade, elegendo-se os valores mais nobres do Espírito.
Em uma análise mais simplista,
pode-se asseverar que a individuação é algo semelhante à auto iluminação dos
místicos ou à conquista do Reino dos Céus proposta por Jesus, quando o
indivíduo se liberta das exigências imediatistas do ego para se transformar em
um oceano de amor e de tranquilidade, passando a vivenciar experiências
emocionais superiores, sem tormentos nem ansiedades.
Os instintos permanecem como parte integrante do conjunto fisiológico, expressando-se nas necessidades primárias automaticamente
sem os impulsos da violência ou os ditames das paixões asselvajadas. Em diluindo-se a sombra, ocorre a harmonia do eixo egol Self, ao tempo em que outros arquétipos como a anima e o animus, a persona, proporcionam equilíbrio psicológico, qual ocorre em Jesus, que é o modelo da verdadeira individuação.
Os instintos permanecem como parte integrante do conjunto fisiológico, expressando-se nas necessidades primárias automaticamente
sem os impulsos da violência ou os ditames das paixões asselvajadas. Em diluindo-se a sombra, ocorre a harmonia do eixo egol Self, ao tempo em que outros arquétipos como a anima e o animus, a persona, proporcionam equilíbrio psicológico, qual ocorre em Jesus, que é o modelo da verdadeira individuação.
É toda uma viagem realizada
pelo self integrado, fulcro energético e central da personalidade. Sendo o Self
o desenhador de toda a trajetória da existência humana, desde o período
infantil, que se manifesta nos períodos oníricos, nos quais se apresenta através
de símbolos arquetípicos, é natural que haja uma grande ansiedade no paciente
que deseja a integração no Self, a autoconsciência, podendo orientar os
arquétipos perturbadores que antes geravam os conflitos e os transtornos de
comportamento por falta de conhecimento da sua realidade.
Todos podem alcançar esse momento culminante da evolução psíquica mediante o esforço que realizem para interpretar os símbolos e as angústias que lhe precedem à ocorrência. Santa Tereza d’Ávila alcançou-o mediante os momentosos êxtases que a conduziram ao estado de plenitude, de iluminação interior, assim como São Francisco de Assis, ou Michelangelo ao terminar de esculpir a estátua de Moisés, que o deslumbrou a tal ponto que exclamou emocionado:
— Parla!
Era tão viva a obra que faltava apenas falar, para se tornar um ser real… Músicos e artistas de vária procedência, cientistas e mártires, filósofos éticos e místicos conseguiram essa integração perfeita, vivenciando o estado de plenitude que os acompanhou até o momento da desencarnação.
Todos podem alcançar esse momento culminante da evolução psíquica mediante o esforço que realizem para interpretar os símbolos e as angústias que lhe precedem à ocorrência. Santa Tereza d’Ávila alcançou-o mediante os momentosos êxtases que a conduziram ao estado de plenitude, de iluminação interior, assim como São Francisco de Assis, ou Michelangelo ao terminar de esculpir a estátua de Moisés, que o deslumbrou a tal ponto que exclamou emocionado:
— Parla!
Era tão viva a obra que faltava apenas falar, para se tornar um ser real… Músicos e artistas de vária procedência, cientistas e mártires, filósofos éticos e místicos conseguiram essa integração perfeita, vivenciando o estado de plenitude que os acompanhou até o momento da desencarnação.
Normalmente, um psicoterapeuta
experiente pode conduzir os seus pacientes ao momento culminante da libertação
dos seus transtornos quando os leva à individuação, como estágio superior e
culminante da saúde integral.
Jung logrou vivenciá-la, conseguindo individuar-se por meio dos métodos psicoterapêuticos por ele próprio elaborados. O mestre suíço elucidou igualmente que é possível conseguir-se a individuação quando se logra a assimilação das quatro funções por ele descritas como sensação, pensamento, intuição e sentimento. Nos seus estudos alquímicos comparou a meta da individuação ao que sucede com a Opus ou Grande obra que os alquimistas tentaram vivenciar. E, portanto, um processo lento, contínuo e de elevação emocional.
Jung logrou vivenciá-la, conseguindo individuar-se por meio dos métodos psicoterapêuticos por ele próprio elaborados. O mestre suíço elucidou igualmente que é possível conseguir-se a individuação quando se logra a assimilação das quatro funções por ele descritas como sensação, pensamento, intuição e sentimento. Nos seus estudos alquímicos comparou a meta da individuação ao que sucede com a Opus ou Grande obra que os alquimistas tentaram vivenciar. E, portanto, um processo lento, contínuo e de elevação emocional.
