quarta-feira, 25 de março de 2020

LIMPEZA PSÍQUICA

O que é limpeza psíquica?

A limpeza psíquica consiste em irradiações, vibrações espirituais que estabelecem uma conexão entre o ser humano e espíritos de elevado grau de evolução, denominados de Astral Superior, de modo a promover o fortalecimento espiritual do indivíduo para o enfrentamento das lutas diárias da vida.
Pensamentos são vibrações do espírito e, portanto, irradiações. Quando se pensa em determinado lugar, essas vibrações são direcionadas a esse local. O mesmo ocorre quando se mentaliza alguém. Nesse sentido, a concentração no significado das palavras que compõem as irradiações é de extrema importância para que a conexão com os espíritos do Astral Superior ocorra.
A limpeza psíquica é, portanto, como um breve intervalo no cotidiano, ajudando o indivíduo a recuperar a vitalidade e, assim, continuar o seu viver com mais energia, para enfrentar as dificuldades e buscar seus objetivos.

Qual a finalidade da limpeza psíquica?

O ser humano está em constante pressão, pois a vida, de maneira geral, é muito competitiva. Os impasses do dia a dia sugam sua energia vital. As frustrações internas, os abalos sofridos com perdas de toda natureza, a pressão para cumprir deveres e atender expectativas pessoais e coletivas, tudo abala o espírito e, consequentemente, reflete no corpo físico.
Esse desgaste deixa o espírito sujeito a depressões, abatimentos morais e outros males emocionais, abrindo espaço para negatividades. Logo, é preciso repor essa energia vital. Mas, para isso, é preciso romper com a camada de pensamentos negativos que ser forma na atmosfera fluídica da Terra. É justamente essa a finalidade da limpeza psíquica.
A limpeza do ambiente proporcionada por essa prática também tem o objetivo de arrebatar para fora da atmosfera fluídica da Terra os espíritos desencarnados que nela vagueiam.

Veja as irradiações

Como fazer a limpeza psíquica?

O Racionalismo Cristão recomenda a todos a prática diária da limpeza psíquica, seja nas reuniões públicas ou em seus lares. Para isso, devem reunir-se diariamente às 7 horas da manhã e às 8 horas da noite, ou em horas próximas, conforme a rotina individual. A limpeza psíquica não deve, portanto, ser feita em qualquer ambiente, pois se presume que em casa haja maior privacidade do que na rua ou no trabalho.
Quando a limpeza psíquica é feita em conjunto, um dos participantes faz as irradiações em voz alta e os demais o acompanham mentalmente. Quando a pessoa estiver só, as irradiações podem ser feitas em silêncio, por viva voz, ou acompanhadas por meio da rádio A Razão. Os que não puderem irradiar em conjunto podem fazê-lo individualmente, de preferência em local isolado e nas horas mencionadas.
Veja as irradiações comentadas

Reflexão

É importante que antes das irradiações a pessoa reserve alguns minutos para autorreflexão, analisando os fatos que ocorreram no dia a dia e procurando se desligar de tudo ao seu redor, com o objetivo de obter a mais perfeita concentração, de modo a facilitar sua religação às dimensões elevadas da espiritualidade.
https://youtu.be/o_-TM66yE48

domingo, 16 de fevereiro de 2020

A CONFUSÃO MENTAL: CRENÇA E APEGO AO EGO.

