sexta-feira, 7 de setembro de 2007

POEMA DE DAVI






Senhor Deus,
que todo o meu ser te louve!
Estás vestido de majestade
e de glória e Te cobres de luz!
Estendes os céus
como se fosse uma barraca
e constróis a Tua casa
sobre as águas lá de cima.
Usas as nuvens como o Teu carro de guerra
e voas nas asas do vento.
Fazes com que os ventos
sejam os Teus mensageiros
e com que os relâmpagos
sejam os Teus servidores.

Tu puseste a terra bem firme
sobre os seus alicerces,
e assim ela nunca será abalada.
Cobriste a terra
com o oceano profundo,
como se ele fosse uma capa,
e as águas acima das montanhas.
Porém, quando repreendeste as águas,
elas fugiram;
quando ouviram o teu grito de comando,
saíram correndo.
As águas correram pelos montes
e desceram para os vales,
indo ao lugar que preparaste para elas.
Tu puseste um limite para as águas
a fim de que não cobrissem de novo a terra.

Tu fazes surgir nascentes nos vales,
e os rios correm para os montes.
Da sua água bebem
todos os animais selvagens,
com ela os jumentos selvagens
matam a sede.
Nas margens dos rios,
os pássaros fazem os seus ninhos
e cantam entre os galhos das árvores.

Do céu Tu envias chuvas para os montes,
e a terra fica cheia das Tuas bênçãos.
Fazes crescer capim para o gado
e verduras e cereais para as pessoas,
que assim tiram da terra
o seu alimento.
Fazes a terra produzir o vinho,
que deixa a gente feliz,
o azeite, que alegra,
e o pão, que dá forças.

Muita chuva cai sobre as árvores
de Deus, o Senhor,
sobre os cedros, que ele plantou
nos montes Líbanos.
Ali os pássaros fazem os seus ninhos,
e as cegonhas constroem as suas casas
nos pinheiros.
Os cabritos selvagens vivem
no alto das montanhas,
e as lebres se escondem nos rochedos.

Tu fizeste a lua para marcar os meses;
o sol sabe a hora de se pôr.
Tu fizeste a noite,
e todos os animais selvagens saem
quando escurece.
Os leões novos rugem enquanto caçam,
procurando a comida que Deus dá.
Porém, quando o sol aparece, eles voltam
e vão se deitar nas suas covas.
Então as pessoas saem para o serviço
e trabalham até a tarde.

Ó Senhor, Tu tens feito tantas coisas
e foi com sabedoria que as fizeste.
A terra está cheia das Tuas criaturas.
Ali está o mar imenso, enorme,
onde vivem animais grandes e pequenos,
tantos, que não podem ser contados.
No mar passam os navios,
e nele brinca Leviatã,
o monstro marinho que Tu criaste.

Todos esses animais dependem de Ti,
esperando que lhes dê alimento
no tempo certo.
Tu dás a comida,
e eles comem e ficam satisfeitos.
Quando escondes o rosto,
ficam com medo,
se cortas a respiração que lhes dás,
eles morrem e voltam ao pó
de onde saíram.
Porém, quando lhes dás o sopro de vida,
eles nascem
e assim dás vida nova à terra.

Que a glória do Senhor,
dure para sempre!
Que Ele se alegre com aquilo que fez!
O Senhor olha para a terra,
e ela treme; toca nas montanhas,
e elas soltam fumaça.

Cantarei louvores ao Senhor
enquanto eu viver,
cantarei ao meu Deus a vida inteira.
Que o Senhor fique contente
com a minha canção,
pois é dele que vem a minha alegria!
Que desapareçam da terra aqueles
que não querem saber de Deus,
e que os maus deixem de existir!

Que todo o meu ser Te louve,
ó Senhor Deus!

*salmo 104*

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