Pode-se alcançá-lo também
mediante a oração, os fenômenos mediúnicos e paranormais, as regressões
psicológicas que conduzem à fase infantil ou mesmo uterina, assim como às
existências passadas, a meditação, de forma que todos os conteúdos
inconscientes geradores do medo e da ansiedade, das angústias e inquietações
possam ser diluídos por intermédio do enfrentamento consciente, nada deixando
de enigmático nos painéis do inconsciente que possa ressurgir de forma
assustadora…
Essa conquista formosa torna o ser diferenciado, libertando-o dos clichês e das imposições sociais que sempre o escravizam, exigindo-lhe condicionamento, quando aspira por liberdade. Com essa conquista, o ser humano torna-se consciente de si mesmo, das responsabilidades que lhe dizem respeito no concerto da sociedade, encorajando-o para os ideais relevantes, embora raciocinando que novas situações difíceis surgirão, mas que poderão ser vencidas naturalmente.
Essa conquista formosa torna o ser diferenciado, libertando-o dos clichês e das imposições sociais que sempre o escravizam, exigindo-lhe condicionamento, quando aspira por liberdade. Com essa conquista, o ser humano torna-se consciente de si mesmo, das responsabilidades que lhe dizem respeito no concerto da sociedade, encorajando-o para os ideais relevantes, embora raciocinando que novas situações difíceis surgirão, mas que poderão ser vencidas naturalmente.
A individuação pode ser também
denominada, no seu início, de alguma forma como a participation mystique, de
Lévy-Bruhl. Na etapa final, situando-se o Self como a Imago Dei, numa
conquista de unidade, que não isola o indivíduo, antes, pelo contrário,
favorece o seu intercâmbio com as demais pessoas que passa a ver de maneira
diferenciada de quando havia o predomínio do ego. E tão complexa que se pode
afirmar que tem início, mas nunca termina, porque se trata da busca da
perfeição, no relativo do mundo em
que se encontra o ser humano.
Pode-se, durante o processo de individuação, examinar o desenvolvimento da sociedade desde os seus primórdios e a maneira consciente como vem lidando com as suas projeções e superando-as, mediante as conquistas do conhecimento cultural nos seus vários aspectos, especialmente naqueles de natureza psicológica.
que se encontra o ser humano.
Pode-se, durante o processo de individuação, examinar o desenvolvimento da sociedade desde os seus primórdios e a maneira consciente como vem lidando com as suas projeções e superando-as, mediante as conquistas do conhecimento cultural nos seus vários aspectos, especialmente naqueles de natureza psicológica.
A perfeita identificação dos
conflitos vem facultando que sempre se aspire pela aquisição do bom e do belo,
como metas da saúde e do bem estar. Vencendo as diferentes etapas do
desenvolvimento emocional, logo surgem os primeiros alvores da individuação, em
decorrência da superação ou conscientização dos arquétipos que geram sofrimento.
As denominadas virtudes religiosas, que eram tidas como heranças místicas, no momento da individuação adquirem sentido de realização, quais o amor, que se transforma numa conquista relevante, indispensável para uma existência harmônica; a bondade, que multiplica os bens dos sentimentos elevados; a fé no futuro, como condição de estímulo — sentido e significado psicológico — para se prosseguir nas lutas naturais do processo evolutivo; a compaixão, em forma de solidariedade e de compreensão das aflições do próximo; a gratidão, como coroa de bênçãos por tudo quanto se conseguiu e pode realizar-se.
A gratidão, filha dileta do amor sábio, enriquece a vida de beleza e de alegria porque com a sua presença tudo passa a ter significação enobrecida, ampliando os horizontes vivenciais daquele que a cultiva como recurso de promoção da vida em todos os sentidos.
As denominadas virtudes religiosas, que eram tidas como heranças místicas, no momento da individuação adquirem sentido de realização, quais o amor, que se transforma numa conquista relevante, indispensável para uma existência harmônica; a bondade, que multiplica os bens dos sentimentos elevados; a fé no futuro, como condição de estímulo — sentido e significado psicológico — para se prosseguir nas lutas naturais do processo evolutivo; a compaixão, em forma de solidariedade e de compreensão das aflições do próximo; a gratidão, como coroa de bênçãos por tudo quanto se conseguiu e pode realizar-se.