OS VÉUS DO EGO

Primeiro, concebemos o “eu” e nos apegamos a ele.
Depois concebemos o “meu” e nos apegamos ao mundo material.
Como água cativa na roda do moinho, giramos em círculos, impotentes.
Presto homenagem à compaixão que envolve todos os seres.
CHANDRAKIRTI
download (3)A confusão mental é um véu que nos impede de ver claramente a realidade, obscurecendo a nossa compreensão da verdadeira natureza das coisas. Na prática, essa confusão nos incapacita de identificar o comportamento que nos permitiria encontrar a felicidade e evitar o sofrimento. Quando olhamos para fora, solidificamos o mundo, projetando nele atributos que de modo algum lhes são inerentes. Ao olhar para dentro, congelamos o fluxo de consciência quando concebemos um “eu” entronizado entre um passado que não existe mais e um futuro que ainda não existe. Acreditamos que vemos as coisas como elas são e quase nunca colocamos em dúvida essa opinião. Atribuímos qualidades às coisas e pessoas e acreditamos que são intrínsecas a elas, pensando “isto é bonito, isto é feio”, sem nos darmos conta de que a nossa mente confere esses atributos àquilo que percebemos.
Dividimos o mundo inteiro em “desejável” e “indesejável”; atribuímos permanência ao que é efêmero e vemos entidades independentes naquilo que é uma rede de relações que se transformam. Tendemos a isolar aspectos particulares de eventos, situações e pessoas, focalizando apenas essas particularidades. É assim que rotulamos os outros como “inimigos”, “bons”, “maus” e assim por diante, e consideramos essas atribuições permanentes. No entanto, se avaliarmos bem a realidade, essa complexidade se torna óbvia.
Se uma coisa fosse verdadeiramente bela e agradável, se essas qualidades de fato pertencessem a ela, nós a veríamos como desejável em todos os momentos e lugares. Mas existe algo neste mundo que seja considerado belo por todos? Como diz o verso budista: “Para aquele que ama, a bela mulher objeto de desejo; para o eremita, é uma tentação; para o lobo, uma boa refeição.” Da mesma forma, se um objeto fosse intrinsecamente repulsivo, todos teriam uma boa razão para evitá-lo. Mas tudo muda se reconhecermos que estamos apenas atribuindo essas qualidades às coisas e pessoas. Não há, em um belo objeto, nenhuma qualidade intrínseca que o torne benéfico para a mente, assim como também não há nada em um objeto feio que, por causa dessa qualidade, cause dano a ela.
pessimismo-otimismo-palmeirasDo mesmo modo, uma pessoa que hoje percebemos como inimiga com toda a certeza é, para outro, objeto de afeição, e poderemos um dia criar laços de amizade com esse mesmíssimo indivíduo. Reagimos como se as características fossem inseparáveis da pessoa e do objeto sobre os quais as depositamos. Assim, distanciamo-nos da realidade e somos arrastados pelo mecanismo de atração e repulsão, mantido em constante movimento por nossas projeções mentais. Nossos conceitos congelam as coisas em entidades artificiais, fazendo-nos perder nossa liberdade interior, do mesmo modo que a água perde sua fluidez quando se torna gelo.

sábado, 29 de setembro de 2018

segunda-feira, 24 de setembro de 2018



Krishna e o Cristo Jesus
Muito se fala sobre a semelhança das histórias da vida de Jesus, o Cristo, e a história de Krishna, na Índia. Ambos são filhos de Deus e encarnados no plano da matéria para ajudar os homens a avançar com mais rapidez e segurança em direção a luz. São avatares...
              A atração que a matéria exerce sobre os espíritos encarnados é muito forte. E a medida que essa atração vai aumentando ela vai ofuscando a chama da espiritualidade, conduzindo-a para o seu apagamento. É necessário, então, que haja uma ação eficaz do plano superior, visando retomar o caminho da luz, esclarecendo os homens onde está a verdade e a necessidade de se retomar o caminho da direita, que leva à ascensão a Deus.
              É com esse mister que espíritos do mais alto escol se fazem presentes no nosso planeta para nos trazer  a verdade e com o seu exemplo mudar o nosso comportamento. Buda, Krishna e o Cristo Jesus, são exemplos dessas encarnações. E não será de se estranhar se tais personagens não se tratar do mesmo espírito que, em espaçadas eras, retorna ao nosso planeta para nos ensinar as verdades que conduzem à senda da luz.
              Talvez encontremos ai a razão das semelhanças entre a doutrina Cristã com a filosofia budista dentre outras que nos vem das religiões praticadas na Índia.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Necessidade de valorização