A gratidão, filha dileta do amor sábio, enriquece a vida de beleza e de alegria porque com a sua presença tudo passa a ter significação enobrecida, ampliando os horizontes vivenciais daquele que a cultiva como recurso de promoção da vida em todos os sentidos.
Narra-se que certo dia, em
Boston, nos Estados Unidos da América do Norte, um rebanho de carneiros era
levado por uma das avenidas centrais da urbe. Um dos carneiros repentinamente
caiu sem forças…
Uma criança muito pobre e mal cuidada, observando a cena, deu-se conta que deveria ser por sede que o animalzinho perdera as resistências. Tomando do seu gorro, correu a uma bica próxima e colheu algum líquido, trazendo-o ao carneiro quase desfalecido e deu-lhe de
beber.
Uma criança muito pobre e mal cuidada, observando a cena, deu-se conta que deveria ser por sede que o animalzinho perdera as resistências. Tomando do seu gorro, correu a uma bica próxima e colheu algum líquido, trazendo-o ao carneiro quase desfalecido e deu-lhe de
beber.
Poucos minutos depois o animal
correu e juntou-se ao grupo que seguia em frente.
Uma das pessoas que nada havia feito, num tom irônico, disse ao
menino:
— Obrigado, titio!
E pôs-se a rir zombeteiramente. Um cavalheiro que havia observado a
cena disse ao irônico:
— O carneirinho pediu-me para que agradecesse por ele, escusando-se de fazê-lo. Como eu sou dono de uma casa editora, sou conhecido como Eduardo Baer, e sempre estou procurando crianças dotadas de sentimentos nobres para cuidá-las, acabo de encontrar mais uma.
A partir deste momento, você estará sob a minha responsabilidade. .. – disse à criança aturdida. Mais tarde, a sociedade acompanharia a trajetória do Dr. Carlos Mors, que se fez conhecido pela inalterável bondade com que tratava todas as criaturas.
Uma das pessoas que nada havia feito, num tom irônico, disse ao
menino:
— Obrigado, titio!
E pôs-se a rir zombeteiramente. Um cavalheiro que havia observado a
cena disse ao irônico:
— O carneirinho pediu-me para que agradecesse por ele, escusando-se de fazê-lo. Como eu sou dono de uma casa editora, sou conhecido como Eduardo Baer, e sempre estou procurando crianças dotadas de sentimentos nobres para cuidá-las, acabo de encontrar mais uma.
A partir deste momento, você estará sob a minha responsabilidade. .. – disse à criança aturdida. Mais tarde, a sociedade acompanharia a trajetória do Dr. Carlos Mors, que se fez conhecido pela inalterável bondade com que tratava todas as criaturas.
A gratidão do carneiro havia
alcançado a sua nobre finalidade, porque jamais esmaece ou perde o seu sentido.
Poder-se-ia incluir esse fato na extensa relação daqueles de natureza
mitológica, da mesma forma que Hércules combateu o mal, vencendo todos os
inimigos do bem pelo imenso prazer de ser grato à vida pelo seu poder. O
carneiro, que é símbolo da mansuetude, e o menino gentil, que pode ser
considerado como um arquétipo de misericórdia e compaixão, unindo-se no mesmo
sentimento de ajuda recíproca, produziram o missionário do amor e da bondade.
Isso porque a gratidão é um dos
mais grandiosos momentos do desenvolvimento ético-moral do ser humano e está
ínsita na individuação, quando tudo adquire beleza e significado.
A gratidão é, portanto, um momento de individuação, quando o serhumano recorda o passado com alegria, considerando os trechos do caminho mais difíceis que foram vencidos, alegrando-se com o presente e encarando o futuro sem nenhum receio, porque os arquétipos responsáveis pelas aflições foram diluídos na consciência, não restando vestígios da sua existência.
A gratidão é, portanto, um momento de individuação, quando o serhumano recorda o passado com alegria, considerando os trechos do caminho mais difíceis que foram vencidos, alegrando-se com o presente e encarando o futuro sem nenhum receio, porque os arquétipos responsáveis pelas aflições foram diluídos na consciência, não restando vestígios da sua existência.
O ego, que os mantinha em ação,
alargou a sua percepção psicológica da vida e tornou-se parte vibrante do Self,
que ama sem distinção nem interesse de retribuição e é grato a Deus por
existir, ao Cosmo por viver nele, à mãe-Terra por ser o seu habitat, a todas as
cores e vibrações da Natureza, que lhe facultam contemplação e emotividade
especial, aos sons maravilhosos que o fazem vibrar, ao oxigênio que o nutre e à
psique responsável pelo seu pensamento e pela faculdade de discernir que a
consciência alcançou.
Quando o ser humano se der
conta de que necessita abandonar as faixas menos harmônicas por onde transita,
aspirará pela conquista da individuação, exercitando-se na sublime arte do amor
a Deus, ao próximo e, certamente, a si mesmo, abandonando o egotismo e
vivenciando o altruísmo como forma segura de realização plena, no rumo da
gratidão…
A gratidão abrange, num afetuoso abraço, os sentimentos que dignificam os seres humanos e os tornam merecedores de felicidade, quando estarão instalando no íntimo o decantado Reino dos Céus, conforme proposto por Jesus, o maior psicoterapeuta da Humanidade.
A gratidão abrange, num afetuoso abraço, os sentimentos que dignificam os seres humanos e os tornam merecedores de felicidade, quando estarão instalando no íntimo o decantado Reino dos Céus, conforme proposto por Jesus, o maior psicoterapeuta da Humanidade.
Extraído da obra. Psicologia da
gratidão
quarta-feira, 22 de novembro de 2017
1 – E depois que veio para onde estava a gente, chegou a ele um homem que, posto de joelhos, lhe dizia: Senhor, tem compaixão de meu filho, que é lunático e padece muito; porque muitas vezes cai no fogo, e muitas na água. E tenho-o apresentado a teus discípulos, e eles o não puderam curar. E respondendo Jesus, disse: Ó geração incrédula e perversa, até quando hei de estar convosco, até quando vos hei de sofrer? Trazei-mo cá. E Jesus o abençoou, e saiu dele o demônio, e desde àquela hora ficou o moço curado. Então se chegarão os discípulos a Jesus em particular e lhe disseram: Por que não pudemos nós lançá-lo fora? Jesus lhes disse: Por causa da vossa pouca fé. Porque na verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar, e nada vos será impossível. (Mateus, XVII: 14-19).
2 – É certo que, no bom sentido, a confiança nas próprias forças torna-nos capazes de realizar coisas materiais que não podemos fazer quando duvidamos de nós mesmos. Mas, então, é somente no seu sentido moral que devemos entender estas palavras. As montanhas que a fé transporta são as dificuldades, as resistências, a má vontade, em uma palavra, que encontramos entre os homens, mesmo quando se trata das melhores coisas. Os preconceitos da rotina, o interesse material, o egoísmo, a cegueira do fanatismo, as paixões orgulhosas, são outras tantas montanhas que atravancam o caminho dos que trabalham para o progresso da humanidade. A fé robusta confere a perseverança, a energia e os recursos necessários para a vitória sobre os obstáculos, tanto nas pequenas quanto nas grandes coisas. A fé vacilante produz a incerteza, a hesitação, de que se aproveitam os adversários que devemos combater; ela nem sequer procura os meios de vencer, porque não crê na possibilidade de vitória.
3 – Noutra acepção, considera-se fé a confiança que se deposita na realização de determinada coisa, a certeza de atingir um objetivo. Nesse caso, ela confere uma espécie de lucidez, que faz antever pelo pensamento os fins que se têm em vista e os meios de atingi-los, de maneira que aquele que a possui avança, por assim dizer, infalivelmente. Num e outro caso, ela pode fazer que se realizem grandes coisas
A fé e verdadeira é sempre calma. Confere a paciência que sabe esperar, porque estando apoiada na inteligência e na compreensão das coisas, tem a certeza de chegar ao fim. A fé insegura sente a sua própria fraqueza, e quando estimulada pelo interesse torna-se furiosa e acredita poder suprir a força com a violência. A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança, enquanto a violência, pelo contrário, é prova de fraqueza e de falta de confiança em si mesmo.
4 – Necessário guardar-se de confundir a fé com a presunção. A verdadeira fé se alia à humildade. Aquele que a possui deposita a sua confiança em Deus, mais do quem em si mesmo, pois sabe que, simples instrumento da vontade de Deus, nada pode sem Ele. E por isso que os Bons Espíritos vêm em seu auxílio. A presunção é menos fé do que orgulho, e o orgulho é sempre castigado cedo ou tarde, pela decepção e os malogros que lhes são infligidos.