Resultado de imagem para sonhos
Os destrutivos gigantes da alma, que exteriorizam os tormentos e a imaturidade do ego, de alguma forma refletem um fenômeno psicológico, às vezes de procedência inconsciente, noutras ocasiões habilmente estabelecido, que é a necessidade da sua valorização.
Quando escasseiam os estímulos para esse cometimento do eu, sem crescimento interior, que não recebe compensação externa mediante o reconhecimento nem a projeção da imagem, o ego sobressai e fixa-se em mecanismos perturbadores a fim, de lograr atenção, desembaraçando-se, dessa forma, do conflito de inferioridade, da sensação de incompletude. Tivesse maturidade psicológica e recorreria a outros construtores gigantes da alma, como o amor, o esforço pessoal, a conscientização, a solidariedade, a filantropia, desenvolvendo as possibilidades de enriquecimento interior capazes de plenificação.
Acostumado às respostas imediatas, o ego infantil deseja os jogos do prazer a qualquer preço, mesmo sabendo que logo terminam deixando frustração, amargura e novos anelos para fruir outros. A fim de consegui-lo e por não saber dirigir as aspirações, asfixia-se nos conflitos perturbadores e atira-se ao desespero. Quando assim não ocorre, volta-se para o mundo interior e reprime os sentimentos, fechando-se no estreito quadro de depressão. Renitente, faculta que ressumam as tendências do prazer, mascaradas de auto-aflição, de autoflagelação, de autodepreciação. Entre muitos religiosos em clima de insatisfação pessoal, essa necessidade de valorização reaparece em estruturas de aparente humildade, de dissimulação, de piedade, de proteção ao próximo, estando desprotegidos de si mesmos...
A humildade é uma conquista da consciência que se expressa em forma de alegria, de plenitude. Quando se manifesta com sofrimento, desprezo por si mesmo, violenta desconsideração pela própria vida, exibe o lado oculto da vaidade, da violência reprimida e chama a atenção para aquilo que,  legitimamente, deve passar despercebido. A humildade é uma atitude interior perante a vida; jamais uma indumentária exterior que desperta a atenção, que forja comentários, que compensa a fragilidade do ego. O caminho para a conscientização, de vigilância natural, sem tensão, fundamentando-se na intenção libertadora, é palmilhado com naturalidade e cuidado.
Jesus, na condição de excepcional Psicoterapeuta, recomendava a vigilância antes da oração, como forma de auto-encontro, para depois ensejarse a entrega a Deus sem preocupação outra alguma. A Sua proposta é atual, porquanto o inimigo do homem está nele, que vem herdando de si mesmo através dos tempos, na esteira das reencarnações pelas quais tem transitado. Trata-se do seu ego, dissimula-dor hábil que conspira contra as forças da libertação.
Não podendo fugir de si mesmo nem dos fatores arquetípicos coletivos, o ser debate-se entre o passado de sombras — ignorância, acomodação, automatismos dos instintos — e o futuro de luz — plenitude através de esforço  tenaz, amor e auto-realização — recorrendo aos dias presentes, conturbados pelas heranças e as aspirações. No entanto, atraído pela razão à sua fatalidade biológica — a morte — transformação do soma — histórica — a  felicidade — e espiritual — a liberdade plena — vê o desmoronar dos seus anseios e reconstrói os edifícios da esperança, avançando sem cessar e conquistando, palmo a palmo, a terra de ninguém, onde se expressam as
próprias emoções conturbadas. Essa necessidade de valorização egóica pode ser transformada em  realização do eu mediante o contributo dos estímulos.
Cada ação provoca uma reação equivalente. Quando não se consegue uma resposta através de um estímulo positivo, como por exemplo: — Eu te amo, para uma contestação equivalente: — Eu também, recorre-se a uma negativa: — Ninguém me ama, recebendo-se uma evasiva — Não me inclua nisso. Sob trauma ou rancor, o estímulo expressa-se agressivo: — Não gosto de ninguém, para colher algo idêntico: — A recíproca é verdadeira.
Os estímulos são fontes de energia. Conforme dirigidos, brindam com resultados correspondentes.
O ego que sente necessidade de valorização, sem o contributo do self em consonância, utiliza-se dos estímulos negativos e agressivos para compensar se, sejam quais forem os resultados.
O importante para o seu momento não é a qualidade da resposta estimuladora, mas a sua presença no proscênio onde se considera ausente.
Verdadeiramente, no inter-relacionamento social, quando todos se encontram, o ego isola suas vítimas para chamar a atenção ou bloqueia-as de tal forma que não ficam ausentes, porém tornam-se invisíveis. Encontram-se no lugar, todavia, não estão ali. Essa invisibilidade habilmente buscada compensa o conflito do ego, mantendo a autoflagelação de que não énotado, não possui valores atraentes. Tal mortificação neurótica introjeta as imagens infelizes e personagens míticas do sofrimento, que lhe compõem o quadro de desamparo emocional de desdita pessoal.
Nesse comportamento doentio do ego, a necessidade de valorização, porque não possui recursos relevantes para expor, expressa-se na enganosa autocomiseração que lhe satisfaz as exigências perturbadoras, e relaxa, completando-se emocionalmente.
Quando o self assoma e governa o ser, os estímulos são sempre positivos, mesmo que tenham origem negativa ou agressiva, porque exteriorizam o bemestar que lhe é próprio.
Se alguém diz: Não gosto de você, a mensagem transacional retorna elucidando : — Eu, no entanto, o estimo.
Se a proposta afirma: — Detesto-o, a comunicação redargue: — Eu o admiro.
Não se contamina nem se amargura, porque, em equilíbrio, possui valor, não tendo necessidade de valorização.
Psicologia Joanna de Ângelis

Necessidade de valorização

por Psicologia Joanna de Ângelis