5 – O poder da fé tem aplicação direta e especial na ação magnética. Graças a ela, o homem age sobre o fluído, agente universal, modifica-lhe a qualidade e lhe dá impulso por assim dizer irresistível. Eis porque aquele que alia, a um grande poder fluídico normal, uma fé ardente, pode operar, unicamente pela sua vontade dirigida para o bem, esses estranhos fenômenos de cura e de outra natureza, que antigamente eram considerados prodígios, e que entretanto não passam de conseqüências de uma lei natural. Essa a razão porque Jesus disse aos seus apóstolos: Se não conseguistes curar, foi por causa de vossa pouca fé.
O evangelho segundo o espiritismo
sábado, 21 de outubro de 2017
... Os planos inferiores do céu
Segunda, 29 de setembro de 1913.
A idéia de ver as coisas do ponto de vista de uma esfera mais
elevada que a sua, é para que se dê o verdadeiro valor quando se
lê o que acabamos de escrever. De outra forma, você estará
sempre enganado pela aparência de incongruência na associação
das idéias que temos lhe passado. A nós é perfeitamente normal
unir a chegada de nosso Senhor com o outro evento da formação
daquela ponte que é a expansão da grande região do precipício.
O que lá é visto concretamente – isto é, claro, concretamente
para nós aqui – é apenas um fenômeno do mesmo poder invisível
pelo qual o Senhor e suas legiões angélicas cobriram a abóbada
celeste entre a esfera na qual agora nos movemos e aquelas de
onde vieram eles.
Você compreenderá que aquela Manifestação foi, para nós,
muito mais que uma materialização é, para vocês. Foi a ligação
entre dois estados do Reino do Pai pela união no espaço através
das vibrações mais elevadas do que as que podemos usar nestas
esferas mais baixas. Como tudo acontece, nós apenas podemos
imaginar, mas, ao passarmos de sua esfera terrestre para esta, a
conexão entre esta e a próxima não parece estranha.
Desejamos que você pudesse ser melhor esclarecido ao
observar algumas das maravilhas de nosso plano, pois então tudo
lhe pareceria mais natural, tanto em sua jornada na terra, quanto
também quando vier para cá e nada soar estranho em sua mente.
A primeira coisa que veria é que a terra é o embrião do céu, e
que o céu é apenas a terra purgada e aperfeiçoada; e em seguida
veria que as razões são bem óbvias.
Para ajudá-lo neste assunto, portanto, tentaremos contar-lhe
de um sistema que temos aqui para separar e discernir entre as
coisas que importam e as de menor importância. Quando
estamos com alguma dúvida – e falo apenas de nosso círculo
imediato – vamos ao topo de algum edifício, ou montanha, ou
algum lugar elevado de onde possamos avistar as terras distantes
que nos cercam. Então, expomos nossas dificuldades, e quando
acabamos de completar o raciocínio, ficamos em silêncio por um
tempo, esforçando-nos por retratar tudo dentro de nós, da forma
como as coisas são. Depois de algum tempo começamos a ver e
ouvir algum lugar mais alto que o nosso, e vemos que as coisas
importantes são as que nos mostram, pela visão e audição, que
ainda persistem naquele plano mais elevado, naquelas esferas
mais altas. Mas não ouvimos ou vemos as coisas que não
importam tanto, e é desta forma conseguimos separar uma
categoria de outra.
Parece tudo certo, querida, mas poderia dar-me um caso
mais específico, a fim de exemplificar?
Penso que sim. Tivemos que lidar com uma dúvida, e não
sabíamos como agir da melhor forma. Foi sobre uma mulher que
estava aqui por um bom tempo e não parecia capaz de progredir
muito. Não era má pessoa, mas parecia ser insegura a respeito de
si mesma e de todos os que a cercavam. Sua principal dúvida era
sobre os anjos – se eles eram todos de luz e bondade, ou se
alguns eram de um estado angelical e outros da escuridão. Por
algum tempo não conseguimos ver o porquê disto estar
perturbando-a tanto, já que tudo por aqui parecia ser amoroso e
brilhante. Mas descobrimos que ela tinha alguns parentes que
haviam vindo para cá antes dela, e a quem ela não vira e não
conseguia encontrar seu paradeiro. Quando descobrimos o
principal problema dela, discutimos entre nós e fomos ao topo da
colina, colocando nosso desejo de ajudá-la e pedindo que nos
fosse mostrada a melhor maneira. Uma coisa memorável
aconteceu, tão inesperada quanto útil.
Quando ficamos ajoelhados ali, todo o topo da colina pareceu
tornar-se transparente e, enquanto estávamos ajoelhados, com as
cabeças inclinadas, enxergamos diretamente através dela, e uma
parte das regiões abaixo foi trazida a nós muito nitidamente. A
cena que vimos –e todos nós a vimos, portanto não poderia ser
ilusão – era numa planície obscura, árida e nua, e, encostado
numa rocha, estava um homem de alta estatura. Diante dele,
ajoelhada no chão, com as faces cobertas pelas mãos, havia uma
outra pessoa. Era um homem, e parecia estar implorando algo ao
outro, que continuava ali, com aparência de estar em dúvida.
Então, finalmente, num impulso súbito, ele se abaixou e levantou
em suas costas aquele que estava ajoelhado e o conduziu pela
planície, em direção ao horizonte onde refulgia a luz pálida do
crepúsculo.
Ele andou uma longa jornada com aquela carga e então,
quando chegaram a um lugar onde a luz era mais forte, ele o
largou e apontou um caminho a ele; então vimos que este
agradeceu muito e muito, então voltou-se e correu rumo à luz.
Nós o seguimos com nossos olhos, e então vimos que lhe havia
sido apontado o caminho da ponte, da qual já lhe falei – na
extremidade que está no outro lado do precipício. Ainda não
entendíamos por que esta visão estava sendo mostrada a nós, e
continuamos seguindo o homem até que ele alcançou o enorme
prédio que está no começo da ponte – não para guardá-la, mas
para auxiliar os que chegam até ali, necessitando de descanso e
ajuda.
Vimos que o homem havia sido observado pelo guardião,
pois um facho de luz sinalizou-o aos que estavam embaixo,
mostrando-o ao guardião seguinte, ao longo da ponte.
E então a colina reassumiu seu aspecto normal de novo, e
nada mais foi visto por nós.
Estávamos perplexos, mais que antes, e estávamos descendo
a colina quando nossa Senhora Diretora veio ao nosso encontro,
e em sua companhia estava alguém que parecia um alto servidor
de alguma parte de nossa esfera, mas que não havíamos
conhecido ainda. Ela disse que ele veio para nos explicar a
instrução que acabáramos de receber. Aquele homem menor era
o marido da mulher a quem estávamos tentando ajudar, e
deveríamos dizer a ela que fosse até a ponte pois lhe seria dado
alojamento ali, onde então poderia esperar até que seu querido
chegasse. O homem mais alto que vimos era o que a mulher
chamou de anjo das trevas, já que ele era um dos mais poderosos
espíritos nos planos trevosos. Mas, conforme observamos, ele
era capaz de uma boa ação. Por que, então, perguntamos, ele
ainda estava nas regiões de trevas?
O servidor sorriu e respondeu, “Meus queridos amigos, o
Reino de Deus Nosso Pai é um lugar muito mais maravilhoso do
que podem imaginar. Vocês jamais se defrontaram ainda com
um reino ou esfera que fosse completo por si mesmo,
independente e separado dos demais. Nem há nenhum assim.
Aquele anjo trevoso mescla, em si, muitas esferas de
conhecimento, bondade e maldade. Ele permanece onde está,
primeiro por causa da maldade remanescente nele, que o
incapacita para as regiões de luz. Ele permanece ali também
porque ele poderia progredir se quisesse, mas mesmo assim ele
não o deseja por enquanto, em parte por causa de sua obstinação,
e parte porque ele ainda odeia a luz, e acha que os que partem
para a horrível montanha são loucos, pois a dor e as agonias são
mais intensas ali, em razão do contraste com o que vêem entre a
luz e a escuridão. Então ele fica, e há multidões como ele, a
quem uma espécie de desespero embrutecedor e estonteante
impede de seguirem adiante. Também em suas horas de raiva e
loucura, ele é cruel. Ele torturou e maltratou algumas vezes este
mesmo homem a quem vocês viram com ele, e o fez com a
crueldade de um fanfarrão covarde. Mas, como viram, isto foi
superado e quando o homem implorou nesta última vez, alguma
corda sensível no coração do outro vibrou um pouquinho só, e,
num impulso, temendo uma reversão em suas intenções, liberou
sua vítima que desejou empreender a jornada, e apontou-lhe o
caminho, sem dúvida pensando em seu coração no quanto ele era
estúpido e contudo, talvez, um estúpido mais inteligente que ele,
afinal de contas.”
Isso era novidade para nós. Não percebêramos antes que
havia bondade naquelas regiões de trevas; mas agora vimos que
era natural que assim fosse, ou, se todos ali fossem totalmente
ruins, nenhum deles jamais desejaria estar conosco deste lado.”
Mas o que tem a ver tudo isso com o discernimento entre as
coisas que importam e as que têm menor importância?
Tudo que é do bem é de Deus, e a luz e a treva, quando
aplicadas aos Seus filhos, não são, e não podem ser, absolutas.
Elas devem ser entendidas como relativas. Há, como sabemos,
muitos “anjos das trevas” que estão na escuridão por causa de
algum desvio em seu comportamento, algum traço de obstinação
que os previne contra o que é bom dentro deles, fazendo esse
efeito. E estes, um dia, podem nos ultrapassar na estrada das
eras, e, no Reino dos Céus, tornarem-se maiores que nós, que
hoje somos mais abençoados que eles.
Boa noite, meu querido filho. Pense sobre o que escrevemos.
Tem sido uma lição proveitosa a nós, e seria bom que muitos em
sua vida atual pudessem aprendê-la.
A VIDA ALÉM DO VÉU I - Os planos inferiores do céu
Sexta, 26 de setembro de 1913.
Nossa última afirmação foi dada em resposta a um pedido de
alguém de nosso grupo, para que tentássemos impressioná-lo
numa forma mais profunda que antes, mas conseguimos apenas
começar, como aconteceu, e não acabamos nossa explanação. Se
a deseja, continuaremos no tema agora.
Sim, obrigado.
Então você deve, por uns momentos, tentar pensar conosco
como se estivesse do nosso lado do Véu. As coisas, você deve
entender, aqui tomam um aspecto muito diferente do que elas
têm quando são vistas a partir do plano terrestre, e um aspecto,
temo, que os que ainda na terra desejam, pelo menos em muitos
casos, que é usar um semblante de irrealidade e romance. E as
mínimas coisas aqui são forradas com tanta dúvida pelos que são
recém chegados que, até que eles tenham perdido o hábito de
pensar em termos tridimensionais, ficam impedidos de progredir
para longe. E isso, creia-me, é assunto de muita dificuldade.
Agora, o termo “vibrações” deverá servir, mas está longe de
ser adequado para as coisas materiais serem entendidas. Pois tais
vibrações, como estas que mencionamos, não são meramente
mecânicas quanto ao seu movimento e qualidade, mas têm nelas
uma essência de vitalidade, e é dessa vitalidade que nos
apropriamos e usamos. Esta é a ligação que conecta nossas
vontades e a manifestação exterior em vibrações, já que é
realmente isso que são todas elas. São apenas fenômenos da vida
mais profunda que nos envolve e a todas as coisas. Com elas,
como material básico, somos capazes de executar coisas, e
construir coisas que têm uma durabilidade que o termo em si
pareceria não corresponder.
Por exemplo, é por este método que a ponte sobre o abismo
entre as esferas de luz e de trevas é construída, e aquela ponte
não é toda de uma cor só. No lado mais distante ela está imersa
na escuridão e, conforme vai emergindo gradualmente, em
direção à região de luz, assume um matiz cada vez mais
brilhante, e, onde ela está assentada nas alturas em que começam
os planos mais luminosos, é o matiz de cor de rosa e raios de luz
que a envolvem como uma prata rara ou ainda o alabastro.
Sim, claro, há uma ponte sobre o abismo. De outra forma,
como poderiam sair aqueles que venceram os caminhos acima,
através da escuridão? Verdadeiramente – e eu havia esquecido
isso – há alguns que vêm dos terríveis reinos da escuridão, e
escalam as regiões deste lado do abismo. Mas estes são poucos, e
são os obstinados que rejeitam ajuda e guia dos guardiães do
caminho que ficam parados no lado mais distante, para mostrar a
saída aos que se qualificaram a isso.
Também, devem saber, estes guardiães somente são visíveis a
estas pobres pessoas na proporção em que a luz foi gerada em
seus corações; e por isso uma certa cota de confiança é
necessária se se entregarem à sua guarda. Esta confiança também
acontece quando atingem uma mentalidade melhor, pela qual se
tornaram, em certo grau, capazes de discernir entre luz e treva.
Bem, as complicações do espírito humano são múltiplas e
espantosas, portanto vamos a algo mais fácil de ser colocado em
palavras. Eu acabo de chamar de ponte, mas.. eu deveria ter me
referido a uma passagem, “A luz do corpo é o vosso olhar.” Leia
isso ligando a tudo, e verá que faz parte do caso, não somente na
terra, mas dos daqui também.
Eu chamei de ponte mas, de fato, tem pouco a ver com uma
ponte na terra. Estas regiões são muitos vastas, e a ponte é mais
uma variação do terreno que outra coisa a mais que eu pudesse
pensar para expressar a você. E lembre-se de que eu apenas vi
uma pequena parte destas esferas, e por isso conto a você da
parte que conheço. Sem dúvida há outros abismos e pontes –
provavelmente numerosos. Através do precipício, ou da ponte,
então, aqueles que buscam a luz empreendem sua jornada, e a
jornada é bem lenta, e há muitas casas de repouso onde eles
podem descansar, de vez em quando, em sua viagem
progressiva; mudam de um para outro grupo de anjos
mantenedores, até que o último estágio entregue-os aqui deste
lado. Nosso trabalho na casa, ou colônia, à qual agora pertenço, é
também direcionado a estes espíritos que progrediram até aqui,
tanto quanto aos da terra. Mas este é um departamento diferente
do meu, atualmente. Ainda não fui tão longe em meus estudos. É
mais difícil, porque as influências em torno dos que estão nas
trevas aqui são muito mais danosas que as influências na terra,
onde boas influências estão sempre se mesclando com as más.
Somente quando as pessoas carecentes e enfraquecidas chegam
até aqui é que percebem a terrível tarefa diante delas, e este é o
porquê de tantos permanecerem por tanto tempo numa condição
de desesperança e desespero.
Quando estão a salvo sobre a ponte, eles são recebidos por
esses nas encostas onde a grama e as árvores crescem, e ficam
estupefatos pelo prazer, em vez de se prepararem gradualmente.
Pois ainda não estão acostumados ao amor e sua doçura, depois
das experiências adversas lá embaixo.
Eu disse que esta ponte se assentava nas alturas; falava
comparativamente. O local da chegada é mais alto comparando
com as regiões de escuridão lá embaixo. Mas, de fato, é região
baixa; o plano mais baixo sem dúvida, da região celeste.
Você está pensando na “garganta profunda”, ou precipício,
“descritos” na Parábola. Está quase de acordo com o que lhe
descrevi, e você já teve esta explanação em outro local. Também
a razão pela qual estes que chegam fazem isso, em vez de
atingirem este lado por viagem aérea, ou “vôo”, como talvez
você chamaria, é porque eles não são capazes de completar a
jornada desta forma por causa de sua fraca espiritualidade. Se
eles tentassem isso, cairiam no vale escuro, perdendo então seu
caminho.
Não fui longe nestas regiões escuras, mas fiz uma pequena
parte do percurso, e a miséria que vi foi mais que suficiente por
bastante tempo. Quando eu progredir no atual trabalho, e tiver
por algum tempo ajudado estas pobres almas lá do ponto
avantajado daquela casa, e tiver permissão, e provavelmente
terei, irei mais adiante entre eles. Mas não é para agora.
Uma coisa mais eu posso dizer – já que por agora devemos
parar. Quando eles surgem e chegam até a outra extremidade da
ponte, devo dizer-lhe que o barulho que é ouvido, vindo por
detrás deles, é horrível, e fagulhas vermelhas incandescentes são
vistas. O que causa isso, não sou capaz de explicar claramente,
mas nos dizem que os gritos, uivos e lamentações, e também as
fagulhas, são enviadas por aqueles que ficaram para trás, que
ficam enraivecidos por sua impotência de recapturar o fugitivo,
ou de retê-lo em sua fuga; porque o mal é sempre impotente
diante do bem, mesmo que o bem seja bem pequeno ao final das
contas. Mas não devo continuar mais por agora, e o que estou
dizendo agora não é o que vi pessoalmente, mas ouvi dizer, que
quer dizer, foi dado a você de segunda mão, mas é verdadeiro,
apesar de tudo.
Boa noite, meu querido filho, e possa o Pai de Todos cobrir
com Sua luz e paz a você e aos seus. Possa você ver luz na Sua
luz, e o brilho daquela luz seja de uma aurora de paz.
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